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Arthur, um recém-nascido com 20 dias de vida, previamente saudável, é levado à emergência pediátrica pelos pais devido a febre de 38,2 ºC nas últimas quatro horas. Ele não apresenta sinais localizados evidentes, como tosse, rinorreia ou sinais gastrointestinais.
Ao exame físico, Arthur está irritado, com sucção débil e discretamente letárgico, sem sinais evidentes de desconforto respiratório ou hepatoesplenomegalia. Os pulsos periféricos estão preservados, mas sua perfusão capilar encontra-se ligeiramente prolongada (3 segundos). Os pais negam contato com pessoas doentes, mas relatam que o recém-nascido esteve mais sonolento nas últimas 24 horas.
Diante desse quadro, qual a conduta inicial mais apropriada?
Internação imediata para investigação completa de possível sepse neonatal, incluindo hemograma, proteína C reativa (PCR), hemocultura, urocultura, líquor e radiografia de tórax, além de início precoce de antibioticoterapia empírica.
Administrar antipirético e reavaliar o recém-nascido em 24 horas, pois a febre isolada sem sinais localizados pode ser decorrente de um quadro viral autolimitado.
Realizar apenas hemograma e proteína C reativa (PCR) para avaliação inicial, deixando a coleta de hemocultura e líquor restrita a casos com sinais clínicos mais graves, como hipotensão e convulsões.
Prescrever antibioticoterapia empírica ambulatorial e liberar o recém-nascido para acompanhamento ambulatorial, pois a ausência de instabilidade hemodinâmica reduz a probabilidade de infecção bacteriana invasiva.
Iniciar aciclovir empírico para cobertura de infecção por herpes neonatal e aguardar o resultado dos exames antes de definir a necessidade de antibioticoterapia.