Questões de Concurso sobre Alergologia

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
1.477 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

As reações de hipersensibilidade podem variar de quadros leves a condições com risco iminente de morte, como a anafilaxia. Um paciente de 30 anos chega ao pronto-socorro apresentando urticária generalizada, edema labial, estridor laríngeo e hipotensão arterial (PA (Pressão Arterial) 8050 mmHg) minutos após a ingestão de frutos do mar. Considerando a fisiopatologia e o manejo de emergência das Reações alérgicas graves (anafilaxia), assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta imediata prioritária.


A

Administração de Adrenalina (Epinefrina) por via intramuscular na face anterolateral da coxa.


B

Administração de Anti-histamínicos H1 (Prometazina) por via intramuscular profunda.


C

Administração de Adrenalina (Epinefrina) por via subcutânea no deltoide.


D

Administração de Corticosteroides (Hidrocortisona) por via intravenosa em bolus.


E

Nebulização contínua com Beta-2 agonista de curta duração (Salbutamol).

Em um consultório de alergologia, após a realização de testes cutâneos e aplicação de imunoterapia, o profissional gera resíduos como agulhas, seringas e lancetas. Segundo a RDC nº 222/2018 da ANVISA (Biossegurança), qual é o procedimento correto para o descarte imediato desses materiais perfurocortantes (Grupo E)?


A

Descartar imediatamente, sem reencapar, em coletor rígido, resistente à perfuração, identificado (Grupo E) e próximo ao local de uso.


B

Reencapar cuidadosamente e descartar no saco branco leitoso (Grupo A), junto com gazes contaminadas.


C

Descartar no lixo comum (Grupo D), pois o risco biológico em testes alérgicos é considerado mínimo.


D

Transportar em bandeja até o expurgo e descartar em um coletor rígido centralizado.


E

Imergir em hipoclorito por 24h para descontaminação e, após isso, descartar no lixo comum (Grupo D).

Durante uma revisão das políticas municipais para doenças alérgicas crônicas, identificou-se a necessidade de integrar dados epidemiológicos, vigilância ambiental (ácaros, fungos, poeira), controle de qualidade do ar e acompanhamento clínico dos pacientes. Segundo a Lei nº 8.080/1990, essa articulação entre vigilância, promoção e assistência caracteriza o campo de atuação da


A

Vigilância Epidemiológica.


B

Vigilância Sanitária.


C

Assistência Terapêutica Integral.


D

Saúde do Trabalhador.


E

Vigilância em Saúde.

Um ambulatório especializado em alergologia relata ao gestor estadual que necessita ajustar o território de adscrição por aumento da demanda e mudança no perfil epidemiológico. A definição de territórios e populações adscritas para organizar ações e serviços de saúde corresponde, segundo a Lei nº 8.080/1990, ao princípio da


A

universalidade.


B

territorialização.


C

integralidade.


D

regionalização.


E

equidade.

De acordo com os padrões técnicos mais recentes para padronização e interpretação da espirometria, assinale a alternativa que apresenta a recomendação atual correta.


A

Para definir um distúrbio ventilatório obstrutivo, o critério primário recomendado é a relação VEF1/CVF (Índice de Tiffeneau) abaixo do valor fixo de 0.70 (70%) na espirometria pós-broncodilatador.


B

Um teste de espirometria é considerado reprodutível e aceitável para interpretação se os dois maiores valores de VEF1 e os dois maiores valores de CVF, obtidos em três manobras aceitáveis, estiverem dentro de uma variação de 200 mL (0.20 L) entre si.


C

A definição de resposta significativa ao broncodilatador foi alterada, sendo agora considerada positiva se houver um aumento de 15% no VEF1 ou 15% na CVF, independentemente da variação absoluta em mililitros.


D

A presença de um distúrbio ventilatório obstrutivo é definida quando a relação VEF1/CVF está abaixo do Limite Inferior do Normal (LIN), que é determinado pelo 5º percentil do valor previsto.


E

O critério de término da expiração forçada foi simplificado, exigindo que o paciente expire por no mínimo 6 segundos, sendo o platô no final da curva fluxo-volume considerado um critério opcional e não obrigatório para a aceitabilidade da manobra.

Homem de 60 anos, com diagnóstico de urticária crônica espontânea (UCE) há 8 meses, apresenta escore UAS7 = 25 após 4 semanas de tratamento contínuo com bilastina 20 mg/dia, com adesão adequada. Refere doença renal crônica (DRC) estágio 3a, com TFGe = 55 mL/min/1,73 m², função hepática normal e ausência de outras comorbidades. De acordo com as diretrizes internacionais EAACI/GA²LEN/WAO (2022) e considerando a farmacocinética dos anti-histamínicos H1 de segunda geração, o próximo passo terapêutico mais apropriado para controle da urticária desse paciente é


A

aumentar a dose da bilastina para até 80 mg/dia.


B

suspender a bilastina e iniciar omalizumabe 300 mg SC a cada 4 semanas.


C

manter a bilastina 20 mg/dia e associar hidroxizina 25 mg à noite.


D

substituir a bilastina por fexofenadina 180 mg duas vezes ao dia.


E

iniciar prednisona 20 mg/dia por 5 dias para controle do prurido.

Um paciente de 8 anos apresenta seis episódios de sinusite bacteriana e duas pneumonias no último ano. A investigação laboratorial inicial revelou IgG, IgA e IgM séricos totais dentro dos valores de referência para a idade. Qual é o próximo exame indispensável para avaliar a competência funcional do sistema imune humoral?


A

Dosagem de subclasses de IgG (IgG1, IgG2, IgG3, IgG4).


B

Contagem de linfócitos T (CD3+, CD4+, CD8+) por citometria de fluxo.


C

Avaliação da resposta de anticorpos específicos pós-vacinação.


D

Avaliação da atividade hemolítica total do complemento (CH50).


E

Teste de Ativação de Basófilos (BAT).

Homem de 20 anos, previamente hígido, procurou atendimento dez minutos após ingerir biscoito com castanhas, apresentando prurido generalizado, urticária, dor abdominal e sensação de aperto na garganta. Na admissão, apresentava sibilos expiratórios e leve desconforto respiratório. Após tratamento adequado, houve regressão completa dos sintomas em menos de 30 minutos.


Considerando o quadro clínico descrito e as recomendações atuais para o manejo de reações alérgicas graves, deve-se:


A

administrar anti-histamínico endovenoso, orientando retorno se houver recidiva e liberando o paciente após melhora clínica;


B

administrar adrenalina intramuscular na face lateral da coxa, e observar o paciente por, no mínimo, 2 horas em ambiente hospitalar, liberando o paciente em seguida;


C

administrar adrenalina intramuscular, instituir medidas de suporte e observar o paciente por, no mínimo, 6 horas em ambiente hospitalar, estendendo-se para 24 horas em casos mais graves;


D

administrar corticoide endovenoso e manter observação ambulatorial por 4 horas;


E

prescrever broncodilatador inalatório, fazer hidratação oral e liberar o paciente após o desaparecimento completo do exantema.

Uma mulher de 28 anos, grávida de 18 semanas, com urticária crônica espontânea (CSU) grave (UAS7=42), refratária à cetirizina em dose quádrupla (40 mg/dia) por 4 semanas, sem comorbidades ou uso de outros medicamentos, consulta para escalonamento terapêutico. Considerando a diretriz internacional EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI (2021), incluindo os dados de segurança do registro EXPECT e a recomendação de usar o mesmo algoritmo com cautela em gestantes após avaliação risco-benefício, qual é a próxima etapa mais apropriada no manejo, priorizando eficácia, minimização de riscos fetais e evidências de ausência de teratogenicidade?


A

Iniciar ciclosporina 3 mg/kg/dia, pois possui dados extensos de segurança em gestantes de transplantes e é preferível a biológicos em contextos imunossupressores.


B

Iniciar omalizumabe 300 mg subcutâneo a cada 4 semanas, após consentimento informado, suportado por dados tranquilizadores de exposições gestacionais sem efeitos adversos em recém-nascidos.


C

Adicionar montelucaste 10 mg/dia, como adjuvante seguro (categoria B) com efeitos anti-inflamatórios, evitando biológicos devido à falta de estudos randomizados em gravidez.


D

Prescrever prednisona oral 0,5 mg/kg/dia por 7–10 dias com redução, para controle rápido de sintomas, já que corticosteroides sistêmicos são recomendados em exacerbações graves durante a gestação.


E

Trocar para loratadina em dose quádrupla, uma vez que a mudança de anti-histamínico de segunda geração pode melhorar a resposta sem necessidade de escalonamento imediato.

Um paciente de 25 anos apresenta choque anafilático após ingestão de camarão, com hipotensão, broncoespasmo e urticária. Com base no mecanismo imunológico, é CORRETO afirmar que:


A

Trata-se de hipersensibilidade tipo I, mediada por IgE, ativação de mastócitos e liberação de histamina e leucotrienos, resultando em reação imediata.


B

Trata-se de hipersensibilidade tipo II, mediada por anticorpos IgG contra células próprias.


C

Trata-se de hipersensibilidade tipo III, mediada por imunocomplexos circulantes.


D

Trata-se de hipersensibilidade tipo IV, mediada por linfócitos T, com reação tardia.


E

Trata-se de resposta autoimune crônica, sem relação com IgE.

L.F.T, masculino, 38 anos, apresenta histórico de infecções respiratórias bacterianas recorrentes desde a adolescência, com episódios frequentes de sinusite, otite média e pneumonias, frequentemente necessitando múltiplos ciclos de antibioticoterapia; também relata diarreias de repetição, com investigação anterior inconclusiva; nega manifestações autoimunes ou familiares com quadros semelhantes; encontra-se em bom estado geral no momento da consulta, sem alterações relevantes ao exame físico; considerando a hipótese de imunodeficiência primária com início tardio e a investigação inicial mais indicada neste contexto, qual exame deve ser solicitado como primeira etapa?


A

Teste cutâneo de leitura imediata para aeroalérgenos, visando descartar componente alérgico associado às infecções.


B

Dosagem sérica de imunoglobulinas (IgG, IgA e IgM), para rastrear deficiência humoral compatível com imunodeficiência comum variável ou outras síndromes.


C

Dosagem isolada de IgE total, útil como marcador indireto de atopia e risco de infecções respiratórias em adultos.


D

Pesquisa de autoanticorpos antinucleares (FAN), como triagem para doença autoimune sistêmica subjacente à sintomatologia infecciosa.

M.C.S, feminino, 41 anos, técnica de enfermagem, relata episódios de prurido oral, urticária perioral e leve aperto na garganta, surgindo minutos após a ingestão de banana e, em outra ocasião, após consumo de abacate; também refere prurido e irritação nasal imediata ao utilizar luvas em ambientes hospitalares, sintomas que não ocorrem com luvas de vinil; não apresenta histórico de dermatite de contato prolongada ou lesões cutâneas persistentes; considerando os achados clínicos, o provável mecanismo imunológico envolvido e os exames disponíveis para investigação, qual é o mais indicado para confirmação diagnóstica?


A

RAST total inespecífico (IgE total) como critério primário para definição de hipersensibilidade alimentar.


B

Teste de contato (patch test) para avaliação de dermatite alérgica tardia por aditivos químicos das luvas.


C

Dosagem sérica de IgG específica para látex e frutas tropicais como marcador de exposição ocupacional.


D

Teste cutâneo de puntura com alérgenos de látex e frutas relacionadas, visando detecção de hipersensibilidade imediata mediada por IgE.

D.R.P, masculino, 33 anos, é avaliado por história de infecções bacterianas recorrentes do trato respiratório superior desde a infância, incluindo sinusites e otites de repetição, com necessidade frequente de antibioticoterapia, sem episódios de infecções oportunistas, infecções virais graves ou manifestações autoimunes associadas; exames laboratoriais iniciais demonstram níveis séricos normais de imunoglobulinas totais (IgG, IgA e IgM) e hemograma sem alterações significativas. Qual alteração funcional é mais provável nesse paciente?


A

Comprometimento primário da imunidade celular mediada por linfócitos T, levando à falha na ativação macrofágica e susceptibilidade a patógenos oportunistas.


B

Deficiência quantitativa global de imunoglobulinas, compatível com imunodeficiência comum variável de início tardio.


C

Defeito específico na produção de anticorpos contra antígenos polissacarídicos, com resposta inadequada a vacinas não conjugadas, apesar de níveis normais de imunoglobulinas totais.


D

Deficiência do sistema complemento com consumo crônico de C3, cursando com infecções meningocócicas e manifestações inflamatórias sistêmicas.

G.A.S, feminino, 32 anos, previamente hígida, relata que, cerca de 15 minutos após ingerir peixe grelhado em restaurante, passou a apresentar prurido facial, urticária difusa, rubor cutâneo, sensação de calor, cefaleia leve e discreto aperto na garganta; os sintomas regrediram espontaneamente após cerca de uma hora, com melhora adicional após anti histamínico oral administrado no pronto-socorro; o marido e uma amiga, que compartilharam a mesma refeição, também apresentaram sintomas semelhantes logo após a ingestão; todos negam alergia alimentar prévia ou história de atopia; considerando o padrão clínico, o contexto epidemiológico e o mecanismo fisiopatológico mais provável, qual é a explicação correta para este episódio?


A

Reação pseudoalérgica por ingestão de histamina exógena associada a degradação bacteriana da carne do peixe, independentemente de sensibilização prévia.


B

Reação de hipersensibilidade tipo I mediada por IgE específica contra proteínas do peixe.


C

Reação de hipersensibilidade tardia do tipo IV com envolvimento de linfócitos T e liberação de citocinas.


D

Quadro de intoxicação alimentar bacteriana clássica com produção de enterotoxinas e febre como manifestação inicial.

Uma adolescente de 16 anos, portadora de asma alérgica desde a infância, apresenta piora progressiva da tosse e sibilância nos últimos meses, com muita tosse e eliminação ocasional de tampões mucosos. Ao exame, há sibilos e roncos difusos. Hemograma mostra eosinofilia de 1200/mm³ e a IgE total é de 2200 UI/mL. Foi realizada tomografia de tórax com presença de bronquiectasias centrais. O teste cutâneo realizado novamente veio fortemente positivo para Dermatophagoides pteronyssius e Aspergillus fumigatus. Com base nesses dados, assinale o diagnóstico mais provável.


A

Asma grave de difícil controle.


B

Aspergilose broncopulmonar alérgica.


C

Pneumonite de hipersensibilidade.


D

Aspergilose invasiva crônica.


E

Síndrome hipereosinofílica idiopática.

Em um paciente com Urticária Crônica Espontânea (UCE) refratária ao tratamento com dose quadriplicada de anti-histamínicos H1, a introdução da terapia com Omalizumabe (anticorpo monoclonal humanizado anti-IgE) tem como principal mecanismo de ação a interrupção de qual etapa da cascata alérgica?


A

O bloqueio da ligação da IgE livre circulante aos receptores de alta afinidade (FcεRI) em mastócitos e basófilos, reduzindo a ativação dessas células.


B

A inibição da apresentação do antígeno pelas células dendríticas aos linfócitos T Naive, impedindo a diferenciação em Th2.


C

A neutralização direta da histamina e outros mediadores pré-formados liberados pelos mastócitos durante a degranulação.


D

A indução de apoptose em linfócitos B (plasmócitos) que estão ativamente produzindo IgE específica para o alérgeno.


E

A inibição competitiva com a IgG4 (IgG de bloqueio) pela ligação ao alérgeno, favorecendo uma resposta imune não inflamatória.

Uma adolescente de 14 anos, previamente saudável, apresenta súbita sensação de calor, prurido generalizado e urticária logo após ingerir um pé-de-moleque em uma festa junina. Em poucos minutos, evolui com edema de lábios, rouquidão e dispneia. Na admissão, encontra-se hipotensa, taquicárdica e com sibilos difusos à ausculta pulmonar. É previamente asmática, sem tratamento no momento e apresenta histórico de dermatite atópica quando lactente. Considerando o caso, mecanismos fisiopatológicos envolvidos e a abordagem terapêutica, assinale a alternativa correta.


A

A liberação de histamina pelos linfócitos T é o principal evento fisiopatológico desse evento, justificando o uso prioritário de anti-histamínicos na fase aguda.


B

A ativação de mastócitos e basófilos mediada por IgE leva à liberação de mediadores como histamina e triptase, resultando em vasodilatação e aumento da permeabilidade capilar, devendo o tratamento imediato incluir adrenalina intramuscular.


C

A adrenalina deve ser administrada por via subcutânea, ou intratraqueal, nos casos que necessitam de intubação imediata. Isso garante a ação rápida e evita recorrência dos sintomas.


D

O corticoide sistêmico é considerado a medicação de primeira escolha, pois atua inibindo a produção de citocinas, revertendo rapidamente a broncoconstrição e a hipotensão causadas pela liberação de mediadores inflamatórios.


E

Após a estabilização clínica, a alta já pode ser considerada, pois a recorrência dos sintomas (reação bifásica) está relacionada apenas à persistência do alérgeno circulante e é rara após o uso correto da adrenalina.

Um paciente de 22 anos, com diagnóstico de asma brônquica desde a infância, procura a Unidade Básica de Saúde relatando que, nos últimos dois meses, tem apresentado tosse seca e “cansaço”, 2 a 3 vezes por semana, e relata ter acordado à noite com falta de ar 3 vezes no último mês. Ele informa que ocorre a melhora dos sintomas usando Salbutamol (beta-agonista de curta duração - SABA) spray, 4 jatos por vez. O paciente nega uso de qualquer outra medicação contínua e informa que seu último frasco de Salbutamol durou menos de 1 mês, pois ele “usa sempre que precisa”. A respeito da situação e da conduta inicial apropriada, assinale a alternativa correta.


A

O paciente está com a asma controlada, pois o Salbutamol está aliviando os sintomas, e deve manter o uso de Salbutamol sob demanda.


B

O paciente está com a asma não controlada, e o uso frequente de Salbutamol é um marcador de risco, sendo obrigatório iniciar um corticoide inalatório para controle da inflamação.


C

O paciente deve ser encaminhado para um especialista para iniciar um Beta-agonista de Longa Duração (LABA), pois o Salbutamol não está durando o suficiente.


D

Os sintomas noturnos sugerem refluxo gastroesofágico (DRGE) como causa da tosse; a asma está controlada, sendo necessário iniciar um inibidor de bomba de prótons.


E

O paciente está usando uma dose excessiva de Salbutamol (4 jatos), e a conduta correta é reduzir para 2 jatos, observando se os sintomas persistem.

Uma paciente de 28 anos, com rinite alérgica persistente moderada e asma controlada leve (em uso de corticoide com broncodilatador de longa duração inalatório em dose baixa), sensibilizada a Dermatophagoides pteronyssinus e Blomia tropicalis, mantém sintomas apesar de farmacoterapia otimizada. A paciente está em avaliação para imunoterapia subcutânea. Em relação às indicações, contraindicações e condutas da imunoterapia, assinale a alternativa correta.


A

A imunoterapia alérgeno-específica é contraindicada em pacientes com asma controlada em tratamento contínuo devido ao risco aumentado de reações graves, como anafilaxia.


B

Em caso de reação sistêmica moderada durante aplicação, o esquema deve ser suspenso por 6 meses, e a reintrodução deve ser feita com diluição maior que aquela que deu reação.


C

A imunoterapia alérgeno-específica apresenta boa eficácia especialmente em rinite alérgica, conjuntivite alérgica, dermatite atópica e urticária crônica espontânea.


D

O uso de imunoterapia sublingual é preferencial em pacientes pediátricos com múltiplas sensibilizações clínicas e laboratoriais.


E

O uso de beta-bloqueadores é contraindicação relativa, podendo a imunoterapia subcutânea ser realizada sob monitorização rigorosa.

45 Paciente de 25 anos, com história de rinite alérgica perene grave e bem documentada por sensibilização a ácaros (Dermatophagoides pteronyssinus), realiza exames sorológicos solicitados por outro profissional. O paciente nega sintomas à ingestão de frutos do mar, incluindo camarão. Os resultados das IgEs específicas (sIgE) foram:


IgE específica D. pteronyssinus (extrato total): 45,0 kU/L;

IgE específica Camarão (extrato total): 18,0 kU/L;

Componente Der p 1: 30,0 kU/L;

Componente Der p 10: 15,0 kU/L;

Componente Pen a 1: 16,5 kU/L.


Com base neste perfil sorológico e na história clínica desse paciente, qual é a interpretação correta?


A

O paciente tem dupla alergia primária, ao ácaro e ao camarão, e deve iniciar dieta de exclusão imediata de camarão pelo alto risco de anafilaxia.


B

O paciente tem sensibilização primária ao ácaro com reatividade cruzada ao camarão, mediada pela tropomiosina, o que explica a sIgE elevada para camarão em um paciente tolerante.


C

O resultado positivo para Pen a 1 (principal alérgeno do camarão) confirma alergia clínica ao camarão, e a ausência de sintomas indica que o paciente é "paucissintomático", mas em risco.


D

Os resultados são provavelmente falsos-positivos devido à reatividade cruzada com CCDs (Determinantes de Carboidratos), não tendo relevância clínica.


E

O paciente tem sensibilização primária ao camarão (via Pen a 1) e reatividade cruzada ao ácaro (via Der p 10), sendo a rinite uma manifestação dessa alergia alimentar.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado