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Paciente do sexo feminino, 63 anos, com adenocarcinoma de reto médio a 7 cm da borda anal, estadiado inicialmente como cT3bN1, foi submetida à quimiorradioterapia neoadjuvante com capecitabina associada à radioterapia com dose total de 50,4 Gy em 28 frações. Após 10 semanas do término do tratamento, encontra-se assintomática. A retoscopia mostra úlcera superficial no local da lesão primária. A ressonância magnética de pelve (com protocolo de avaliação de resposta) não evidencia massa tumoral ou linfonodomegalias. A biópsia do leito ulcerado mostra apenas tecido inflamatório.
Assinale a alternativa que correta diante deste cenário.
Deve-se indicar ressecção radical com linfadenectomia lateral pélvica.
Deve-se repetir a biópsia com maior número de fragmentos, pois pode haver falso-negativo em amostras pequenas.
Úlcera indica risco aumentado para malignidade residual.
A excisão local, com TAMIS (transanal minimally invasive surgery), jamais deve ser considerada após neoadjuvância, especialmente com histórico de linfonodo comprometido no estadiamento inicial (cN1).
Deve-se iniciar estratégia de vigilância ativa (watch and wait), pois a ausência de tumor na biópsia confirma resposta patológica completa.