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As reações de hipersensibilidade podem variar de quadros leves a condições com risco iminente de morte, como a anafilaxia. Um paciente de 30 anos chega ao pronto-socorro apresentando urticária generalizada, edema labial, estridor laríngeo e hipotensão arterial (PA (Pressão Arterial) 8050 mmHg) minutos após a ingestão de frutos do mar. Considerando a fisiopatologia e o manejo de emergência das Reações alérgicas graves (anafilaxia), assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta imediata prioritária.
Administração de Adrenalina (Epinefrina) por via intramuscular na face anterolateral da coxa.
Administração de Anti-histamínicos H1 (Prometazina) por via intramuscular profunda.
Administração de Adrenalina (Epinefrina) por via subcutânea no deltoide.
Administração de Corticosteroides (Hidrocortisona) por via intravenosa em bolus.
Nebulização contínua com Beta-2 agonista de curta duração (Salbutamol).
Em um consultório de alergologia, após a realização de testes cutâneos e aplicação de imunoterapia, o profissional gera resíduos como agulhas, seringas e lancetas. Segundo a RDC nº 222/2018 da ANVISA (Biossegurança), qual é o procedimento correto para o descarte imediato desses materiais perfurocortantes (Grupo E)?
Descartar imediatamente, sem reencapar, em coletor rígido, resistente à perfuração, identificado (Grupo E) e próximo ao local de uso.
Reencapar cuidadosamente e descartar no saco branco leitoso (Grupo A), junto com gazes contaminadas.
Descartar no lixo comum (Grupo D), pois o risco biológico em testes alérgicos é considerado mínimo.
Transportar em bandeja até o expurgo e descartar em um coletor rígido centralizado.
Imergir em hipoclorito por 24h para descontaminação e, após isso, descartar no lixo comum (Grupo D).
Durante uma revisão das políticas municipais para doenças alérgicas crônicas, identificou-se a necessidade de integrar dados epidemiológicos, vigilância ambiental (ácaros, fungos, poeira), controle de qualidade do ar e acompanhamento clínico dos pacientes. Segundo a Lei nº 8.080/1990, essa articulação entre vigilância, promoção e assistência caracteriza o campo de atuação da
Vigilância Epidemiológica.
Vigilância Sanitária.
Assistência Terapêutica Integral.
Saúde do Trabalhador.
Vigilância em Saúde.
Um ambulatório especializado em alergologia relata ao gestor estadual que necessita ajustar o território de adscrição por aumento da demanda e mudança no perfil epidemiológico. A definição de territórios e populações adscritas para organizar ações e serviços de saúde corresponde, segundo a Lei nº 8.080/1990, ao princípio da
universalidade.
territorialização.
integralidade.
regionalização.
equidade.
De acordo com os padrões técnicos mais recentes para padronização e interpretação da espirometria, assinale a alternativa que apresenta a recomendação atual correta.
Para definir um distúrbio ventilatório obstrutivo, o critério primário recomendado é a relação VEF1/CVF (Índice de Tiffeneau) abaixo do valor fixo de 0.70 (70%) na espirometria pós-broncodilatador.
Um teste de espirometria é considerado reprodutível e aceitável para interpretação se os dois maiores valores de VEF1 e os dois maiores valores de CVF, obtidos em três manobras aceitáveis, estiverem dentro de uma variação de 200 mL (0.20 L) entre si.
A definição de resposta significativa ao broncodilatador foi alterada, sendo agora considerada positiva se houver um aumento de 15% no VEF1 ou 15% na CVF, independentemente da variação absoluta em mililitros.
A presença de um distúrbio ventilatório obstrutivo é definida quando a relação VEF1/CVF está abaixo do Limite Inferior do Normal (LIN), que é determinado pelo 5º percentil do valor previsto.
O critério de término da expiração forçada foi simplificado, exigindo que o paciente expire por no mínimo 6 segundos, sendo o platô no final da curva fluxo-volume considerado um critério opcional e não obrigatório para a aceitabilidade da manobra.


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Homem de 60 anos, com diagnóstico de urticária crônica espontânea (UCE) há 8 meses, apresenta escore UAS7 = 25 após 4 semanas de tratamento contínuo com bilastina 20 mg/dia, com adesão adequada. Refere doença renal crônica (DRC) estágio 3a, com TFGe = 55 mL/min/1,73 m², função hepática normal e ausência de outras comorbidades. De acordo com as diretrizes internacionais EAACI/GA²LEN/WAO (2022) e considerando a farmacocinética dos anti-histamínicos H1 de segunda geração, o próximo passo terapêutico mais apropriado para controle da urticária desse paciente é
aumentar a dose da bilastina para até 80 mg/dia.
suspender a bilastina e iniciar omalizumabe 300 mg SC a cada 4 semanas.
manter a bilastina 20 mg/dia e associar hidroxizina 25 mg à noite.
substituir a bilastina por fexofenadina 180 mg duas vezes ao dia.
iniciar prednisona 20 mg/dia por 5 dias para controle do prurido.
Um paciente de 8 anos apresenta seis episódios de sinusite bacteriana e duas pneumonias no último ano. A investigação laboratorial inicial revelou IgG, IgA e IgM séricos totais dentro dos valores de referência para a idade. Qual é o próximo exame indispensável para avaliar a competência funcional do sistema imune humoral?
Dosagem de subclasses de IgG (IgG1, IgG2, IgG3, IgG4).
Contagem de linfócitos T (CD3+, CD4+, CD8+) por citometria de fluxo.
Avaliação da resposta de anticorpos específicos pós-vacinação.
Avaliação da atividade hemolítica total do complemento (CH50).
Teste de Ativação de Basófilos (BAT).
Homem de 20 anos, previamente hígido, procurou atendimento dez minutos após ingerir biscoito com castanhas, apresentando prurido generalizado, urticária, dor abdominal e sensação de aperto na garganta. Na admissão, apresentava sibilos expiratórios e leve desconforto respiratório. Após tratamento adequado, houve regressão completa dos sintomas em menos de 30 minutos.
Considerando o quadro clínico descrito e as recomendações atuais para o manejo de reações alérgicas graves, deve-se:
administrar anti-histamínico endovenoso, orientando retorno se houver recidiva e liberando o paciente após melhora clínica;
administrar adrenalina intramuscular na face lateral da coxa, e observar o paciente por, no mínimo, 2 horas em ambiente hospitalar, liberando o paciente em seguida;
administrar adrenalina intramuscular, instituir medidas de suporte e observar o paciente por, no mínimo, 6 horas em ambiente hospitalar, estendendo-se para 24 horas em casos mais graves;
administrar corticoide endovenoso e manter observação ambulatorial por 4 horas;
prescrever broncodilatador inalatório, fazer hidratação oral e liberar o paciente após o desaparecimento completo do exantema.
Uma mulher de 28 anos, grávida de 18 semanas, com urticária crônica espontânea (CSU) grave (UAS7=42), refratária à cetirizina em dose quádrupla (40 mg/dia) por 4 semanas, sem comorbidades ou uso de outros medicamentos, consulta para escalonamento terapêutico. Considerando a diretriz internacional EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI (2021), incluindo os dados de segurança do registro EXPECT e a recomendação de usar o mesmo algoritmo com cautela em gestantes após avaliação risco-benefício, qual é a próxima etapa mais apropriada no manejo, priorizando eficácia, minimização de riscos fetais e evidências de ausência de teratogenicidade?
Iniciar ciclosporina 3 mg/kg/dia, pois possui dados extensos de segurança em gestantes de transplantes e é preferível a biológicos em contextos imunossupressores.
Iniciar omalizumabe 300 mg subcutâneo a cada 4 semanas, após consentimento informado, suportado por dados tranquilizadores de exposições gestacionais sem efeitos adversos em recém-nascidos.
Adicionar montelucaste 10 mg/dia, como adjuvante seguro (categoria B) com efeitos anti-inflamatórios, evitando biológicos devido à falta de estudos randomizados em gravidez.
Prescrever prednisona oral 0,5 mg/kg/dia por 7–10 dias com redução, para controle rápido de sintomas, já que corticosteroides sistêmicos são recomendados em exacerbações graves durante a gestação.
Trocar para loratadina em dose quádrupla, uma vez que a mudança de anti-histamínico de segunda geração pode melhorar a resposta sem necessidade de escalonamento imediato.
Um paciente de 25 anos apresenta choque anafilático após ingestão de camarão, com hipotensão, broncoespasmo e urticária. Com base no mecanismo imunológico, é CORRETO afirmar que:
Trata-se de hipersensibilidade tipo I, mediada por IgE, ativação de mastócitos e liberação de histamina e leucotrienos, resultando em reação imediata.
Trata-se de hipersensibilidade tipo II, mediada por anticorpos IgG contra células próprias.
Trata-se de hipersensibilidade tipo III, mediada por imunocomplexos circulantes.
Trata-se de hipersensibilidade tipo IV, mediada por linfócitos T, com reação tardia.
Trata-se de resposta autoimune crônica, sem relação com IgE.


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L.F.T, masculino, 38 anos, apresenta histórico de infecções respiratórias bacterianas recorrentes desde a adolescência, com episódios frequentes de sinusite, otite média e pneumonias, frequentemente necessitando múltiplos ciclos de antibioticoterapia; também relata diarreias de repetição, com investigação anterior inconclusiva; nega manifestações autoimunes ou familiares com quadros semelhantes; encontra-se em bom estado geral no momento da consulta, sem alterações relevantes ao exame físico; considerando a hipótese de imunodeficiência primária com início tardio e a investigação inicial mais indicada neste contexto, qual exame deve ser solicitado como primeira etapa?
Teste cutâneo de leitura imediata para aeroalérgenos, visando descartar componente alérgico associado às infecções.
Dosagem sérica de imunoglobulinas (IgG, IgA e IgM), para rastrear deficiência humoral compatível com imunodeficiência comum variável ou outras síndromes.
Dosagem isolada de IgE total, útil como marcador indireto de atopia e risco de infecções respiratórias em adultos.
Pesquisa de autoanticorpos antinucleares (FAN), como triagem para doença autoimune sistêmica subjacente à sintomatologia infecciosa.
M.C.S, feminino, 41 anos, técnica de enfermagem, relata episódios de prurido oral, urticária perioral e leve aperto na garganta, surgindo minutos após a ingestão de banana e, em outra ocasião, após consumo de abacate; também refere prurido e irritação nasal imediata ao utilizar luvas em ambientes hospitalares, sintomas que não ocorrem com luvas de vinil; não apresenta histórico de dermatite de contato prolongada ou lesões cutâneas persistentes; considerando os achados clínicos, o provável mecanismo imunológico envolvido e os exames disponíveis para investigação, qual é o mais indicado para confirmação diagnóstica?
RAST total inespecífico (IgE total) como critério primário para definição de hipersensibilidade alimentar.
Teste de contato (patch test) para avaliação de dermatite alérgica tardia por aditivos químicos das luvas.
Dosagem sérica de IgG específica para látex e frutas tropicais como marcador de exposição ocupacional.
Teste cutâneo de puntura com alérgenos de látex e frutas relacionadas, visando detecção de hipersensibilidade imediata mediada por IgE.
D.R.P, masculino, 33 anos, é avaliado por história de infecções bacterianas recorrentes do trato respiratório superior desde a infância, incluindo sinusites e otites de repetição, com necessidade frequente de antibioticoterapia, sem episódios de infecções oportunistas, infecções virais graves ou manifestações autoimunes associadas; exames laboratoriais iniciais demonstram níveis séricos normais de imunoglobulinas totais (IgG, IgA e IgM) e hemograma sem alterações significativas. Qual alteração funcional é mais provável nesse paciente?
Comprometimento primário da imunidade celular mediada por linfócitos T, levando à falha na ativação macrofágica e susceptibilidade a patógenos oportunistas.
Deficiência quantitativa global de imunoglobulinas, compatível com imunodeficiência comum variável de início tardio.
Defeito específico na produção de anticorpos contra antígenos polissacarídicos, com resposta inadequada a vacinas não conjugadas, apesar de níveis normais de imunoglobulinas totais.
Deficiência do sistema complemento com consumo crônico de C3, cursando com infecções meningocócicas e manifestações inflamatórias sistêmicas.
G.A.S, feminino, 32 anos, previamente hígida, relata que, cerca de 15 minutos após ingerir peixe grelhado em restaurante, passou a apresentar prurido facial, urticária difusa, rubor cutâneo, sensação de calor, cefaleia leve e discreto aperto na garganta; os sintomas regrediram espontaneamente após cerca de uma hora, com melhora adicional após anti histamínico oral administrado no pronto-socorro; o marido e uma amiga, que compartilharam a mesma refeição, também apresentaram sintomas semelhantes logo após a ingestão; todos negam alergia alimentar prévia ou história de atopia; considerando o padrão clínico, o contexto epidemiológico e o mecanismo fisiopatológico mais provável, qual é a explicação correta para este episódio?
Reação pseudoalérgica por ingestão de histamina exógena associada a degradação bacteriana da carne do peixe, independentemente de sensibilização prévia.
Reação de hipersensibilidade tipo I mediada por IgE específica contra proteínas do peixe.
Reação de hipersensibilidade tardia do tipo IV com envolvimento de linfócitos T e liberação de citocinas.
Quadro de intoxicação alimentar bacteriana clássica com produção de enterotoxinas e febre como manifestação inicial.
Uma adolescente de 16 anos, portadora de asma alérgica desde a infância, apresenta piora progressiva da tosse e sibilância nos últimos meses, com muita tosse e eliminação ocasional de tampões mucosos. Ao exame, há sibilos e roncos difusos. Hemograma mostra eosinofilia de 1200/mm³ e a IgE total é de 2200 UI/mL. Foi realizada tomografia de tórax com presença de bronquiectasias centrais. O teste cutâneo realizado novamente veio fortemente positivo para Dermatophagoides pteronyssius e Aspergillus fumigatus. Com base nesses dados, assinale o diagnóstico mais provável.
Asma grave de difícil controle.
Aspergilose broncopulmonar alérgica.
Pneumonite de hipersensibilidade.
Aspergilose invasiva crônica.
Síndrome hipereosinofílica idiopática.


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Em um paciente com Urticária Crônica Espontânea (UCE) refratária ao tratamento com dose quadriplicada de anti-histamínicos H1, a introdução da terapia com Omalizumabe (anticorpo monoclonal humanizado anti-IgE) tem como principal mecanismo de ação a interrupção de qual etapa da cascata alérgica?
O bloqueio da ligação da IgE livre circulante aos receptores de alta afinidade (FcεRI) em mastócitos e basófilos, reduzindo a ativação dessas células.
A inibição da apresentação do antígeno pelas células dendríticas aos linfócitos T Naive, impedindo a diferenciação em Th2.
A neutralização direta da histamina e outros mediadores pré-formados liberados pelos mastócitos durante a degranulação.
A indução de apoptose em linfócitos B (plasmócitos) que estão ativamente produzindo IgE específica para o alérgeno.
A inibição competitiva com a IgG4 (IgG de bloqueio) pela ligação ao alérgeno, favorecendo uma resposta imune não inflamatória.
Uma adolescente de 14 anos, previamente saudável, apresenta súbita sensação de calor, prurido generalizado e urticária logo após ingerir um pé-de-moleque em uma festa junina. Em poucos minutos, evolui com edema de lábios, rouquidão e dispneia. Na admissão, encontra-se hipotensa, taquicárdica e com sibilos difusos à ausculta pulmonar. É previamente asmática, sem tratamento no momento e apresenta histórico de dermatite atópica quando lactente. Considerando o caso, mecanismos fisiopatológicos envolvidos e a abordagem terapêutica, assinale a alternativa correta.
A liberação de histamina pelos linfócitos T é o principal evento fisiopatológico desse evento, justificando o uso prioritário de anti-histamínicos na fase aguda.
A ativação de mastócitos e basófilos mediada por IgE leva à liberação de mediadores como histamina e triptase, resultando em vasodilatação e aumento da permeabilidade capilar, devendo o tratamento imediato incluir adrenalina intramuscular.
A adrenalina deve ser administrada por via subcutânea, ou intratraqueal, nos casos que necessitam de intubação imediata. Isso garante a ação rápida e evita recorrência dos sintomas.
O corticoide sistêmico é considerado a medicação de primeira escolha, pois atua inibindo a produção de citocinas, revertendo rapidamente a broncoconstrição e a hipotensão causadas pela liberação de mediadores inflamatórios.
Após a estabilização clínica, a alta já pode ser considerada, pois a recorrência dos sintomas (reação bifásica) está relacionada apenas à persistência do alérgeno circulante e é rara após o uso correto da adrenalina.
Um paciente de 22 anos, com diagnóstico de asma brônquica desde a infância, procura a Unidade Básica de Saúde relatando que, nos últimos dois meses, tem apresentado tosse seca e “cansaço”, 2 a 3 vezes por semana, e relata ter acordado à noite com falta de ar 3 vezes no último mês. Ele informa que ocorre a melhora dos sintomas usando Salbutamol (beta-agonista de curta duração - SABA) spray, 4 jatos por vez. O paciente nega uso de qualquer outra medicação contínua e informa que seu último frasco de Salbutamol durou menos de 1 mês, pois ele “usa sempre que precisa”. A respeito da situação e da conduta inicial apropriada, assinale a alternativa correta.
O paciente está com a asma controlada, pois o Salbutamol está aliviando os sintomas, e deve manter o uso de Salbutamol sob demanda.
O paciente está com a asma não controlada, e o uso frequente de Salbutamol é um marcador de risco, sendo obrigatório iniciar um corticoide inalatório para controle da inflamação.
O paciente deve ser encaminhado para um especialista para iniciar um Beta-agonista de Longa Duração (LABA), pois o Salbutamol não está durando o suficiente.
Os sintomas noturnos sugerem refluxo gastroesofágico (DRGE) como causa da tosse; a asma está controlada, sendo necessário iniciar um inibidor de bomba de prótons.
O paciente está usando uma dose excessiva de Salbutamol (4 jatos), e a conduta correta é reduzir para 2 jatos, observando se os sintomas persistem.
Uma paciente de 28 anos, com rinite alérgica persistente moderada e asma controlada leve (em uso de corticoide com broncodilatador de longa duração inalatório em dose baixa), sensibilizada a Dermatophagoides pteronyssinus e Blomia tropicalis, mantém sintomas apesar de farmacoterapia otimizada. A paciente está em avaliação para imunoterapia subcutânea. Em relação às indicações, contraindicações e condutas da imunoterapia, assinale a alternativa correta.
A imunoterapia alérgeno-específica é contraindicada em pacientes com asma controlada em tratamento contínuo devido ao risco aumentado de reações graves, como anafilaxia.
Em caso de reação sistêmica moderada durante aplicação, o esquema deve ser suspenso por 6 meses, e a reintrodução deve ser feita com diluição maior que aquela que deu reação.
A imunoterapia alérgeno-específica apresenta boa eficácia especialmente em rinite alérgica, conjuntivite alérgica, dermatite atópica e urticária crônica espontânea.
O uso de imunoterapia sublingual é preferencial em pacientes pediátricos com múltiplas sensibilizações clínicas e laboratoriais.
O uso de beta-bloqueadores é contraindicação relativa, podendo a imunoterapia subcutânea ser realizada sob monitorização rigorosa.
45 Paciente de 25 anos, com história de rinite alérgica perene grave e bem documentada por sensibilização a ácaros (Dermatophagoides pteronyssinus), realiza exames sorológicos solicitados por outro profissional. O paciente nega sintomas à ingestão de frutos do mar, incluindo camarão. Os resultados das IgEs específicas (sIgE) foram:
IgE específica D. pteronyssinus (extrato total): 45,0 kU/L;
IgE específica Camarão (extrato total): 18,0 kU/L;
Componente Der p 1: 30,0 kU/L;
Componente Der p 10: 15,0 kU/L;
Componente Pen a 1: 16,5 kU/L.
Com base neste perfil sorológico e na história clínica desse paciente, qual é a interpretação correta?
O paciente tem dupla alergia primária, ao ácaro e ao camarão, e deve iniciar dieta de exclusão imediata de camarão pelo alto risco de anafilaxia.
O paciente tem sensibilização primária ao ácaro com reatividade cruzada ao camarão, mediada pela tropomiosina, o que explica a sIgE elevada para camarão em um paciente tolerante.
O resultado positivo para Pen a 1 (principal alérgeno do camarão) confirma alergia clínica ao camarão, e a ausência de sintomas indica que o paciente é "paucissintomático", mas em risco.
Os resultados são provavelmente falsos-positivos devido à reatividade cruzada com CCDs (Determinantes de Carboidratos), não tendo relevância clínica.
O paciente tem sensibilização primária ao camarão (via Pen a 1) e reatividade cruzada ao ácaro (via Der p 10), sendo a rinite uma manifestação dessa alergia alimentar.


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