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Durante a ventilação mecânica em crianças, as assincronias acontecem em cerca de 25% dos casos, podendo levar a um aumento do trabalho respiratório, da necessidade de sedação e do tempo de ventilação mecânica. A análise das curvas de ventilação é a principal ferramenta para identificar assincronias na criança.
Na figura a seguir, há uma monitorização respiratória com curva de pressão e fluxo:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Com base na figura, é correto afirmar que
não há assincronias, apenas um aumento de pressão ao final da inspiração que não provoca qualquer dano na ventilação e não necessita de correção.
há assincronia, pois a presença de overshoot ou sobrepressão ao final da inspiração configura-se como uma assincronia de ciclagem decorrente do ajuste inadequado da rampa ou slope; pode melhorar com a redução no tempo de rampa.
há assincronia, pois a presença de overshoot ou sobrepressão ao final da inspiração configura-se como uma assincronia de disparo decorrente do ajuste inadequado do chamado rise time (tempo de subida); pode melhorar com a redução desse tempo.
há assincronia, que se configura como uma assincronia dupla, em que um único esforço do paciente desencadeia duas inspirações consecutivas no ventilador, decorrente de um fluxo insuficiente para o paciente; pode melhorar com ajuste do fluxo e do tempo inspiratório.
há assincronia, pois a presença de overshoot ou sobrepressão ao final da inspiração configura-se como uma assincronia de ciclagem decorrente do ajuste inadequado do tempo inspiratório; pode melhorar com a redução do tempo inspiratório.