Questões de Concurso sobre Coloproctologia

 
 
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Paciente do sexo masculino, 48 anos, previamente hígido, foi submetido a colonoscopia por anemia ferropriva. O exame revelou lesão vegetante estenosante e infiltrativa em cólon direito, instransponível ao aparelho endoscópico. Biópsias do cólon confirmaram adenocarcinoma. A tomografia contrastada evidenciou massa tumoral próxima ao ângulo hepático, com contato amplo e sem plano de clivagem com o duodeno, mas sem metástases hepáticas ou peritoneais. Presença de linfonodos aumentados de tamanho e suspeitos para acometimento secundário em raiz do mesocólon, próximo à veia mesentérica superior, mas sem sinais de invasão dela.

Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta.


A

Trata-se de uma neoplasia irressecável, devendo-se indicar quimioterapia paliativa.


B

O uso de terapia neoadjuvante não deve ser considerada em tumores avançados de cólon.


C

Pode-se considerar a utilização de próteses endoscópicas para desobstruir cólon e duodeno.


D

Deve-se indicar radioterapia hemostática seguido de ressecção cirúrgica.


E

A ressecção em bloco com excisão completa do mesocólon (ECM) pode ser considerada.

Paciente do sexo feminino, 63 anos, com adenocarcinoma de reto médio a 7 cm da borda anal, estadiado inicialmente como cT3bN1, foi submetida à quimiorradioterapia neoadjuvante com capecitabina associada à radioterapia com dose total de 50,4 Gy em 28 frações. Após 10 semanas do término do tratamento, encontra-se assintomática. A retoscopia mostra úlcera superficial no local da lesão primária. A ressonância magnética de pelve (com protocolo de avaliação de resposta) não evidencia massa tumoral ou linfonodomegalias. A biópsia do leito ulcerado mostra apenas tecido inflamatório.

Assinale a alternativa que correta diante deste cenário.


A

Deve-se indicar ressecção radical com linfadenectomia lateral pélvica.


B

Deve-se repetir a biópsia com maior número de fragmentos, pois pode haver falso-negativo em amostras pequenas.


C

Úlcera indica risco aumentado para malignidade residual.


D

A excisão local, com TAMIS (transanal minimally invasive surgery), jamais deve ser considerada após neoadjuvância, especialmente com histórico de linfonodo comprometido no estadiamento inicial (cN1).


E

Deve-se iniciar estratégia de vigilância ativa (watch and wait), pois a ausência de tumor na biópsia confirma resposta patológica completa.

Homem de 42 anos procura o pronto-socorro por dor anal em piora há dois dias. Inicialmente, a dor ocorria apenas durante a evacuação, mas agora é constante e intensa. Refere também prurido anal, sem drenagem local. Tem histórico de constipação com fezes endurecidas a cada 3–4 dias, fazendo uso frequente de laxantes. Relata relações sexuais bissexuais, incluindo sexo anal receptivo. Sinais vitais: T = 38 °C, PA = 120/80 mmHg, FC = 85 bpm. Exame físico: massa eritematosa, dolorosa, flutuante de 1 cm próxima ao orifício anal, com endurecimento da pele ao redor. Qual é a causa mais provável desse quadro?


A

Infecção por HPV no canal anal.


B

Infecção de glândula anal críptica obstruída.


C

Laceração da mucosa anal por distensão.


D

Prolapso de hemorroida interna.


E

Trombose de hemorroida externa.

Assinale a alternativa que contém uma contraindicação absoluta à confecção de uma jejunostomia alimentar.


A

Edema da parede intestinal.


B

Enterite por radiação.


C

Doença inflamatória intestinal.


D

Isquemia intestinal.


E

Obstrução intestinal distal.

Em relação à obstrução intestinal causada por Ascaris lumbricoides, assinale a alternativa correta.


A

A obstrução pode ocorrer mesmo em pacientes sem sintomas prévios de parasitose.


B

O tratamento sempre inclui administração precoce de antiparasitários orais durante a fase obstrutiva.


C

A tomografia computadorizada não contribui para o diagnóstico.


D

É considerada uma forma de obstrução intestinal alta funcional e não mecânica.


E

É mais comum em adultos imunossuprimidos do que em crianças.

Em caso de obstrução intestinal alta, a conduta inicial mais indicada é:


A

cirurgia laparoscópica de emergência.


B

administração de soluções eletrolíticas orais.


C

suporte clínico com sonda nasogástrica e hidratação venosa.


D

antibioticoterapia empírica.


E

laparotomia com ressecção de alça comprometida.

Mulher de 50 anos, sem comorbidades, comparece à consulta de rotina para saber sobre exames para rastreio de câncer de cólon. Está assintomática, mas preocupada, pois seu pai foi diagnosticado com câncer de colorretal aos 65 anos. O exame físico na consulta é normal.


Qual das seguintes estratégias é a mais apropriada para esta paciente?


A

Colonoscopia de rastreamento agora e repetir a cada 5 anos pelo histórico familiar.


B

Colonoscopia aos 55 anos e repetir a cada 10 anos, caso o resultado seja normal.


C

Pesquisa de sangue oculto imunológica anual, como alternativa válida à colonoscopia.


D

Sigmoidoscopia flexível a cada 2 anos, combinada com pesquisa de sangue oculto.

Em relação às patologias de cólon, reto e ânus, analisar os itens.


I. Não é possível ocorrer achados peritoneais no infarto intestinal.

II. A peristalse intestinal tem alta especificidade para a previsão de obstrução intestinal.

III. A cirurgia abdominal prévia tem baixa sensibilidade (menor que 50%) para previsão de obstrução intestinal.


Está CORRETO o que se afirma:


A

Apenas no item I.


B

Apenas no item II.


C

Apenas nos itens I e III.


D

Apenas nos itens II e III.

Um homem de 58 anos de idade, assintomático, realizou uma colonoscopia de rastreamento. O exame evidenciou pólipo único de 8 mm em cólon descendente, ressecado por polipectomia, além de diverticulose de cólon sigmoide sem sinais inflamatórios. O exame histopatológico do pólipo confirmou adenoma tubular com displasia de baixo grau.


Com base nesse caso clínico hipotético e considerando as recomendações de rastreamento e seguimento do câncer colorretal no Brasil, assinale a opção que apresenta a conduta adequada.


A

alta do acompanhamento, por pólipos menores do que 1 cm não necessitarem de seguimento


B

repetir colonoscopia em um ano, independentemente do número ou da histologia dos pólipos


C

programar nova colonoscopia em três anos, devido à presença de adenoma tubular com displasia


D

repetir colonoscopia apenas em caso de sintomas gastrointestinais, como sangramento ou dor abdominal


E

substituir a colonoscopia por pesquisa anual de sangue oculto nas fezes como único seguimento

Produz-se pela hipertrofia e hiperplasia das capas circular e longitudinal do piloro, que gera uma obstrução e dificuldade para a passagem do alimento:


A

Divertículo de Meckel.


B

Polipose longitudinal.


C

Carcinoma de ductos duodenais.


D

Estenose hipertrófica do piloro.

Fissuras anais encontradas fora da linha média são consideradas fissuras atípicas. O diagnóstico diferencial das fissuras inclui:


A

Tuberculose.


B

Retocolite.


C

Cisto pilonidal.


D

Candidíase.

As hemorroidas internas que exteriorizam e reduzem espontaneamente correspondem ao


A

Grau I.


B

Grau II.


C

Grau III.


D

Grau IV.


E

Grau V.

Um paciente imunocompetente, de 32 anos, apresenta múltiplas lesões verrucosas perianais. A biópsia confirma condiloma acuminado associado ao HPV de baixo risco (tipos 6 e 11). Após tratamento com podofilina tópica, há recidiva em três meses. Qual é a melhor conduta a ser adotada?


A

Repetir o tratamento tópico com podofilina semanal por mais 8 semanas.


B

Iniciar imunoterapia com interferon alfa intralesional.


C

Realizar excisão cirúrgica das lesões e cauterização das margens.


D

Introduzir antivirais sistêmicos (aciclovir) por 14 dias.


E

Aplicar ácido tricloriacético (ATA) em consultório.

Durante o estadiamento de um paciente com adenocarcinoma de cólon sigmoide, o exame anatomopatológico mostra invasão da camada muscular própria até a subserosa, com metástases em 4 linfonodos regionais e ausência de metástases à distância. De acordo com a classificação TNM, qual é o estádio correspondente?


A

pT2 N1a M0 – Estádio IIIA.


B

pT3 N2a M0 – Estádio IIIB.


C

pT3 N2b M0 – Estádio IIIC.


D

pT4a N1b M0 – Estádio IIIC.


E

pT3 N1b M0 – Estádio IIIA.

Durante exame sob anestesia, identifica-se, em um paciente, um trajeto fistuloso com orifício interno no canal anal e orifício externo na região glútea, cujo trajeto cruza toda a espessura do esfíncter externo e se abre na pele perineal. De acordo com a classificação de Parks, essa fístula é do tipo


A

interesfincteriana.


B

supraesfincteriana.


C

transesfincteriana.


D

subcutânea.


E

extraesfincteriana.

Paciente do sexo feminino, 56 anos, sem comorbidades, comparece ao ambulatório para realização de colonoscopia para rastreio de câncer colorretal. Nega histórico pessoal ou familiar de neoplasia colorretal. Colonoscopia com achado de 3 pólipos em ceco medindo 8 mm, 12 mm e 23 mm; realizado polipectomias, sendo que o maior foi ressecado em piecemeal. Quando deve ser realizada nova colonoscopia para rastreio?


A

1 ano.


B

3 anos.


C

6 meses.


D

7 anos.


E

5 anos.

Paciente, sexo masculino, 18 anos, teve um episódio de abscesso pilonidal. Ele procurou o pronto atendimento e foi submetido à drenagem do abscesso. Teve boa evolução pós-operatória. O paciente comparece à consulta eletiva com o proctologista para saber quais as chances de a doença reaparecer e é orientado corretamente que o fator de risco menos associado à recidiva é


A

tratamento com antibiótico.


B

abscesso pilonidal com necessidade de drenagem.


C

depilação no pós-operatório.


D

cavidade extensa, com múltiplos sinus e trajetos.


E

obesidade.

Sendo a colonoscopia um importante exame diagnóstico e terapêutico do cólon, é considerado(a) contraindicação absoluta ao exame o(a)


A

preparo de cólon inadequado.


B

diverticulite não complicada.


C

infarto agudo do miocárdio em menos de 6 meses.


D

megacólon tóxico.


E

doença de Crohn com colite intensa.

Paciente, sexo feminino, 55 anos, foi submetida à colectomia direita eletiva devido a tumor de cólon, T3N1M0, com perda de expressão de MLH1 e PMS2 à imuno-histoquímica.


Acerca desse caso, assinale a alternativa correta.


A

Deve-se encaminhar a paciente para adjuvância com 5-FU.


B

É preciso informar que a paciente possui síndrome de Lynch.


C

Deve-se indicar acompanhamento com colonoscopia em 1 ano, CEA a cada 3-6 meses e tomografia anual, sem necessidade de adjuvância.


D

A instabilidade de microssatélite permite selecionar pacientes candidatos à imunoterapia.


E

A perda de expressão de MLH1 e PMS2 indica instabilidade de microssatélite, que é um fator de mau prognóstico.

   
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