Questões de Concurso sobre Medicina intensiva pediátrica

 
 
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Criança com dengue confirma queda da febre no 4º dia de doença. Nesse momento, o médico reforça vigilância para sinais de alarme. Em qual fase da doença esses sinais costumam surgir com maior frequência?


A

Nas primeiras 24 horas do quadro.


B

Apenas após o 10º dia.


C

Na fase febril inicial.


D

Na defervescência, geralmente entre o 3º e o 7º dia.


E

Somente após sangramento importante.

Escolar de 8 anos apresenta febre persistente, dor abdominal, vômitos, exantema, conjuntivite não purulenta e choque. Há história de infecção por SARS-CoV-2 há 4 semanas. Exames mostram PCR elevada, linfopenia e troponina aumentada. Qual é o diagnóstico mais provável?


A

Doença de Kawasaki clássica.


B

Miocardite viral isolada.


C

Síndrome inflamatória multissistêmica em crianças (MIS-C).


D

Febre reumática aguda.


E

Lúpus juvenil.

Escolar de 8 anos, com febre há 3 dias, mialgia e exantema, é atendido em unidade de urgência. Está hemodinamicamente estável, mas passa a referir dor abdominal intensa e contínua durante a observação. Qual é a correta classificação clínica?


A

Dengue sem sinais de alarme.


B

Dengue com sinais de alarme.


C

Dengue grave somente se houver choque.


D

Caso leve com alta imediata.


E

Arbovirose inespecífica, sem necessidade de reclassificação.

Adolescente de 14 anos, fenótipo feminino, baixa estatura importante, atraso puberal, pescoço alado e cúbito valgo, é investigada por suspeita de síndrome de Turner. Além do cariótipo, quais exames devem fazer parte da avaliação inicial?


A

EEG e ressonância de sela túrcica.


B

Ecocardiograma e ultrassonografia renal.


C

Colonoscopia e densitometria óssea.


D

PET-CT e cintilografia óssea.


E

Apenas TSH e anticorpos antitireoidianos.

Pré-escolar apresenta palidez, oligúria e edema após episódio de diarreia sanguinolenta há alguns dias. Exames mostram anemia hemolítica microangiopática, plaquetopenia e lesão renal aguda. Qual é a conduta principal?


A

Corticoide em altas doses.


B

Plasmaférese imediata para todos os casos.


C

Eculizumabe em todos os casos.


D

Suporte clínico rigoroso, com hidratação e terapia renal substitutiva se necessário, evitando antibióticos na infecção por STEC.


E

Anticoagulação plena.

Menino de 4 anos chega à UPA com febre alta, prostração, extremidades frias, enchimento capilar de 5 segundos, taquicardia e taquipneia. A pressão arterial está normal para a idade. Qual é a melhor classificação e a primeira conduta?


A

Sepse sem choque; observar e reavaliar em 6 horas.


B

Choque séptico compensado; obter acesso vascular e iniciar ressuscitação com cristalóide, coleta de culturas e antibiótico.


C

Choque cardiogênico; iniciar diurético.


D

SIRS sem sepse; prescrever antitérmico.


E

Choque neurogênico; iniciar noradrenalina imediatamente.

Lactente de 25 dias é levado à consulta por icterícia persistente. A mãe refere urina escura e fezes progressivamente claras. Ao exame, há icterícia importante e hepatomegalia discreta. Qual achado, entre os descritos, é mais sugestivo de colestase e exige investigação imediata?


A

Regurgitações frequentes.


B

Choro após mamadas.


C

Colúria e acolia fecal.


D

Ganho de peso discreto.


E

Icterícia escleral isolada.

A respeito da terapêutica no choque séptico pediátrico, assinale a alternativa correta.


A

A droga de primeira escolha é a dopamina, que pode ser administrada inicialmente em acesso periférico, sendo substituída pela adrenalina ou pela noradrenalina, se houver falha terapêutica.


B

Na necessidade de expansores de volume, é preferível soro fisiológico 0,9% ao ringer lactato.


C

Antibióticos devem ser iniciados dentro da terceira hora do reconhecimento do choque séptico.


D

Após expansores de volume, havendo choque refratário a volume, a próxima conduta é a prescrição de hidrocortisona endovenosa.


E

Choque quente é caracterizado por resistência vascular sistêmica baixa e tempo de enchimento capilar rápido.

Durante uma auditoria sanitária em uma UTI pediátrica, a vigilância identifica que o serviço possui protocolos assistenciais, mas não dispõe de um documento formal que consolide a análise de riscos, as estratégias de prevenção de incidentes e o monitoramento sistemático da segurança do paciente. De acordo com a RDC Anvisa nº 36/2013 e com o Programa Nacional de Segurança do Paciente (Portaria MS nº 529/2013), assinale a alternativa que apresenta o instrumento obrigatório que deve ser elaborado e mantido pelo serviço de saúde para atender a essa finalidade.


A

Manual de rotinas assistenciais do setor.


B

Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.


C

Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde.


D

Relatório anual de eventos adversos encaminhado à Anvisa.


E

Regimento Interno do Núcleo de Segurança do Paciente.

Durante um surto de Acinetobacter baumannii multirresistente em uma UTI pediátrica, a equipe enfrenta limitações de pessoal e insumos. Considerando as diretrizes da RDC nº 222/2018 e recomendações internacionais, qual é a estratégia mais efetiva e factível a ser mantida mesmo em cenários de escassez?


A

Implantar desinfecção terminal com peróxido de hidrogênio após cada turno.


B

Suspender precauções por contato para economizar EPI, priorizando apenas isolamento respiratório.


C

Garantir limpeza e desinfecção ambiental rigorosas com monitoramento de superfícies de alto toque.


D

Iniciar triagem microbiológica universal de todos os profissionais da UTI.


E

Reduzir a frequência de troca de circuitos de ventiladores para minimizar manipulação.

Lactente de 8 meses apresenta choro em cólicas, períodos de letargia e evacuação em “geleia de framboesa”. Ao exame, há massa palpável em quadrante superior direito. Qual é o exame inicial de escolha?


A

Endoscopia digestiva alta.


B

Colonoscopia.


C

Tomografia abdominal.


D

Ultrassonografia abdominal.


E

Radiografia contrastada como exame inicial obrigatório.

Lactente de 2 meses apresenta tosse paroxística há 10 dias, cianose aos acessos e vômitos pós-tosse. Há linfocitose importante. O quadro é compatível com coqueluche. Qual é a conduta correta para o paciente e os contactantes domiciliares?


A

Penicilina benzatina para todos.


B

Azitromicina para o paciente e profilaxia antibiótica para contactantes domiciliares.


C

Oseltamivir para o paciente e observação dos contactantes.


D

Apenas suporte clínico, sem quimioprofilaxia.


E

Ceftriaxona para o paciente e vacinação dos contactantes como única medida.

Recém-nascido de 39 semanas nasce após descolamento prematuro de placenta, necessitando de ventilação com pressão positiva e intubação em sala de parto. Apgar 2/5/6. Com 2 horas de vida, apresenta letargia, hipotonia, sucção fraca e crises convulsivas sutis. Gasometria de cordão: pH 6,95. Em unidade terciária, qual é a conduta mais apropriada?


A

Observar por 24 horas e indicar hipotermia apenas se houver piora.


B

Iniciar hipotermia terapêutica com alvo de 33,5 a 34,5°C, dentro das primeiras 6 horas, por 72 horas.


C

Iniciar apenas anticonvulsivante e aguardar ressonância magnética.


D

Fazer resfriamento passivo sem monitorização contínua.


E

Indicar hipotermia apenas se necessitar de droga vasoativa.

Recém-nascido de 27 semanas, 920 g, respira espontaneamente em CPAP logo após o nascimento. Com 40 minutos de vida, apresenta gemência, retrações subcostais, necessidade de CPAP 6 cmH₂O e FiO₂ de 35% para saturar adequadamente. Radiografia mostra síndrome do desconforto respiratório. A equipe decide administrar surfactante. Qual é a estratégia preferencial?


A

Intubação, surfactante e ventilação mecânica prolongada.


B

Surfactante por nebulização, que é método padrão atual.


C

Administração por técnica menos invasiva, com cateter fino, mantendo respiração espontânea em CPAP.


D

Adiar surfactante até FiO₂ de 60%.


E

Não administrar surfactante enquanto não houver apneia.

Referente à classificação do choque na criança, assinale a alternativa correta.


A

A sepse e a anafilaxia são exemplos de choque distributivo e cursam com débito cardíaco (DC) diminuído.


B

Exemplos de causas de choque cardiogênico são os quadros de pneumotórax e tamponamento cardíaco.


C

O choque cardiogênico é manifestado fisiologicamente com aumento da função sistólica e DC normal ou aumentado.


D

No choque hipovolêmico, o retorno venoso ao coração aumenta, diminuindo a pré-carga, e aumentando o volume de ejeção e o DC.


E

No choque distributivo, há diminuição da pré-carga e, ao contrário dos outros tipos de choque, associa-se a um DC normal ou aumentado.

Paciente com 3 anos está internado na unidade de terapia intensiva com suspeita de morte encefálica. Foi realizado o primeiro exame clínico e precisa ser realizado o segundo exame. Qual é o intervalo mínimo que se deve aguardar para esse segundo exame?


A

De 1 hora.


B

De 6 horas.


C

De 12 horas.


D

De 24 horas.


E

De 48 horas.

Durante um plantão em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, ocorre um erro de medicação em uma criança com insuficiência respiratória. O enfermeiro administra uma dose incorreta de sedativo, sem repercussões clínicas graves. A equipe discute se o evento deve ser comunicado à família e à gestão de risco.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada a ser tomada nesse caso, segundo a Portaria MS nº 529/2013 e os princípios da segurança do paciente na assistência pediátrica.


A

Não comunicar, pois o evento não causou dano efetivo ao paciente.


B

Comunicar à família e registrar o evento como “quase erro” ou “near miss”.


C

Informar apenas à equipe médica, sem registro formal, por se tratar de erro humano.


D

Relatar apenas se houver repercussões legais.


E

Aguardar o desfecho clínico para decidir se é necessário relatar.

Durante um acidente automobilístico, um lactente de 3 meses foi ejetado do carro por estar no colo da mãe. Durante o atendimento no local, foi realizada intubação orotraqueal. Na chegada ao pronto-socorro, observa-se que o paciente se encontra inconsciente, com múltiplas escoriações, pálido, com fontanela anterior abaulada, hipotenso e taquicárdico. Em relação ao atendimento ao paciente, assinale a alternativa correta.


A

Esse paciente apresenta a tríade de Cushing e deve receber medidas imediatas para tratamento de hipertensão intracraniana.


B

O tórax do lactente é menos elástico que do adulto, portanto esse paciente tem mais risco de fratura de costela e instabilidade torácica.


C

O paciente pode estar com tamponamento cardíaco, pois apresenta a tríade de Charcot, caracterizada por hipotensão, taquicardia e palidez.


D

Caso não se consiga um acesso venoso periférico durante o atendimento inicial, deve-se realizar as medicações por via intramuscular até conseguir um acesso venoso periférico.


E

A hipovolemia é uma provável causa do choque nesse paciente, por se tratar de um paciente vítima de trauma.

Uma adolescente imunossuprimida em tratamento para leucemia linfoide aguda apresenta febre persistente após 72 horas de antibioticoterapia empírica de amplo espectro. Diante da ausência de melhora clínica, a equipe assistencial considera a ampliação da cobertura antimicrobiana com a introdução de antifúngico.


À luz dos princípios do uso racional de antimicrobianos e da reavaliação sistemática da terapêutica anti-infecciosa em pediatria, o próximo passo mais adequado na condução do caso é


A

introduzir antifúngico imediatamente, sem reavaliação diagnóstica.


B

reavaliar exames de imagem, culturas e parâmetros clínicos antes de ampliar cobertura.


C

suspender antibióticos e iniciar antifúngico de rotina.


D

manter esquema atual e aguardar nova febre.


E

solicitar avaliação apenas após isolamento microbiológico positivo.

Um menino de 7 anos, previamente saudável, é admitido na emergência com sepse de foco pulmonar. Recebeu ampicilina e gentamicina empiricamente, mas a equipe assistencial questiona se o espectro de cobertura é adequado. Com base nas evidências atuais sobre etiologia bacteriana em sepse pediátrica, qual é a melhor conduta empírica inicial?


A

Manter o esquema atual até o resultado de culturas, pois cobre todos os principais agentes.


B

Substituir por vancomicina isoladamente, considerando o risco de MRSA comunitário.


C

Avaliar risco individual para patógenos resistentes e ajustar cobertura de acordo com perfil local.


D

Introduzir carbapenêmico de amplo espectro como primeira escolha.


E

Suspender antimicrobianos até confirmação laboratorial do agente.

 
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