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A artrite reativa (ARe) pertence ao grupo das espondiloartrites (EpA), doenças reumáticas crônicas que afetam articulações periféricas e axiais, com características clínicas, radiológicas e genéticas semelhantes.
A ARe é definida como uma sinovite estéril imunomediada que se desenvolve em até 4 semanas após infecções gastrointestinais ou genitourinárias.
A identificação de fatores de risco e da doença em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Primária um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.
Sobre a artrite reativa, é correto afirmar que:
a manifestação clínica mais comum (95%) da ARe é a presença de poliartrite aguda e simétrica de membros inferiores;
o acometimento monoarticular não é frequente, embora possa ocorrer em 20%-30% dos casos;
as manifestações mucocutâneas incluem úlceras orais dolorosas, ceratodermia blenorrágica, pústulas palmoplantares e balanite circinada;
pode cursar com cervicite ou salpingite crônicas, com consequente esterilidade feminina;
seu diagnóstico é feito com exames de imagens (TC/RNM) e marcador HLA B27.