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Um paciente do sexo masculino, 32 anos, é admitido no pronto-socorro com um inchaço facial progressivo, envolvendo lábios e pálpebras, de início há aproximadamente 3 horas. Ele descreve o inchaço como tenso, não pruriginoso e sem eritema ou urticária associados. Relata que esse é o quarto episódio nos últimos 8 meses; os episódios anteriores afetaram sua mão esquerda, um tornozelo e causaram dores abdominais intensas, com náuseas e vômitos, que foram previamente diagnosticadas como “gastrite aguda”. Menciona que sua mãe e um tio materno também apresentam histórico de “inchaços inexplicáveis” e “cólicas abdominais recorrentes”. O paciente nega uso de Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e qualquer exposição a alérgenos conhecidos. No momento, não apresenta sinais de dificuldade respiratória. Diante desse quadro clínico e histórico, qual é a conduta mais apropriada para o diagnóstico e o manejo agudo da condição?
Administrar imediatamente epinefrina intramuscular, corticosteroides (como, por exemplo, metilprednisolona IV) e anti-histamínicos (como, por exemplo, difenidramina IV), e solicitar dosagem de IgE total e triptase sérica para descartar anafilaxia.
Realizar uma bateria de testes cutâneos de leitura imediata (prick test) para alérgenos inalantes e alimentares comuns, e prescrever um anti-histamínico H1 de segunda geração e corticosteroide oral por uma semana.
Recomendar avaliação psiquiátrica para investigar transtorno de somatização, devido à natureza inespecífica dos sintomas e à ausência de causas alérgicas evidentes, enquanto se monitora o inchaço.
Solicitar dosagem dos níveis séricos de C4, C1-inibidor (C1-INH) quantitativo e C1-INH funcional. Para o manejo agudo, administrar concentrado de C1-INH (derivado de plasma ou recombinante) ou icatibanto.
Iniciar profilaxia a longo prazo com ácido tranexâmico ou danazol oral, e realizar tomografia computadorizada de abdome para investigar a causa da dor abdominal, já que o inchaço não é a principal queixa.