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Regina é uma criança preta de 7 anos que vem acompanhada da avó Mirtes na consulta. A avó traz de imediato a demanda por algum remédio para acalmar a criança. Ela refere que passou a ser cuidadora da neta há 8 meses, desde que as 2 mães da criança começaram a trabalhar em tempo integral. Nesse período, percebeu que a neta não para quieta, sempre correndo de um lado para o outro da casa e pulando no sofá. A Regina só se acalma quando fica no celular, mas fica muito tempo se deixarem, o que acaba resultando nas tarefas da escola ficarem para a última hora; a avó lamenta que nem sempre consiga parar os cuidados com a casa para dar atenção a isso. Mirtes queixa-se ainda de que a rotina com a criança tem sido exaustiva e gostaria de auxílio profissional. Você pergunta se a escola já fez alguma reclamação, a avó refere que apenas uma vez, porque a neta estava conversando muito durante a aula.
Durante a consulta, Regina fica sentada na cadeira ao lado da avó mexendo no celular durante toda a consulta. Quando Mirtes pede que pare de mexer no celular, a neta conversa brevemente com você sobre os desenhos que mais gosta, sem alterações notáveis de motricidade ou pressão de fala.
Qual seria a conduta mais adequada nesse contexto?
Iniciar tratamento com Metilfenidato em dose baixa por provável diagnóstico de Transtorno Opositor Desafiador com comprometimento da esfera do convívio familiar e desempenho escolar, reavaliar em 1 semana.
Encaminhar para seguimento com equipe multidisciplinar incluindo profissional de psicologia e/ou neuropsicologia por provável diagnóstico de TDAH com comprometimento da esfera do convívio familiar e desempenho escolar, reavaliar após primeira consulta.
Iniciar tratamento com Metilfenidato em dose baixa por provável diagnóstico de TDAH com comprometimento da esfera do convívio familiar e desempenho escolar, reavaliar em 1 semana.
Encaminhar para seguimento com equipe multidisciplinar incluindo profissional de psicologia e/ou neuropsicologia por provável diagnóstico de Transtorno Opositor Desafiador com comprometimento da esfera do convívio familiar e desempenho escolar, reavaliar após primeira consulta.
Acolher a angústia da avó e explicar que o quadro parece compatível com desenvolvimento normal da criança e que as estratégias para manejo da situação provavelmente não envolvem medicamentos ou psicoterapias.