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Um paciente do sexo masculino de 8 anos de idade, com esotropia intermitente desde os 3 anos, foi tratado previamente com óculos, sem melhora significativa do alinhamento ocular. A esotropia é maior ao olhar para longe (20 dioptrias prismáticas) e apresenta limitação leve na abdução. O teste de cover revela alternância entre os olhos, sem preferência fixa. O exame neurológico apresenta normalidade, e não há histórico de trauma ou cirurgias oculares. Nos exames complementares: refração cicloplegica de +3,50 D em ambos os olhos. A topografia corneana sem evidências de irregularidades que expliquem o desvio. A ressonância magnética cerebral aponta normalidade.
cerca do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
O tratamento de escolha é a injeção de toxina botulínica no músculo reto medial para relaxar a esotropia e melhorar a abdução, com cirurgia reservada para casos de falha do tratamento.
A correção cirúrgica com recessão do reto medial é indicada, uma vez que o tratamento com óculos não conseguiu corrigir o desvio, e a toxina botulínica só é usada para estrabismos restritivos.
A toxina botulínica é contraindicada em crianças com estrabismo intermitente, sendo indicada a correção cirúrgica de ambos os músculos retos mediais para prevenir a ambliopia.
O manejo de esotropia intermitente deve ser exclusivamente com óculos prismáticos, reservando a cirurgia ou toxina botulínica apenas para casos de esotropia constante.