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Paciente feminina, 45 anos, apresenta paraparesia espástica progressiva, bexiga neurogênica e dor neuropática em membros inferiores há 8 meses. Sorologias HTLV-1/2: ELISA e Westemn Blot positivos para HTLV-1. Ressonância magnética da medula: hipersinal em T2 e atrofia medular torácica. Líquor: 28 células/mm3 (95% linfócitos), proteina 68mg/dL, carga proviral HTLV-1 15.000 cópias/106 células. Taxa de deterioração motora (OMDS) 1 ponto em 3 meses. Na avaliação prognóstica e definição terapêutica da Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia (HAM/TSP), selecione a alternativa correta.
O achado de atrofia medular com pleocitose liquórica tem correlação inversa com níveis de proteína tax específica do HTLV-1 em pacientes com progressão rápida.
A presença de dor neuropática refratária a gabapentina indica switch para duloxetina 60mg/dia associada a pregabalina em titulação gradual até 300mg/dia.
O índice de progressão neurológica baseado em carga proviral e proteína liquórica tem valor preditivo positivo de 90% para resposta à corticoterapia pulsada.
A carga proviral liquórica >10.000 cópias/106 células associada à rápida progressão motora indica terapia com interferon-alfa 3MU 3x/semana por 6 meses, independente da resposta inicial.
A terapia combinada com prednisona Img/kg/dia e ciclofosfamida mensal está indicada quando taxa OMDS >1 ponto em 6 meses, mesmo sem incapacidade grave.