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Um escolar de 8 anos com queimaduras de 2º e 3º graus com 40% da Superfície Corpórea Queimada (SCQ), incluindo tronco e membros, encontra-se no 3º dia de internação em UTI pediátrica. Está sedado, intubado e em ventilação mecânica. Desenvolveu síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SIRS) com taquicardia persistente, febre e leucocitose. O íleo paralítico inicial está resolvendo (ruídos hidroaéreos presentes, sem distensão abdominal significativa). Qual é a estratégia de suporte nutricional mais adequada e precoce para esse paciente, visando modular a resposta hipermetabólica, preservar a barreira intestinal e otimizar a cicatrização?
Manter jejum e iniciar Nutrição Parenteral Total (NPT) central em 24-48h, com alta oferta calórico-proteica (por exemplo, 1.5x o Gasto Energético Basal [GEB], e 2.5-3 g/kg/dia de proteína) para suprir o hipermetabolismo.
Priorizar NPT periférica para evitar riscos da central, com oferta limitada de calorias e proteínas para não sobrecarregar o metabolismo, e iniciar Nutrição Enteral (NE) apenas após extubação e estabilidade hemodinâmica completa.
Iniciar NE por sonda nasoenteral o mais rápido possível (nas primeiras horas), com progressão gradual rápida conforme tolerância. Adiar NPT e usá-la apenas se a NE for contraindicada ou insuficiente por >3-5 dias, lembrando que esses pacientes têm necessidades calóricas aumentadas.
Utilizar uma fórmula enteral elementar (hidrolisada) por sonda nasojejunal desde o início, em volume pleno, para garantir máxima absorção e minimizar resíduo gástrico, associada à glutamina e arginina suplementares.
Iniciar dieta SNE clara ou água assim que os ruídos hidroaéreos estiverem presentes, progredindo rapidamente para dieta geral hipercalórica e hiperproteica, mesmo com o paciente intubado.