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Um paciente de 28 anos, com histórico de asma brônquica...

Um paciente de 28 anos, com histórico de asma brônquica controlada (uso de salbutamol SOS), é trazido ao pronto-socorro por sua família com início súbito, há 20 minutos, de prurido generalizado, urticária difusa, sensação de “bolo na garganta”, dispneia, sibilos audíveis e tontura. Refere ter ingerido um sanduíche caseiro há cerca de 30 minutos, do qual não soube precisar todos os ingredientes, e que após os primeiros sintomas, tomou um comprimido de anti-histamínico H1 que tinha em casa, sem melhora. Ao exame físico, apresenta-se consciente, porém pálido, com dispneia intensa, FR 28 irpm, SpO2 88% em ar ambiente, FC 120 bpm, PA 90/50 mmHg. Ausculta pulmonar com sibilos difusos. Diante da suspeita de anafilaxia grave, qual é a conduta imediata e prioritária a ser instituída nesse momento?


A

Administrar 0,3 mL de epinefrina 1:1000 por via intramuscular na face lateral da coxa, iniciar oxigenoterapia, elevar as pernas do paciente e preparar para repetir a dose de epinefrina a cada 5-15 minutos se não houver melhora, associando salina 0,9% IV rápida e corticosteroides/ anti-histamínicos IV.


B

Iniciar oxigenoterapia de alto fluxo e nebulização com salbutamol para controle dos sibilos e da dispneia, enquanto se aguarda o resultado da dosagem de triptase sérica para confirmar a ativação mastocitária.


C

Administrar 500 mg de hidrocortisona IV e 25 mg de difenidramina IV para estabilização da reação alérgica, e monitorar a pressão arterial para considerar infusão de vasopressores em caso de hipotensão persistente.


D

Realizar intubação orotraqueal de emergência devido à SpO2 baixa e dispneia grave, garantindo a permeabilidade das vias aéreas antes de qualquer outra intervenção medicamentosa.


E

Investigar outras causas de síncope e dispneia agudas, como embolia pulmonar ou infarto agudo do miocárdio, solicitando ECG e angiotomografia de tórax enquanto se monitora o paciente em sala de emergência.