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Paciente, sexo masculino, 28 anos, agricultor, residente em uma área rural do interior de Santa Catarina, comparece ao consultório em novembro. Relata um quadro de rinoconjuntivite caracterizado por espirros frequentes em salva, coriza aquosa abundante, prurido nasal e ocular intenso, além de congestão nasal. Os sintomas iniciaram-se no final de setembro e têm piorado progressivamente, sendo significativamente mais intensos durante o trabalho no campo e em atividades ao ar livre. Refere melhora parcial com o uso esporádico de anti-histamínicos não sedantes. Não apresenta febre, tosse produtiva ou dor de garganta. Considerando o histórico clínico, a época do ano e a ocupação do paciente, qual é a abordagem mais adequada para o diagnóstico etiológico da rinite alérgica neste caso?
Realizar testes cutâneos de leitura imediata (prick test) com uma bateria que contemple os aeroalérgenos regionais, com ênfase em pólens de gramíneas, dada a sazonalidade dos sintomas e a ocupação do paciente, visando confirmar a sensibilização IgE mediada e planejar o manejo a longo prazo.
Iniciar corticoterapia oral em dose decrescente e recomendar lavagem nasal diária, pois o quadro agudo sugere inflamação intensa que necessita de controle rápido antes da investigação diagnóstica.
Solicitar dosagem de IgE sérica específica para painel de fungos e ácaros, pois esses alérgenos são os mais prevalentes em qualquer estação no Sul do Brasil e a IgE sérica é o exame mais fidedigno.
Realizar rinomanometria e videonasofibroscopia para avaliar o grau de obstrução e a presença de alterações estruturais, sendo esses exames prioritários antes de qualquer tratamento alérgico.
Aconselhar o paciente a mudar de atividade profissional para reduzir a exposição ambiental e prescrever apenas anti-histamínicos de segunda geração para controle sintomático.