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Júlia é uma adolescente cis parda de 16 anos, com parceria fixa no momento. Passou em consulta com você pela primeira vez há 2 semanas com queixa de que 3 meses antes havia começado a sentir muita tristeza, dormir demais, comer descontroladamente e sofrer com falta de prazer na vida e pensamentos de morte (sem ideação suicida). Na ocasião, recebeu prescrição de Venlafaxina e foi colocada na fila para psicoterapia. Retorna hoje acompanhada da namorada, relatando que está se sentindo muito melhor com a medicação, tem conseguido render muito mais na escola e que seguramente era a melhor da turma no momento - estuda até 4 horas da manhã e às 7 horas já está pronta para começar o dia. A namorada, no entanto, queixa-se de que tem sido difícil conversarem, sente que não tem vez porque "a Júlia não para de falar"; também pergunta a você se não tem algum remédio para reduzir a libido da Júlia, pois "tem sido impossível".
Você decide, então, substituir a Venlafaxina por uma outra medicação. Qual das prescrições abaixo não seria útil no manejo do quadro atual?
Hemifumarato de Quetiapina 100 mg, 1 comprimido no 1º dia, 2 comprimidos no 2º dia, 3 comprimidos no 3º dia e 4 comprimidos do 4º dia em diante.
Lamotrigina 25 mg, 1 comprimido, 1 vez ao dia.
Valproato de Sódio 500 mg, 1 comprimido, 1 vez ao dia.
Carbonato de Lítio 300 mg, 1 comprimido de 12 em 12 horas.
Risperidona 1 mg, 1 comprimido, 1 vez ao dia.