Imagem de fundo

Uma paciente de 35 anos comparece ao consultório com queixa...

Uma paciente de 35 anos comparece ao consultório com queixa de lesões urticariformes e angioedema diários há 7 meses. As lesões são intensamente pruriginosas, migratórias, e resolvem-se em menos de 24 horas sem deixar máculas residuais. A paciente nega exposição a alérgenos conhecidos ou outros gatilhos específicos, embora refira que o estresse e o calor podem agravar os sintomas. Já fez uso regular de anti-histamínicos H1 de segunda geração (loratadina e fexofenadina) na dose padrão (1 comprimido ao dia) sem melhora significativa dos sintomas, que impactam sua qualidade de vida e sono. Ao exame físico, apresenta algumas pápulas eritematosas, edematosas, e um leve angioedema labial em resolução. Exames laboratoriais iniciais (hemograma completo, VHS, PCR, função renal e hepática) estão dentro da normalidade. Considerando o diagnóstico de Urticária Crônica Espontânea (UCE) refratária à dose padrão de anti-histamínicos H1, qual seria a conduta mais apropriada para o manejo desta paciente?


A

Solicitar biópsia de pele das lesões mais recentes para descartar urticária vasculite e, se negativa, iniciar terapia com corticosteroide oral em doses elevadas (como, por exemplo, prednisona 0,5 mg/kg/dia) por um mês para controle imediato.


B

Aumentar a dose do anti-histamínico H1 não sedante para até quatro vezes a dose padrão diária, mantendo por 2 a 4 semanas. Se persistir a refratariedade, considerar a introdução de omalizumabe.


C

Realizar testes cutâneos de leitura imediata (prick test) para alérgenos inalantes e alimentares comuns, e dosar IgE total e triptase sérica, para identificar possíveis gatilhos alérgicos e confirmar a ativação mastocitária.


D

Iniciar ciclosporina oral em baixa dose como terapia imunossupressora, devido à gravidade e cronicidade do quadro, monitorando a pressão arterial e a função renal quinzenalmente.


E

Recomendar à paciente seguir uma dieta de exclusão de pseudoalérgenos (corantes, conservantes, salicilatos) por pelo menos 4 semanas e prescrever um anti-histamínico H2 (como, por exemplo, ranitidina) associado ao H1.