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João, um recém-nascido de 15 dias de vida, nascido a termo sem intercorrências no parto, é levado à emergência devido a hipoatividade progressiva, sucção débil e episódios de vômito. Os pais relatam que, nos últimos dias, ele apresentou perda de peso significativa e irritabilidade, além de episódios esporádicos de cianose perioral.
No exame físico, João encontra-se letárgico, com pele fria e perfusão capilar prolongada (4 segundos). Ele apresenta hipotensão arterial e desidratação moderada, apesar de boa oferta de leite materno. Os exames laboratoriais revelam:
• Hiponatremia importante (Na+: 120 mEq/L)
• Hipercalemia (K+: 7,0 mEq/L)
• Hipoglicemia (Glicose: 38 mg/dL)
• Acidose metabólica (pH: 7,20, HCO3-: 12 mEq/L)
Com base nesse quadro clínico, qual a conduta mais adequada?
Iniciar reposição volêmica agressiva com cristaloides (20 mL/kg de soro fisiológico em bolus), seguida de administração imediata de hidrocortisona endovenosa (50–100 mg/m²/dia) para manejo da crise adrenal.
Realizar triagem laboratorial completa com dosagem de 17-hidroxiprogesterona, cortisol e eletrólitos para confirmar o diagnóstico de hiperplasia adrenal congênita, mantendo suporte volêmico e iniciando corticoterapia precoce.
Administrar solução hipertônica de NaCl 3% imediatamente para corrigir a hiponatremia grave, pois a correção rápida é essencial para evitar complicações neurológicas.
Iniciar dieta hipossódica e manter monitorização eletrocardiográfica rigorosa para controle da hipercalemia, pois restrição de sódio reduz a sobrecarga renal e melhora o equilíbrio eletrolítico.
Monitorar clinicamente sem intervenção agressiva, pois recém-nascidos frequentemente apresentam variações transitórias nos eletrólitos nos primeiros meses de vida, sendo necessário apenas acompanhamento ambulatorial regular.