

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um paciente de 63 anos com diagnóstico recente de adenocarcinoma de cólon sigmoide foi submetido à ressecção cirúrgica curativa. Durante o seguimento pós-operatório, o médico discute a solicitação de exames laboratoriais e de imagem para monitoramento. Em relação ao uso do antígeno carcinoembrionário (CEA) no câncer colorretal, é correto afirmar que o CEA
é útil no seguimento pós-operatório para detecção precoce de recidiva.
é útil para rastreamento populacional do câncer colorretal.
tem alta sensibilidade e especificidade para diagnóstico inicial da doença.
é específico para tumores do trato gastrointestinal alto.
Sobre as artérias que irrigam o cólon e o reto, assinale a alternativa que indica uma artéria ramo da mesentérica superior, uma artéria ramo da mesentérica inferior e uma artéria ramo da ilíaca interna, respectivamente.
Ileocólica, cólica esquerda e retal superior.
Cólica direita, cólica média e retal superior.
Cólica média, retal superior e retal média.
Ileocólica, cólica esquerda e sigmoideana.
Sobre a esfincterotomia anal para tratamento da fissura anal, assinale a alternativa INCORRETA.
Quando realizada lateralmente, pode-se realizar a técnica aberta ou fechada, sendo que não há diferenças nos índices de persistência da fissura ou incontinência entre as duas técnicas.
Na técnica aberta, insere-se a lâmina de bisturi no sulco interesfincteriano, girando-a medialmente para romper as fibras do esfíncter interno.
Quando realizada posteriormente, pode levar a uma deformidade do canal anal que causa acúmulo fecal (deformidade “em fechadura”), não sendo uma opção adequada na atualidade.
A literatura ainda não é clara em estabelecer com segurança a extensão adequada da esfincterotomia (total ou parcial), sendo que a divisão excessiva aumenta o risco de incontinência, porém a divisão inadequada aumenta o risco de persistência/recorrência.
Adriana, 20 anos, com diagnóstico genético de síndrome de Lynch (descoberto devido a inúmeros casos de tumor na família), referiu ao seu coloproctologista que pesquisou na internet e descobriu que tem chance aumentada de inúmeros tipos de tumores, não apenas de câncer colorretal. São orientações adequadas para rastreamento de tumores a serem indicadas a essa paciente, EXCETO:
Colonoscopia a cada 1-2 anos, iniciando aos 20-25 anos.
Ultrassonografia transvaginal a cada 1-2 anos, iniciando aos 30-35 anos.
Endoscopia digestiva alta a cada 3-5 anos, iniciando aos 30-35 anos.
Ultrassonografia de tireoide anual, iniciando aos 25-30 anos.
Sobre a colite actínica, assinale a alternativa INCORRETA.
Os sintomas da colite actínica aguda são, em sua maioria, autolimitados.
A colite actínica aguda tem como sintoma mais comum o sangramento.
O tratamento da colite actínica crônica pode ser clínico, endoscópico ou cirúrgico. No tratamento clínico, há a opção de enemas de sucralfato e formalina.
No tratamento endoscópico da colite actínica crônica, geralmente utiliza-se coagulação com plasma de argônio para cessar sangramentos.
A avaliação pré-operatória em pacientes com patologias colorretais é essencial para identificar fatores de risco, otimizar condições clínicas e reduzir complicações cirúrgicas, envolvendo análise clínica, exames laboratoriais e planejamento anestésico. Considerando esse assunto, analise as afirmativas a seguir.
I.A revisão detalhada do histórico clínico, incluindo comorbidades, uso de medicações, alergias e intervenções prévias, é fundamental para planejamento cirúrgico seguro.
II.Exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados de forma individualizada, de acordo com o tipo de procedimento, extensão da doença e condição clínica do paciente.
III.A avaliação pré-anestésica permite identificar riscos específicos, orientar medidas preventivas e planejar cuidados intra e pós-operatórios, contribuindo para melhor desfecho cirúrgico.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
I e III.
II.
I e II.
I, II e III.
Um paciente adulto apresenta queixa de prurido anal persistente há várias semanas, associado a leve descamação e irritação da pele perianal, sem dor intensa ou sangramento. Não há relato de uso recente de medicamentos tópicos ou sistêmicos que possam causar reação cutânea. Considerando as alterações dermatológicas perianais e as causas de prurido anal, assinale a alternativa correta.
O uso contínuo de pomadas corticosteroides potentes é recomendado como primeira linha em todos os casos, sem necessidade de investigação da causa subjacente.
O prurido anal intenso e persistente raramente exige avaliação médica, sendo suficiente apenas evitar coçar a região.
O manejo adequado envolve investigação da causa subjacente, higiene local adequada, tratamento específico quando indicado e orientação sobre fatores desencadeantes.
O prurido anal crônico está quase sempre relacionado a infecções bacterianas ou parasitárias, sendo causas dermatológicas raras.
A retocolite ulcerativa é uma forma de doença inflamatória intestinal, que se caracteriza pela inflamação da mucosa do cólon e do reto. Essa condição é autoimune, onde o sistema imunológico ataca a própria mucosa intestinal, resultando em edema, erosões e múltiplas úlceras. Sobre a retocolite ulcerativa, analise as afirmativas a seguir.
I. A doença usualmente afeta o reto e também variáveis porções proximais do cólon, em geral de forma contínua, ou seja, sem áreas de mucosa normal entre as porções afetadas.
II. As manifestações extraintestinais ocorrem entre 10% a 35% dos pacientes e podem cursar com acometimento articular, cutâneo, hepatobiliar, oftalmológico e hematológico e influenciar no metabolismo ósseo.
III. O achado colonoscópico mais típico é o acometimento da mucosa desde a margem anal, estendendo-se proximalmente de uma forma contínua e simétrica, sem clara demarcação entre mucosas inflamada e normal.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Paciente de 42 anos, com retocolite ulcerativa há 10 anos, doença moderadamente controlada em uso de primeira terapia biológica (adalimumabe a cada 4 semanas). Realizou colonoscopia, como o faz anualmente, que apontou pancolite Mayo de 2 e, nas biópsias seriadas de todo cólon, foi verificada colite em atividade e displasia de alto grau. Qual é a melhor conduta para o caso?
Trocar imunobiológico, mantendo vigilância colonoscópica.
Otimizar imunobiológico, mantendo vigilância colonoscópica.
Retossigmoidectomia.
Colectomia total com ileorreto anastomose.
Proctocolectomia total com bolsa ileal em J.
Sobre o eritrasma, uma das causas de prurido anal, assinale alternativa INCORRETA.
É uma infecção fúngica.
É responsável por até um quinto das causas de prurido anal em climas quentes.
O patógeno pode estar presente em outras pregas corporais.
Geralmente apresenta-se como uma mancha escamosa bem delimitada que aparece posteriormente a lesões avermelhadas e acastanhadas.
O tratamento pode ser realizado com eritromicina ou tetraciclina via oral.
Sobre a azatioprina, muito utilizada no tratamento de doenças inflamatórias intestinais, assinale a alternativa INCORRETA.
É uma tiopurina que causa imunossupressão, sendo habitualmente utilizada na dose de 2,0–2,5 mg/kg.
Seu benefício clínico é quase sempre rapidamente percebido devido ao mecanismo de ação.
O efeito colateral mais comum é a náusea.
Outros efeitos colaterais possíveis e mais graves são leucopenia, pancreatite e anormalidades da função hepática.
A terapia com imunomodulador pode aumentar o risco de linfoma, porém, o risco absoluto é pequeno.
Segundo a regra de Goodsall, em uma fístula anal com orifício externo às 7 h (considerando 6 h o ponto mais próximo do sacro), a provável localização do orifício interno será às:
5 h.
6 h.
7 h.
9 h.
12 h.
Qual síndrome genética relacionada ao câncer colorretal tem o hamartoma como principal tipo histológico de pólipo?
Polipose adenomatosa familiar.
Polipose associada a MUTYH.
Síndrome de polipose juvenil.
Síndrome de Lynch.
Síndrome de polipose serrilhada.
A má rotação intestinal corresponde à rotação anormal do intestino na fase embrionária, embora muitas vezes o diagnóstico ocorra apenas na fase da adolescência ou adulta.

Fonte: AJR:179, December 2002.
Com base nessa alteração congênita, assinale a alternativa correta.
Embora haja íntima relação na embriogênese, essa condição não apresenta alterações associadas à formação e ao desenvolvimento do pâncreas.
A poliesplenia pode estar associada à má rotação intestinal, podendo se relacionar a alterações congênitas complexas ou ser caracterizada como achado de imagem incidental na vida adulta.
As bandas de Ladd são responsáveis pela fixação adequada do mesentério, estando ausentes nessa condição congênita.
A relação normal entre a artéria mesentérica superior e a veia mesentérica superior exclui o diagnóstico de má rotação intestinal.
A presença de sintomas como diarreia e má absorção representa o quadro clínico mais comum dessa alteração.
Homem de 36 anos comparece à consulta de rotina. Refere sentir-se bem, mas, nas últimas duas semanas, notou sangue no papel higiênico após evacuar. As fezes estão normais em consistência e frequência. Nega melena, dor abdominal, vômitos ou perda de peso. Sem histórico médico relevante ou familiar de câncer. Sinais vitais normais. Abdome flácido, indolor, com ruídos normais, sem massas ou visceromegalias. No toque retal, sem alterações além de traços de sangue vermelho vivo na luva. Qual é a conduta mais adequada?
Anoscopia.
Colonoscopia.
Colonografia por TC.
Teste de DNA fecal.
Entre as inúmeras técnicas cirúrgicas para tratamento da doença hemorroidária, existe uma técnica em que uma incisão circunferencial é feita na linha denteada e todos os tecidos hemorroidários submucosos e subdérmicos são removidos. Esse tipo de cirurgia não é muito utilizado atualmente devido à potencial deformidade do canal anal que pode causar. A qual técnica cirúrgica o trecho se refere?
Milligan-Morgan.
Obando.
Whitehead.
Goodsall.
Mulher de 28 anos, nulípara, procura atendimento por corrimento vaginal com odor fétido há um mês. Tentou duchas vaginais sem melhora. Menstruação há duas semanas, sem piora dos sintomas nesse período. Refere também dor abdominal em cólica e, às vezes, sensação de “gases saindo pela vagina”. Sem cirurgias prévias. Sinais vitais normais. Exame especular: corrimento vaginal fétido e amarronzado, área de eritema na parede vaginal posterior. Colo uterino normal. Nota-se também um orifício com drenagem purulenta na pele perianal. Qual é a causa mais provável desse quadro?
Obstrução do ducto da glândula de Bartholin.
Inflamação crônica de folículos pilosos.
Necrose de epitélio cervical maligno.
Inflamação transmural do intestino.
Homem de 46 anos procura o ambulatório com queixa de sangramento retal indolor há quatro meses, geralmente associado à evacuação. Refere que, em algumas ocasiões, sente um nódulo anal que exterioriza durante o esforço evacuatório e precisa ser empurrado de volta manualmente. Nega perda de peso, dor anal ou alterações do hábito intestinal. Ao exame físico, observa-se prolapso hemorroidário visível após manobra de esforço. Com base nesse quadro, qual é a conduta mais apropriada para o manejo inicial?
Iniciar antibiótico oral e banhos de assento.
Indicar ligadura elástica das hemorroidas.
Prescrever dieta rica em fibras e ferro via oral.
Encaminhar diretamente para hemorroidectomia cirúrgica ampla.
Durante consulta ambulatorial, um paciente de 45 anos com diagnóstico prévio de Síndrome do Intestino Irritável (SII) relata piora recente dos sintomas gastrointestinais. Qual dos achados a seguir é mais sugestivo de que o quadro pode não ser compatível com SII e merece investigação adicional?
Presença de distensão abdominal intermitente.
Evacuações com muco, sem sangue.
Dor abdominal noturna que desperta o paciente do sono.
Sensação de evacuação incompleta após as refeições.
Miguel, 52 anos, dá entrada no ambulatório de coloproctologia referindo que apresentou abscesso anal que não se curou, mantendo uma drenagem contínua de secreção purulenta local. Ao exame proctológico, foi evidenciado orifício fistuloso externo às 2h a 3 cm da borda anal (admitindo-se 12h como ponto mais próximo a escroto/vagina e 6h como ponto mais próximo ao sacro). Segundo a Regra de Goodsall, qual será a provável forma do trajeto da fístula e onde se localizará o orifício interno, respectivamente?
Retilínea – 12h.
Retilínea – 2h.
Curvilínea – 12h.
Curvilínea – 2h.