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Paciente A., 15 anos, sexo masculino, com diagnóstico de transtorno do espectro autista, nível 3 de suporte, é levado ao pronto atendimento para avaliação de espasmos musculares orofaciais involuntários, acompanhados de dificuldade para abrir e fechar a boca. A mãe relata que o paciente também foi atendido no dia anterior por um episódio de agitação psicomotora, desencadeado por uma agressão sofrida na escola. Na consulta atual, o psiquiatra de plantão verifica no prontuário que o paciente faz uso contínuo de risperidona 1 mg/dia, não apresenta comorbidades e recebeu haloperidol injetável há cerca de 24 horas. A mãe informa, ainda, que esta foi a primeira vez que o paciente precisou ser levado à emergência por agitação, sendo que episódios anteriores foram manejados em casa com dose extra de risperidona, conforme orientação da psiquiatra do CAPSi.
Com base nas informações apresentadas, qual é o diagnóstico mais provável para os sintomas atuais?
Paralisia de Bell.
Transtorno de tique crônico.
Sintoma conversivo.
Estereotipia.
Distonia aguda.
É considerado um fator de risco para o desenvolvimento do transtorno do espectro autista:
uso de paracetamol durante a gestação.
idade materna acima de 40 anos.
abuso sexual na infância.
exposição frequente a telas antes de 1 ano de idade.
vacinas de mRNA para covid-19.
Sobre a farmacologia e os neurotransmissores envolvidos na ação dos estabilizadores do humor em crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.
O lítio atua exclusivamente como antagonista dopaminérgico D2.
Os estabilizadores do humor modulam múltiplos sistemas neurotransmissores e vias intracelulares, incluindo GABA, glutamato e segundos mensageiros.
O valproato não possui ação sobre sistemas GABAérgicos.
A carbamazepina atua apenas como antidepressivo serotoninérgico.
Estabilizadores do humor são contraindicados em qualquer faixa etária pediátrica.
Sobre a psicoterapia em crianças e adolescentes com doenças crônicas, assinale a alternativa correta.
A psicoterapia é contraindicada em crianças com doenças clínicas crônicas.
O foco psicoterápico deve ser exclusivamente a doença orgânica, sem considerar aspectos emocionais.
A psicoterapia pode auxiliar na adesão ao tratamento, no manejo emocional da doença e no desenvolvimento psicológico saudável.
Apenas abordagens psicodinâmicas podem ser utilizadas nesse contexto.
Crianças com doenças crônicas não se beneficiam de intervenções psicoterápicas.
Sobre a interdição judicial e a capacidade civil de crianças e adolescentes, assinale a alternativa INCORRETA.
Crianças são consideradas absolutamente incapazes conforme o Código Civil, independentemente de diagnóstico psiquiátrico.
A interdição judicial visa proteger a pessoa incapaz para os atos da vida civil.
Transtornos mentais graves podem fundamentar medidas judiciais de proteção quando há prejuízo da capacidade de autodeterminação.
A avaliação psiquiátrica forense é essencial para subsidiar decisões judiciais envolvendo capacidade e curatela.
Crianças e adolescentes podem ser interditados judicialmente da mesma forma que adultos, com plena aplicação do instituto da curatela.


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Sobre a indicação de terapia multiprofissional no Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.
As terapias multiprofissionais devem ser evitadas, pois prejudicam a autonomia da criança com TEA.
A fonoaudiologia é indicada apenas quando há deficiência intelectual associada.
Intervenções multiprofissionais, como fonoaudiologia, psicopedagogia e terapias expressivas, visam promover comunicação, funcionalidade e inclusão social.
A equoterapia não apresenta nenhuma aplicação reconhecida em TEA.
O tratamento do TEA deve ser exclusivamente farmacológico.
Sobre a farmacologia e os neurotransmissores envolvidos no tratamento do transtorno de tique em crianças e adolescentes, assinale a alternativa INCORRETA.
Antipsicóticos típicos e atípicos reduzem tiques principalmente por antagonismo dopaminérgico D2.
A clonidina e a guanfacina atuam como agonistas alfa-2 adrenérgicos, modulando a liberação de noradrenalina.
A risperidona é considerada uma opção eficaz e com melhor perfil de tolerabilidade em relação aos antipsicóticos típicos.
Benzodiazepínicos são considerados tratamento de primeira linha para tiques motores e vocais crônicos.
O envolvimento dopaminérgico nos circuitos córtico-estriatais está bem estabelecido na fisiopatologia dos tiques.
Sobre o exame psiquiátrico e os exames complementares em Psiquiatria da Infância e Adolescência, assinale a alternativa INCORRETA.
O exame psiquiátrico deve ser adaptado ao nível de desenvolvimento cognitivo e emocional da criança ou do adolescente.
A anamnese deve incluir informações provenientes de múltiplas fontes, como os pais, a escola e os cuidadores.
Exames complementares são sempre obrigatórios para o diagnóstico de transtornos psiquiátricos na infância.
Avaliações neuropsicológicas podem auxiliar no diagnóstico diferencial de transtornos do neurodesenvolvimento.
Exames laboratoriais e de neuroimagem são indicados conforme suspeita clínica, não de forma rotineira.
Sobre a teoria de Aaron Beck aplicada à Psiquiatria da Infância e Adolescência, assinale a alternativa correta.
A teoria de Beck tem base exclusivamente no inconsciente e em conflitos intrapsíquicos.
A terapia cognitiva de Beck não pode ser adaptada para crianças e adolescentes.
Aaron Beck propôs que pensamentos automáticos disfuncionais influenciam emoções e comportamentos, sendo passíveis de modificação terapêutica.
A abordagem cognitiva ignora o contexto familiar e social da criança.
A teoria de Beck é aplicada apenas em transtornos psicóticos.
Estudo nacional mostra aumento da prevalência de obesidade, depressão e uso de substâncias psicoativas em adolescentes brasileiros. Nesse contexto, a combinação de fatores epidemiológicos que mais contribui para esse cenário é:
Predisposição genética, sem influência ambiental ou social, sendo suficiente para explicar prevalência elevada.
Influência hormonal, sem impacto cultural ou econômico, justificando alterações emocionais e metabólicas.
Influência familiar, sem relação com contexto externo, sendo determinante para todos os casos.
Influência cultural, sem impacto biológico ou psicológico, explicando integralmente os dados epidemiológicos.
Sedentarismo, alimentação inadequada, pressão escolar, exposição intensa às redes sociais e vulnerabilidade socioeconômica, impactando saúde física e mental.


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Considerando que um adolescente de 16 anos apresenta isolamento social, queda no rendimento escolar e ideação suicida, assinale diagnóstico CORRETAMENTE provável:
Transtorno de ansiedade generalizada, caracterizado por preocupação excessiva sem ideação suicida.
Transtorno bipolar, caracterizado por alternância entre mania e depressão.
Esquizofrenia, caracterizada por sintomas psicóticos.
Episódio depressivo maior, caracterizado por humor deprimido, anedonia e risco de suicídio.
Transtorno de déficit de atenção, caracterizado por desatenção e hiperatividade.
Paciente de 03 anos de idade é trazido à consulta pelos pais com queixa de agitação motora grave. Durante o atendimento, a criança entra com celular em mãos, joga-se no chão, grita e chora quando o pai retira o acesso ao aparelho. Você observa que a criança não responde ao chamado pelo nome, faz pouco contato visual, brinca com um carrinho apostando corrida com você e gira repetidamente as rodas, mas muda logo de atividade, mantendo menos de 3 minutos de atenção sustentada. A criança corre pelo consultório, tenta sair da sala e subir sobre a mesa para ter acesso ao computador. A mãe refere que o filho fala cerca de 10 palavras isoladas para pedidos, come seletos alimentos, repete inúmeras vezes trechos dos mesmos vídeos na internet e ainda não frequenta a creche. Diante desse caso, assinale a alternativa correta.
Após confirmar com os pais que esse quadro ocorre em mais de um ambiente, é possível que seja fechado o diagnóstico comórbido de transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
É necessário solicitar o retorno após a realização da testagem neuropsicológica para, então, seguir com a investigação, uma vez que é imprescindível para a condução do caso.
A exposição excessiva ao uso de telas pode ser um fator diferencial no prejuízo da habilidade linguística, social e autorregulatória do paciente.
Pela hiperatividade grave e precoce, é indicado o início de tratamento farmacológico com a Risperidona em dose de 0,5mg, uma vez que os psicoestimulantes ainda não são recomendados nessa faixa etária.
Deve-se encaminhar para intervenções terapêuticas, realizar orientações sobre o uso de telas e marcar uma reavaliação, apesar de o paciente possuir critérios suficientes para o diagnóstico de TEA.
De acordo com a psicofarmacologia na infância e na adolescência, é correto afirmar
crianças e adolescentes apresentam maior clearence renal e menor metabolização hepática, comparados a adultos.
crianças e adolescentes são menos susceptíveis a efeitos colaterais ganho de peso / síndrome metabólica com antipsicóticos.
o Escitalopram é liberado a partir dos 12 anos de idade para tratamento do transtorno de ansiedade generalizada, segundo o FDA.
antipsicóticos de segunda geração são mais eficazes do que os estabilizadores de humor tradicionais no tratamento do transtorno bipolar.
antidepressivos da classe tricíclicos não têm indicação nessa faixa etária, exceto em caso de depressão unipolar refratária.
Durante uma triagem, ao brincar com uma criança, o avaliador cola um adesivo em sua testa. Ela olha no espelho e toca a própria testa. Após, olha ao redor um pouco envergonhada e retira o adesivo. Em seguida, o avaliador deixa cair a caneta que estava usando e automaticamente a criança a pega e devolve para ele. A partir desse relato, é possível notar a compreensão cognitiva em que a criança se reconhece tendo uma identidade, separada e diferente do mundo, sendo a partir dela que surgem as emoções autoconscientes. Em que intervalo de idade essa consciência emerge no desenvolvimento humano esperado?
Entre os 09 e 18 meses de vida.
Entre os 12 e 21 meses de vida.
Entre os 15 e 24 meses de vida.
Entre os 2,5 anos e 3 anos.
Entre os 3 e 4 anos.
Em uma primeira consulta com o psiquiatra, a cuidadora do abrigo traz a criança de 6 anos, já com uma testagem neuropsicológica com QI < 70 e aguardando teste genético, devido a problemas de comportamento e aprendizado. Pelo que trouxe de informações sobre o histórico, a mãe e o pai, 38 e 41 anos, respectivamente, eram usuários de substâncias, moradores da rua por um período anterior ao nascimento dela e ambos perderam a guarda da filha há 3 anos por negligência e fortes indícios de abuso. Nascimento com 30 semanas, Apgar 5/8 e internação em UTI nos primeiros meses de vida por meningite e problema respiratório. São considerados fatores de risco pós-natal de deficiência intelectual
prematuridade e desnutrição materna.
idade parental e Institucionalização da criança.
distúrbios neonatais e cromossômicos.
pobreza familiar e idade parental.
abuso/negligência com a criança e meningoencefalite.


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O DSM-IV não incluía um diagnóstico concebido para abranger os jovens cujos sintomas característicos consistiam em irritabilidade muito grave não episódica, enquanto o DSM-5, com a inclusão do transtorno disruptivo da desregulação do humor (TDDH), proporciona uma categoria distinta para essas apresentações. A respeito do TDDH, assinale a alternativa correta.
Em um estudo de coorte de base populacional com crianças brasileiras de 11 anos, a prevalência foi de 6,5%.
As explosões de raiva devem ocorrer como critério necessário, em média, três ou mais vezes ao mês, durante um ano.
As explosões de raiva recorrentes, graves, inconsistentes com o nível de desenvolvimento, associadas ao humor persistentemente irritável na maior parte do dia, devem ter sido observadas ou relatadas antes dos 10 anos.
O diagnóstico não deve ser feito pela primeira vez antes dos 5 anos ou após os 16 anos de idade.
O diagnóstico comórbido de TDDH pode ocorrer com o de transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, transtorno de oposição desafiante e/ou de conduta.
Estudos longitudinais mostraram que as crianças ansiosas terão maior risco de perturbações de ansiedade, do humor e externalizantes na adolescência e, na vida adulta, de perturbações de ansiedade, do humor e do uso de substâncias, bem como de suicídio. Assinale a alternativa que apresenta fatores de risco fortemente ligados aos transtornos de ansiedade na criança.
Mutação na região promotora do gene transportador de serotonina (5HTTLPR) e temperamento de desinibição comportamental.
Temperamento de inibição comportamental, timidez, retração e parentalidade superprotetora e intrusiva.
Temperamento com alta reatividade a estímulos positivos e parentalidade permissiva.
Temperamento desinibido e parentalidade positiva.
Mutação na região promotora do gene transportador de serotonina (5HTTLPR) e baixa regulação emocional.
Criança de 10 anos inicia seu primeiro tratamento com um psicofármaco, prescrito pelo psiquiatra da infância por um quadro depressivo-ansioso, e, após 3 dias, começa a apresentar piora da irritabilidade e agitação, forte inquietação, ataques de pânicos, insônia e desinibição maior no comportamento. A responsável pelo paciente conta que esse quadro é muito diferente do prévio em toda sua história de vida e negou sintomas de grandiosidade ou euforia. Com base no exposto, assinale a alternativa que melhor correlaciona o efeito colateral descrito no caso com o fármaco provável prescrito.
Ativação adrenérgica – bupropiona
Síndrome de ativação comportamental – fluoxetina.
Psicose induzida – metilfenidato.
Mania induzida – sertralina.
Acatisia – risperidona.
Adolescente de 16 anos apresenta episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de vômitos autoinduzidos, preocupação excessiva com peso e forma corporal. IMC encontra-se na faixa normal. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é
anorexia nervosa tipo purgativo.
bulimia nervosa.
transtorno de compulsão alimentar.
transtorno alimentar restritivo/evitativo.
Pica.
Qual o transtorno de sono mais prevalente na infância?
Transtorno do pesadelo.
Paralisia do sono.
Transtorno de insônia.
Apneia obstrutiva do sono
Transtorno comportamental do sono REM.


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