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Um paciente de 70 anos estava internado há dois meses, por complicações de doença oncológica, quando um swab inguinal de vigilância isolou Candida auris. O paciente é portador de linfoma e foi admitido inicialmente com neutropenia febril, para o que já usou vários esquemas antibacterianos. No momento, está em enfermaria, inclusive em programação de alta, mas permaneceu por tempo prolongado em terapia intensiva.
Com relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA.
A Candida auris costuma provocar infecção invasiva grave, então deve-se começar imediatamente esquema antifúngico duplo, associando anfotericina e equinocandina.
A fonte da infecção fúngica provavelmente deve ter sido a translocação do tubo digestivo, determinada pela imunossupressão.
Como a disseminação é por via respiratória, a principal medida para prevenir a contaminação dos profissionais de saúde é o uso de máscaras.
A desinfecção terminal do ambiente do paciente após alta deve incluir a limpeza com hipoclorito de sódio de materiais, como oxímetros, termômetros, nebulizadores, etc.
Caso o paciente precise ser readmitido após mais do que 14 dias, não há necessidade de cuidados especiais, pois o status de colonização é autolimitado.