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Homem, 57 anos de idade, comparece para exame de colonoscopia de rastreamento. Durante o exame, observa-se que, no cólon direito, a mucosa é parcialmente visualizada, com áreas não examinadas pela presença de fezes sólidas ou líquidas opacas; já no cólon transverso, existe pequena quantidade de resíduo fecal ou líquido opaco, mas com boa visualização do seguimento; e, no cólon esquerdo, toda a mucosa é bem visualizada, com clareza, sem resíduos fecais.
De acordo com a escala de qualidade do preparo de Boston, o Escore desse exame corresponde a soma de
3.
7.
5.
6.
4.
A enteroscopia é uma das formas de avaliação direta do intestino médio. Muito usada para investigação de síndromes polipoides, anemias refratárias, avaliação de estômago e vias biliares de pacientes operados. Assinale a alternativa que apresenta o dispositivo ou a técnica de enteroscopia com maior taxa de exame completo e maior potencial terapêutico.
Balão único.
Duplo balão.
Espiral motorizado.
Push enteroscopia.
Espiral.
Mulher, 28 anos de idade, refere que sempre teve o intestino meio “solto”, mas que agora sente que está indo mais ao banheiro que o normal; refere, ainda, que evacua de 4 a 5x ao dia: fezes Bristol tipo 5-6. Queixa-se, também, de distensão abdominal e flatulência. Não sabe identificar se tem relação com algum alimento específico. Nega cirurgias e alergias. Refere hipotiroidismo diagnosticado há cerca de 2 anos, em tratamento com puran.
Sobre o caso clínico descrito, é correto afirmar que
a intolerância à lactose não pode ser considerada como um diagnóstico diferencial, visto que a paciente não relaciona os sintomas à ingestão de leite e derivados.
a presença de mais de 40 leucócitos intraepiteliais/100 células epiteliais na biópsia duodenal confirma o diagnóstico de doença celíaca.
a atrofia vilosa com hiperplasia de criptas, determinando uma relação de 3:1, estabelece o diagnóstico de doença celíaca.
na suspeita de doença celíaca, recomenda-se realizar 4 biópsias da segunda porção duodenal (duas próximas à papila e duas distais) e uma a duas biópsias do bulbo duodenal.
o antígeno leucocitário humano HLA DQ2 está presente em 10% dos celíacos, e o HLA DQ8 nos 90% restantes.
Quando o diagnóstico de síndrome do intestino irritável é provável, qual é o único exame a ser considerado, mesmo em paciente jovem e sem sinais de alarme para câncer colorretal?
USG abdominal.
Endoscopia digestiva alta.
Colonoscopia.
Anti-transglutaminase IgA.
Calprotectina fecal.
Paciente com tumor de cólon ascendente e metástase hepática única no segmento VI ressecável cirurgicamente. Qual é a melhor estratégia cirúrgica para esse paciente?
Ressecção hepática e colônica no mesmo tempo cirúrgico.
Ressecção hepática em primeiro lugar e posteriormente ressecção colônica.
Ressecção colônica em primeiro lugar e posteriormente ressecção hepática.
Não há consenso sobre qual cirurgia desempenhar primeiro, ou se pode-se desempenhar as duas conjuntamente, dependendo muito da experiência da instituição.
Paciente com tumor estágio IV não é candidato à cirurgia.
Homem de 76 anos com câncer metastático e constipação crônica (1–2 evacuações duras/semana) passa a apresentar incontinência de pequenas quantidades de fezes amolecidas nos últimos dois dias. Usa opioides, está debilitado e tem dor leve e difusa no abdome distendido. Sinais vitais normais. Qual é o próximo passo mais adequado?
Prescrever loperamida.
Avaliar impactação fecal.
Solicitar TC de abdome.
Pedir exame de fezes.
Durante consulta ambulatorial, uma paciente de 72 anos relata episódios recorrentes de sangue vivo nas fezes há vários meses, associados à constipação progressiva e à perda de peso não intencional. Nega dor abdominal significativa. Ao exame físico, não há alterações ao toque retal. Considerando esse quadro, qual é a principal hipótese diagnóstica e a conduta mais apropriada nesse momento?
Angiodisplasia de cólon direito – Solicitar cápsula endoscópica.
Neoplasia de cólon esquerdo – Solicitar colonoscopia.
Pólipos colônicos – Solicitar pesquisa de sangue oculto nas fezes e acompanhamento anual.
Doença hemorroidária – Iniciar tratamento conservador com fibras, líquidos e banhos de assento.
Júlio, 40 anos, teve diagnóstico recente de retocolite ulcerativa leve a moderada comprometendo os últimos 20 centímetros do intestino grosso, sem comprometimento sistêmico. Nesse caso, qual é o melhor tratamento?
Corticoide oral e mesalazina oral.
Mesalazina tópica.
Anti-TNF.
Anti-integrina.
Paciente de 36 anos, sexo masculino, deu entrada no ambulatório de coloproctologia referindo dor anorretal, corrimento e tenesmo. Devido a comportamento sexual de risco, foi aventada a hipótese de proctite causada por infecção sexualmente transmissível. Qual deve ser o tratamento empírico a ser instituído na ocasião da avaliação?
Ceftriaxona, doxiciclina e valaciclovir.
Ceftriaxona e doxiciclina.
Doxicilina, penicilina e aciclovir.
Penicilina e valaciclovir.
Mulher de 56 anos procura atendimento por diarreia crônica. Nos últimos meses, tem tido urgência fecal e cinco a seis evacuações aquosas por dia, inclusive algumas noturnas. Nega febre, perda de peso, dor abdominal, náuseas ou sangue visível nas fezes. Cortou laticínios da dieta, sem melhora. Abdome flácido e indolor, com ruídos normais. Teste de sangue oculto: negativo. Colonoscopia: macroscopicamente normal, mas biópsias mostram infiltrado linfocitário na lâmina própria e espessamento da banda subepitelial de colágeno. Qual é o diagnóstico mais provável?
Infecção por Clostridium difficile.
Doença de Crohn.
Síndrome do intestino irritável.
Colite microscópica.
A implementação de protocolos de recuperação acelerada em cirurgia colorretal visa reduzir complicações pós-operatórias, otimizar a recuperação funcional e encurtar o tempo de internação hospitalar, por meio de estratégias perioperatórias integradas. Diante desse assunto, analise as alternativas abaixo e marque a verdadeira.
O uso rotineiro de jejum prolongado pré-operatório é fundamental para garantir a segurança do paciente e o sucesso da recuperação acelerada.
Pacientes submetidos a ERAS não necessitam de monitoramento clínico rigoroso após a alta hospitalar, já que o protocolo elimina o risco de complicações.
O protocolo de ERAS inclui manejo multimodal da dor, mobilização precoce, otimização nutricional e restrição de líquidos, com objetivo de acelerar a recuperação funcional e reduzir complicações.
A recuperação acelerada consiste na alta precoce do paciente, sem necessidade de mudanças no manejo anestésico, analgesia ou nutrição.
Mulher de 65 anos, com antecedente de histerectomia abdominal há 10 anos, procura o prontoatendimento com dor abdominal em cólica, distensão abdominal progressiva, vômitos biliosos e parada de eliminação de fezes e flatos há 24 horas.
Ao exame físico apresenta abdome distendido, timpânico, com ruídos hidroaéreos aumentados.
Radiografia de abdome evidencia múltiplos níveis hidroaéreos e distensão de alças de intestino delgado.
Qual a causa mais provável da obstrução intestinal neste caso?
Neoplasia de cólon
Aderências pós-operatórias
Hérnia inguinal encarcerada
Intussuscepção intestinal
Volvo de sigmoide
Homem de 68 anos apresenta dor abdominal em fossa ilíaca esquerda há três dias, associada a febre (38,5 °C) e alteração do hábito intestinal. Ao exame físico apresenta dor à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda com sinais de irritação peritoneal localizada.
Tomografia computadorizada de abdome demonstra espessamento do cólon sigmoide associado a abscesso pericólico medindo aproximadamente 5 cm.
De acordo com a classificação de Hinchey modificada, qual o estágio mais provável e a conduta inicial mais adequada?
Hinchey Ia – tratamento ambulatorial com antibiótico oral.
Hinchey Ib – drenagem percutânea guiada por imagem associada à antibioticoterapia.
Hinchey II – cirurgia de Hartmann imediata.
Hinchey III – lavagem peritoneal laparoscópica.
Hinchey IV – sigmoidectomia com anastomose primária.
São patologias relacionadas à fissura anal atípica, EXCETO:
Doença de Crohn.
Leucemia.
Tuberculose.
HIV.
Constipação crônica.
Paciente de 70 anos, hipertenso, diabético e obeso, iniciou com quadro de dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, náuseas, febre e diminuição da eliminação de flatos e fezes. Ao exame físico, estava estável, com irritação peritoneal localizada em fossa ilíaca esquerda. Realizou tomografia que identificou diverticulite aguda de cólon sigmoide com abscesso pericolônico de diâmetro máximo de 3 cm. Qual é a melhor conduta para o caso?
Orientar a não ingerir mais sementes e prescrever antibiótico oral para casa.
Repouso intestinal, antibiótico parenteral e observação.
Drenagem percutânea guiada.
Retossigmoidectomia a Hartmann.
Retossigmoidectomia com anastomose primária e estoma protetor.
Sobre a fáscia de Denonvilliers, assinale a alternativa INCORRETA.
Surge da fusão das duas paredes do fundo de saco peritoneal embriológico.
Estende-se desde o ponto mais profundo da escavação retovesical até o assoalho pélvico.
Nos homens, localiza-se entre o reto e a próstata e glândulas seminais.
Nas mulheres, faz parte do septo retovaginal.
No plano anterior do reto, o mesorreto está contido pela fáscia própria, que se localiza ventralmente à fáscia de Denonvilliers.
Paciente com verrugas externas de HPV foi orientado pelo médico a aplicar um produto 3 vezes na semana, por até 16 semanas, deixando-o agir por 6–10h e removendo-o com água e sabão. Qual é a provável medicação prescrita pelo médico?
Podofilotoxina solução a 0,5%.
Imiquimode creme a 5%.
Sinecatequina pomada a 15%.
Ácido tricloroacético a 90%.
Ácido bicloroacético a 90%.
Sobre o melanoma de canal anal, assinale alternativa INCORRETA.
Representa 1–4% das neoplasias anais, sendo o terceiro local mais comum de melanomas no corpo humano.
O sintoma mais comum é o sangramento anal, sendo importante nesses pacientes o exame físico da região inguinal.
Doença metastática é comum na apresentação inicial.
É um tumor de prognóstico sombrio, com sobrevida média de menos de 2 anos, após o diagnóstico.
São tumores que respondem bem a radioterapia e quimioterapia, devendo ser estes os tratamentos iniciais, para depois os pacientes serem encaminhados à cirurgia.
Em relação à anuscopia e à retossigmoidoscopia, é correto afirmar:
A anuscopia tem como limitação a inviabilidade de coleta de biópsias.
A retossigmoidoscopia flexível é contraindicada em qualquer forma de colite.
A retossigmoidoscopia rígida, na ausência de sintomas agudos, pode ser realizada na consulta de rotina com ou sem enema (limpeza do reto).
Ambos os exames exigem preparo intestinal completo com solução osmótica.
Sobre o rastreamento do câncer colorretal, segundo diretrizes nacionais, a melhor alternativa é:
Caso o resultado da colonoscopia indique a ausência de pólipos ou pólipos de baixo grau, deve-se repeti-la em um ano.
Pacientes com adenocarcinoma retal submetidos à ressecção endoscópica devem realizar apenas retossigmoidoscopia anual.
A ressonância magnética de reto deve ser realizada anualmente por tempo indeterminado após ressecção local.
Caso a colonoscopia indicar a presença de pólipos adenomatosos de alto grau, deve-se repeti-la em um ano.