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A implementação de protocolos de recuperação acelerada em cirurgia colorretal visa reduzir complicações pós-operatórias, otimizar a recuperação funcional e encurtar o tempo de internação hospitalar, por meio de estratégias perioperatórias integradas. Diante desse assunto, analise as alternativas abaixo e marque a verdadeira.
O uso rotineiro de jejum prolongado pré-operatório é fundamental para garantir a segurança do paciente e o sucesso da recuperação acelerada.
Pacientes submetidos a ERAS não necessitam de monitoramento clínico rigoroso após a alta hospitalar, já que o protocolo elimina o risco de complicações.
O protocolo de ERAS inclui manejo multimodal da dor, mobilização precoce, otimização nutricional e restrição de líquidos, com objetivo de acelerar a recuperação funcional e reduzir complicações.
A recuperação acelerada consiste na alta precoce do paciente, sem necessidade de mudanças no manejo anestésico, analgesia ou nutrição.
Homem, 57 anos de idade, comparece para exame de colonoscopia de rastreamento. Durante o exame, observa-se que, no cólon direito, a mucosa é parcialmente visualizada, com áreas não examinadas pela presença de fezes sólidas ou líquidas opacas; já no cólon transverso, existe pequena quantidade de resíduo fecal ou líquido opaco, mas com boa visualização do seguimento; e, no cólon esquerdo, toda a mucosa é bem visualizada, com clareza, sem resíduos fecais.
De acordo com a escala de qualidade do preparo de Boston, o Escore desse exame corresponde a soma de
3.
7.
5.
6.
4.
A enteroscopia é uma das formas de avaliação direta do intestino médio. Muito usada para investigação de síndromes polipoides, anemias refratárias, avaliação de estômago e vias biliares de pacientes operados. Assinale a alternativa que apresenta o dispositivo ou a técnica de enteroscopia com maior taxa de exame completo e maior potencial terapêutico.
Balão único.
Duplo balão.
Espiral motorizado.
Push enteroscopia.
Espiral.
Mulher, 28 anos de idade, refere que sempre teve o intestino meio “solto”, mas que agora sente que está indo mais ao banheiro que o normal; refere, ainda, que evacua de 4 a 5x ao dia: fezes Bristol tipo 5-6. Queixa-se, também, de distensão abdominal e flatulência. Não sabe identificar se tem relação com algum alimento específico. Nega cirurgias e alergias. Refere hipotiroidismo diagnosticado há cerca de 2 anos, em tratamento com puran.
Sobre o caso clínico descrito, é correto afirmar que
a intolerância à lactose não pode ser considerada como um diagnóstico diferencial, visto que a paciente não relaciona os sintomas à ingestão de leite e derivados.
a presença de mais de 40 leucócitos intraepiteliais/100 células epiteliais na biópsia duodenal confirma o diagnóstico de doença celíaca.
a atrofia vilosa com hiperplasia de criptas, determinando uma relação de 3:1, estabelece o diagnóstico de doença celíaca.
na suspeita de doença celíaca, recomenda-se realizar 4 biópsias da segunda porção duodenal (duas próximas à papila e duas distais) e uma a duas biópsias do bulbo duodenal.
o antígeno leucocitário humano HLA DQ2 está presente em 10% dos celíacos, e o HLA DQ8 nos 90% restantes.
Quando o diagnóstico de síndrome do intestino irritável é provável, qual é o único exame a ser considerado, mesmo em paciente jovem e sem sinais de alarme para câncer colorretal?
USG abdominal.
Endoscopia digestiva alta.
Colonoscopia.
Anti-transglutaminase IgA.
Calprotectina fecal.


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Paciente com tumor de cólon ascendente e metástase hepática única no segmento VI ressecável cirurgicamente. Qual é a melhor estratégia cirúrgica para esse paciente?
Ressecção hepática e colônica no mesmo tempo cirúrgico.
Ressecção hepática em primeiro lugar e posteriormente ressecção colônica.
Ressecção colônica em primeiro lugar e posteriormente ressecção hepática.
Não há consenso sobre qual cirurgia desempenhar primeiro, ou se pode-se desempenhar as duas conjuntamente, dependendo muito da experiência da instituição.
Paciente com tumor estágio IV não é candidato à cirurgia.
Homem de 76 anos com câncer metastático e constipação crônica (1–2 evacuações duras/semana) passa a apresentar incontinência de pequenas quantidades de fezes amolecidas nos últimos dois dias. Usa opioides, está debilitado e tem dor leve e difusa no abdome distendido. Sinais vitais normais. Qual é o próximo passo mais adequado?
Prescrever loperamida.
Avaliar impactação fecal.
Solicitar TC de abdome.
Pedir exame de fezes.
Durante consulta ambulatorial, uma paciente de 72 anos relata episódios recorrentes de sangue vivo nas fezes há vários meses, associados à constipação progressiva e à perda de peso não intencional. Nega dor abdominal significativa. Ao exame físico, não há alterações ao toque retal. Considerando esse quadro, qual é a principal hipótese diagnóstica e a conduta mais apropriada nesse momento?
Angiodisplasia de cólon direito – Solicitar cápsula endoscópica.
Neoplasia de cólon esquerdo – Solicitar colonoscopia.
Pólipos colônicos – Solicitar pesquisa de sangue oculto nas fezes e acompanhamento anual.
Doença hemorroidária – Iniciar tratamento conservador com fibras, líquidos e banhos de assento.
Júlio, 40 anos, teve diagnóstico recente de retocolite ulcerativa leve a moderada comprometendo os últimos 20 centímetros do intestino grosso, sem comprometimento sistêmico. Nesse caso, qual é o melhor tratamento?
Corticoide oral e mesalazina oral.
Mesalazina tópica.
Anti-TNF.
Anti-integrina.
Paciente de 36 anos, sexo masculino, deu entrada no ambulatório de coloproctologia referindo dor anorretal, corrimento e tenesmo. Devido a comportamento sexual de risco, foi aventada a hipótese de proctite causada por infecção sexualmente transmissível. Qual deve ser o tratamento empírico a ser instituído na ocasião da avaliação?
Ceftriaxona, doxiciclina e valaciclovir.
Ceftriaxona e doxiciclina.
Doxicilina, penicilina e aciclovir.
Penicilina e valaciclovir.


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Mulher de 56 anos procura atendimento por diarreia crônica. Nos últimos meses, tem tido urgência fecal e cinco a seis evacuações aquosas por dia, inclusive algumas noturnas. Nega febre, perda de peso, dor abdominal, náuseas ou sangue visível nas fezes. Cortou laticínios da dieta, sem melhora. Abdome flácido e indolor, com ruídos normais. Teste de sangue oculto: negativo. Colonoscopia: macroscopicamente normal, mas biópsias mostram infiltrado linfocitário na lâmina própria e espessamento da banda subepitelial de colágeno. Qual é o diagnóstico mais provável?
Infecção por Clostridium difficile.
Doença de Crohn.
Síndrome do intestino irritável.
Colite microscópica.
Mulher de 28 anos com diagnóstico de doença de Crohn há 7 anos apresenta dor abdominal e febre.
Tomografia computadorizada demonstra abscesso intra-abdominal localizado em íleo terminal.
Qual a conduta inicial mais adequada?
Corticoterapia sistêmica
Aumento da dose de imunossupressores
Ressecção ileal de urgência
Antibioticoterapia intravenosa associada à drenagem percutânea
Observação clínica
Marcam o início do canal anal anatômico e o início do canal anal cirúrgico, respectivamente:
Zona de transição anal e anel anorretal.
Zona de transição anal e linha pectínea.
Linha pectínea e anel anorretal.
Linha pectínea e zona de transição anal.
Anel anorretal e linha pectínea.
Paciente com 34 anos queixava-se de constipação intestinal. Submetida a exame de trânsito colônico, e na radiografia após 5 dias da ingestão de marcadores radiofarol, ficaram presentes 15% dos marcadores distribuídos por todo o cólon. Qual foi o resultado do exame e a melhor conduta?
Inércia colônica, fisioterapia pélvica.
Inércia colônica, orientação dietética e prescrição de laxantes.
Defecação obstruída, fisioterapia pélvica.
Defecação obstruída, orientação dietética e prescrição de laxantes.
Exame normal, sem condutas adicionais.
As estenoses de delgado da doença de Crohn podem ser tratadas através de estenoplastias, evitando ressecções intestinais. Para estenoses pequenas, qual das técnicas de estenoplastia é a mais indicada?
Finney.
Heineke-Mikulicz.
Michelassi.
Jaboulay.
Brooke.


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O ustequinumabe, medicamento utilizado no tratamento de doenças inflamatórias intestinais, faz parte de qual classe de medicações?
Anti-interleucina.
Anti-TNF alfa.
Anti-integrina.
Inibidor da JAK.
Aminossalicilatos.
Na prática clínica, o Escore de Mayo completo é o escore mais utilizado para seguimento e avaliação de resposta a tratamento de pacientes com retocolite ulcerativa. São pontuados nesse escore, EXCETO:
Presença de dor abdominal.
Frequência das evacuações.
Sangramento nas evacuações.
Achados colonoscópicos.
Avaliação global do médico.
São fatores de risco que sabidamente aumentam a chance de uma pessoa com retocolite ter câncer colorretal, EXCETO:
Uso prolongado de corticoide.
Idade jovem de início da doença.
Pancolite.
Histórico familiar de câncer colorretal.
Colangite esclerosante primária.
Paciente de 20 anos, sem comorbidades, iniciou com muco e sangue nas fezes, além de emagrecimento progressivo. Realizou colonoscopia que apontou inúmeros pólipos colorretais (mais de 500), distribuídos por todo o cólon e reto. Anatomopatológico confirmou adenomas. Estudo genético demonstrou mutação no gene APC. Para os futuros filhos dessa paciente, com qual idade deve-se iniciar a vigilância colônica?
8 anos.
10 anos.
12 anos.
15 anos.
18 anos.
O implante do neuroestimulador sacral revolucionou o tratamento da incontinência fecal. Na primeira etapa, sob anestesia local, um eletrodo é colocado no forame de:
S1.
S2.
S3.
S4.
S5.


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