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Paciente de 63 anos traz uma endoscopia digestiva alta para...

Paciente de 63 anos traz uma endoscopia digestiva alta para avaliação. Tem história de doença do refluxo gastroesofágico de longa data, fazendo uso esporádico de inibidores de bomba de prótons, conforme seus sintomas. Chegou a utilizar as medicações continuamente por alguns anos, mas gradualmente melhorou seus sintomas e as suspendeu por conta própria. É hipertenso, diabético e dislipidêmico, fazendo uso de enalapril 20 mg/dia, anlodipino 5 mg/dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia, metformina 850 mg 3x/dia, atorvastatina 10 mg/dia e ácido acetilsalicílico 100 mg/dia. Realizou cirurgias ortopédicas nos joelhos no passado. Desconhece o histórico de doença de sua família. É tabagista, fumando cerca de 10 cigarros/dia há mais de 40 anos, e consome bebidas alcoólicas diariamente, predominantemente cerveja, cerca de 600 mL/dia. Nega prática regular de atividades físicas. Seu exame físico é inocente, salvo por obesidade. A endoscopia digestiva alta mostra linguetas aveludadas na porção distal do esôfago, de coloração salmão, por cerca de 3-4 cm, intercaladas por áreas de mucosa normal. Uma biópsia realizada nessas áreas revela metaplasia intestinal completa, sem áreas de displasia. O restante do exame endoscópico é normal.


Sobre o caso clínico apresentado, é correto afirmar:


A

Os achados endoscópicos usualmente derivam de doença do refluxo gastroesofágico severo e de longa duração e, na maioria das vezes, não provocam sintomas exuberantes.


B

É imperativo realizar o tratamento do H. pylori para reduzir o risco de progressão para neoplasia.


C

A adesão adequada ao tratamento clínico previne a progressão do quadro e torna desnecessária a vigilância endoscópica.


D

Diante dos achados, o paciente já não necessita de uso de inibidores de bomba de prótons, podendo manter a posologia de que vem fazendo uso.


E

A epidemiologia do carcinoma espinocelular de esôfago possui íntima correlação com a epidemiologia dos achados.