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Paciente feminina, 62 anos, diagnóstico de câncer pulmonar há 6 meses. Recebe quimioterapia. Queixas recentes incluem fadiga, náuseas, vômitos, constipação, aumento da sede e micção, além de confusão e fraqueza muscular recentes. Ela apresenta desidratação, confusão e, no exame físico, pressão arterial: 150/90 mmHg, frequência cardíaca: 110 bpm, frequência respiratória: 20 irpm, desorientação temporal e espacial, mucosa oral seca, fraqueza muscular, reflexos osteotendinosos diminuídos.
Resultados Laboratoriais: Cálcio Sérico: 15 mg/dL (Referência Normal: 8,5-10,2 mg/dL), Fósforo Sérico: 2,0 mg/dL (Referência Normal: 2,5-4,5 mg/dL), Creatinina Sérica: 1,9 mg/dL (Referência Normal: 0,7-1,3 mg/dL),Ureia Sérica: 45 mg/dL (Referência Normal: 10-50 mg/dL),PTH Sérico: <5 pg/mL (Referência Normal: 10-65 pg/mL).
Em relação ao caso acima, é INCORRETO afirmar que
o diagnóstico mais provável é hipercalcemia maligna devido ao câncer de pulmão provavelmente relacionado ao PTHrp.
a primeira etapa consiste em corrigir a depleção volêmica, comumente com solução cristaloide, com infusão de 2 a 4L por dia, mantendo um débito urinário de 150 a 200 ml/h nas primeiras 24 a 48h
os diuréticos de alça, como a furosemida, aumentam a excreção de cálcio pela urina, especialmente no início do tratamento, sendo essencial no caso acima nas primeiras 48 horas.
a instituição precoce de drogas antirreabsortivas (bisfosfonatos) é recomendada, sendo considerado o tratamento de primeira linha. A ação dessas medicações se inicia em 1 a 3 dias, atingindo seu nadir em 4 a 7 dias, podendo ser repetidas após 7 dias, se o cálcio sérico permanecer elevado.
o Denosumabe, potente antirreabsortivo, que funciona inibindo o RANK-ligante, pode entrar como uma alternativa em casos de hipercalcemia refratária ou função renal comprometida.