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Paciente do sexo feminino, 48 anos, com diagnóstico de asma brônquica há 15 anos. Apresenta sintomas diários de dispneia, tosse e sibilância, com despertares noturnos duas a três vezes por semana, apesar do uso regular de alta dose de Corticoide Inalatório (CI) e beta-2 agonista de longa ação (LABA). Relata ter procurado o pronto-socorro três vezes no último ano devido a exacerbações graves da asma, necessitando de corticoide sistêmico oral e uma internação. Seus exames laboratoriais recentes mostram eosinofilia sérica persistente (contagem absoluta de eosinófilos >500 células/µL) e IgE total elevada. Não é tabagista e sua função pulmonar (VPP1) está em 65% do predito. Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais apropriada a ser implementada após a otimização da terapia inalatória e avaliação da adesão e técnica inalatória?
Aumentar a dose do corticoide inalatório para a dose máxima tolerada e adicionar um antileucotrieno oral, mantendo a paciente em observação por mais 6 meses para reavaliação.
Iniciar tratamento com corticoide sistêmico oral em baixas doses de forma contínua para controle dos sintomas, devido à gravidade da doença e ao perfil inflamatório.
Encaminhar a paciente para investigação de apneia obstrutiva do sono e doença do refluxo gastroesofágico, pois essas comorbidades são as principais causas de asma grave refratária.
Iniciar a investigação para asma grave refratária e considerar o uso de terapia biológica direcionada, como um anticorpo anti-IL-5 ou anti-IL-5R, dada a evidência de inflamação eosinofílica e o controle inadequado com a terapia máxima convencional.
Realizar broncoscopia com lavado broncoalveolar e biópsia para descartar outras causas de sibilância e eosinofilia pulmonar, como bronquiolite obliterante ou pneumonia eosinofílica.