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Uma paciente de 45 anos, artista plástica, procura o dermatologista com uma história de 8 meses de dermatite eczematosa crônica, pruriginosa, com exacerbações e remissões parciais, predominantemente nas mãos, dorso e região cubital dos antebraços. Refere que o quadro iniciou após a aquisição de novos materiais de trabalho (tintas acrílicas, vernizes e solventes específicos). Já utilizou diversos corticosteroides tópicos de alta potência, anti-histamínicos orais e hidratantes, sem melhora sustentada ou com recidivas rápidas ao suspender o tratamento. Ao exame físico, observa-se eritema, pápulas, vesículas e liquenificação nas áreas afetadas, com distribuição que sugere contato com substâncias manuseadas. Não há histórico pessoal ou familiar de atopia. Diante desse quadro clínico e histórico ocupacional, qual é a conduta mais apropriada para estabelecer o diagnóstico etiológico e planejar o tratamento definitivo?
Iniciar prednisona oral em dose imunossupressora por 30 dias e encaminhar para biópsia cutânea das lesões ativas para confirmação histopatológica de dermatite eczematosa e exclusão de outras dermatoses inflamatórias.
Realizar dosagem sérica de IgE total e específico para aeroalérgenos e alimentos, considerando a possibilidade de dermatite atópica com apresentação atípica de início tardio.
Suspender todos os tratamentos tópicos e orais ativos (exceto hidratação) por um período de 1 a 2 semanas e, em seguida, realizar testes de contato (patch tests) com uma bateria padrão e, se disponível e eticamente seguro, com amostras dos materiais de trabalho da paciente.
Prescrever um inibidor de calcineurina tópico (como, por exemplo, tacrolimus 0,1%) em regime de uso contínuo e fototerapia com UVB de banda estreita (UVBnb), associados à pesquisa de fungos nas lesões para afastar tinea manuum, considerando o aspecto crônico e refratário.
Orientar a paciente a manter a hidratação intensiva da pele e prescrever um corticosteroide tópico de potência muito alta em regime de pulsoterapia noturna para controle das crises, sem necessidade de investigação adicional, por se tratar de uma dermatite de contato irritativa crônica, comum em artistas plásticas.