Questões de Concurso sobre Coloproctologia

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
1.504 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

O tratamento de escolha para colecistite aguda complicada com abscesso é:


A

antibioticoterapia isolada.


B

drenagem percutânea do abscesso seguida de colecistectomia.


C

colecistectomia laparoscópica de emergência.


D

uso de analgésicos até estabilização clínica.


E

drenagem biliar por CPRE.

Homem de 58 anos, assintomático, comparece à consulta de rotina solicitando "check-up completo para câncer". Tem histórico familiar de câncer colorretal (pai diagnosticado aos 70 anos) e tabagismo ativo de 30 maços/ano. IMC = 27 kg/m2. Sem comorbidades conhecidas. Realizou colonoscopia há 2 anos, normal, e PSA total = 2,8 ng/mL há 6 meses. Nunca realizou outros exames de rastreamento oncológico. Considerando as diretrizes de rastreamento de neoplasias baseadas em evidências científicas, analise as afirmativas a seguir:


I.O rastreamento para câncer de pulmão com tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD) anual está indicado para este paciente, considerando a carga tabágica de 30 maços/ano e idade entre 50-80 anos.

II.O rastreamento para câncer colorretal deve ser mantido com intervalos de 10 anos entre as colonoscopias, uma vez que o exame anterior foi normal e o histórico familiar não configura critério para síndrome hereditária.

III.O rastreamento para câncer de próstata com PSA sérico é recomendado de forma indiscriminada para homens acima de 50 anos, dada a alta prevalência desta neoplasia na população masculina.

IV.O rastreamento para hepatocarcinoma com ultrassonografia e alfafetoproteína semestral não está indicado para este paciente, pois é reservado para indivíduos com cirrose hepática ou hepatite B crônica.


É correto o que se afirma em:


A

III, apenas.


B

I, II e IV, apenas.


C

II e III, apenas.


D

I, II, III e IV.


E

I e IV, apenas.

Durante uma linfadenectomia lateral pélvica em paciente com adenocarcinoma de reto, foi identificada a estrutura assinalada com a letra “x” na imagem a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


(Arquivo pessoal; imagem utilizada com autorização)


Assinale a alternativa que apresenta a estrutura indicada pela letra “x”.


A

Nervo obturatório.


B

Ureter.


C

Nervo esplâncnico pélvico.


D

Ligamento redondo.


E

Nervo hipogástrico.

Mulher de 67 anos procura o pronto-socorro com dor em quadrante inferior esquerdo há cinco dias, associada a náuseas e inapetência. Apesar de ter constipação crônica, refere 2–3 evacuações diarreicas por dia, sem sangue. Há três anos, teve episódio semelhante. Tem histórico de histerectomia com salpingo-ooforectomia bilateral há 15 anos. Sinais vitais: T = 38,8 °C, PA = 122/82 mmHg, FC = 98 bpm. A paciente está em desconforto moderado. Ao exame abdominal: dor e defesa em FIE, massa palpável e dolorosa. Toques retal e vaginal com dor intensa à esquerda. Sangue oculto nas fezes: negativo. Leucócitos = 16.500/mm³. Qual é o próximo passo mais apropriado na investigação diagnóstica?


A

Tomografia de abdome.


B

Sigmoidoscopia flexível.


C

Ultrassonografia pélvica.


D

Cultura de fezes.


E

PCR para Clostridioides difficile nas fezes.

Em relação à doença de Crohn, assinale a alternativa correta.


A

A localização mais comum do acometimento da doença é a região ileocólica.


B

A doença de Crohn afeta exclusivamente a mucosa do trato gastrointestinal.


C

A presença de granulomas epitelioides é fundamental para o diagnóstico da doença.


D

O uso de anti-TNF-α é contraindicado em pacientes com fístulas perianais.


E

O risco de malignização na doença de Crohn é maior do que na retocolite ulcerativa.

Mulher de 45 anos, apresentando melanoma metastático, iniciou ipilimumabe há seis semanas. Há duas semanas, começou quadro de diarreia cinco vezes ao dia, com sangue, dor abdominal e náuseas. O oncologista afastou a hipótese de parasitoses e infecção por Clostridium difficile (CDI). O exame revelou calprotectina fecal = 400mg/kg. Não houve melhora com o uso de loperamida. Nesse caso, a paciente deve:


A

realizar colonoscopia precoce seguida de corticoide e, se não houver melhora, iniciar infliximabe


B

iniciar metronidazol e ciprofloxacina por sete dias e, caso não haja melhora, realizar a colonoscopia


C

fazer profilaxia para colite microscópica com budesonida para evitar intercorrências causadas pelo ipilimumabe


D

tratar com vedolizumabe e realizar a colonoscopia após um mês para reduzir o risco de megacólon tóxico após a colonoscopia

A doença diverticular do cólon tem importante prevalência na população. Uma de suas complicações possíveis é a inflamação do óstio diverticular. Em relação à diverticulite aguda, é correto afirmar que:


A

o risco de complicações como abscesso e peritonite aumenta com a recorrência dos episódios de diverticulite


B

o uso regular de mesalazina é importante ferramenta na prevenção da recorrência dos episódios de diverticulite


C

a colonoscopia deve ser realizada após um episódio de diverticulite complicada, idealmente após a fase aguda, para afastar risco de câncer


D

fatores ambientais, comportamentais e dietéticos exercem grande influência no risco de diverticulite, ao contrário dos fatores genéticos, de pouca relevância nesse caso

Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta sobre a doença diverticular dos cólons.


A

O tratamento inicial da diverticulite complicada em pacientes estáveis consiste em antibioticoterapia oral ambulatorial, independentemente do grau de inflamação.


B

A hemorragia diverticular tem como principal fonte os divertículos do cólon esquerdo devido ao maior número de divertículos nesse segmento.


C

A ressecção eletiva do cólon está indicada após o primeiro episódio de diverticulite aguda em todos os pacientes, devido ao risco elevado de recorrência.


D

A colonoscopia é contraindicada em pacientes com diverticulite aguda devido ao risco de perfuração, sendo recomendada após a resolução do quadro inflamatório.


E

A fisiopatologia da doença diverticular é primariamente associada à hiperplasia linfoide e infiltração de células plasmáticas na mucosa colônica

Na doença de Crohn perianal com fístula complexa e múltiplos abscessos, o tratamento deve incluir


A

esfincterotomia lateral interna.


B

anti-TNF (fator de necrose tumoral) após drenagem e controle séptico.


C

fistulectomia ampla.


D

antibioticoterapia oral isolada.


E

retossigmoidectomia.

Em pacientes com obstrução intestinal por neoplasia colônica, o sinal radiológico mais típico é:


A

nível hidroaéreo em "escada".


B

sinal de "grão de café".


C

dilatação do cólon proximal com obstrução abrupta.


D

espessamento difuso da parede colônica.


E

pneumoperitônio.

Mulher, 22 anos, apresenta há 3 meses quadro de diarreia, dor abdominal e perda de peso de aproximadamente 6 kg. O médico levanta a suspeita de Doença Inflamatória Intestinal (DII) e solicita ________________, um exame nãoinvasivo que tem boa sensibilidade diagnóstica e pode ser útil no monitoramento (avaliação de atividade de doença) da DII. A alternativa que melhor preenche a lacuna acima é:


A

Procalcitonina.


B

Teste de hidrogênio expirado.


C

Anti-gliadina IgA.


D

Sangue oculto nas fezes.


E

Calprotectina fecal.

A doença inflamatória intestinal (DII) é um grupo de distúrbios crônicos caracterizados por inflamação persistente do trato gastrointestinal. As formas mais comuns, responsáveis por 80 a 90% dos casos, são a retocolite ulcerativa (RCU) e a doença de Crohn (DC), ambas apresentando evolução variável e impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir.


I.Os exames laboratoriais estão frequentemente alterados, sendo que o hemograma pode revelar anemia hipercrômica e macrocítica, leucocitose acentuada e trombocitose. Há, com frequência, elevação das provas de atividade inflamatória, como velocidade de hemossedimentação (VHS), e da proteína C reativa.

II.A colonoscopia é o principal exame para diagnóstico da DII, permitindo avaliar a atividade e extensão da doença, detectar complicações como displasia e neoplasia, além de possibilitar a coleta de biópsias. Também é usada para monitorar a resposta ao tratamento, buscando a remissão endoscópica, que se associa a melhor evolução clínica.

III.Na RCU distal, os casos geralmente são moderados ou graves, com febre, astenia, perda de peso, anorexia e diarreia com muco, pus e sangue, além de dor abdominal intensa. Manifestações extraintestinais, como artrite, aftas e eritema nodoso, ocorrem em 20−30% dos casos e podem anteceder os sintomas intestinais.


Está correto o que se afirma em:


A

I, II e III.


B

II e III apenas.


C

I apenas.


D

I e III apenas.


E

II apenas.

São achados encontrados em colecistite aguda:


I. Espessamento da parede maior ou igual a 3 mm.

II. Fluido pericolecístico.

III. Cálculo impactado.


Quais estão corretos?


A

Apenas III.


B

Apenas I e II.


C

Apenas I e III.


D

I, II e III.

Considere um homem de 28 anos de idade, com dor abdominal crônica, diarreia com sangue e perda ponderal. O médico residente solicitou uma colonoscopia, cujo resultado evidenciou lesões contínuas no cólon. O residente prescreveu sintomáticos.


Nesse caso, o preceptor que está supervisionando esse residente deve:


A

Concordar com a conduta, entendendo que o quadro pode melhorar sozinho e a doença tende a evoluir com remissão espontânea.


B

Orientar que o quadro é compatível com retocolite ulcerativa, exigindo tratamento com mesalazina ou imunossupressores, conforme gravidade.


C

Prescrever antibióticos empíricos de rotina, considerando que todo caso de diarreia com sangue deve ser tratado como quadro infeccioso.


D

Recomendar dieta restritiva sem glúten, entendendo que a modificação alimentar isolada seria suficiente como tratamento definitivo.

Homem de 42 anos dá entrada no pronto-atendimento com queixa de dor intensa na região anal iniciada há dois dias. Refere percepção de um “caroço” doloroso no ânus. Apresenta histórico de sangramento evacuatório esporádico. Refere que os sangramentos são raros e que não houve episódios recente após o início dos sintomas que o levaram a buscar atendimento. A anuscopia revela nódulo endurecido, recoberto pela anoderma, doloroso à palpação local e localizado no quadrante lateral esquerdo do ânus. A inspeção dinâmica mostra que o nódulo permanece fixo, endurecido e não sofre influência das manobras de valsalva. O paciente não permitiu toque retal ou inspeção armada (anuscopia rígida) devido a intensa dor local.


Como deve ser a descrição da anuscopia desse paciente?


A

Doença hemorroidária interna com sangramento, sem prolapso.


B

Doença hemorroidária interna com prolapso e redução espontânea.


C

Doença hemorroidária interna com prolapso necessitando de redução manual.


D

Doença hemorroidária interna prolapsada sem redução.


E

Doença hemorroidária externa trombosada.

Paciente, sexo masculino, 50 anos, fez colonoscopia de rastreio, exame completo, com bom preparo intestinal. Foram identificados 2 pólipos sésseis de 3 mm em cólon ascendente e 1 pólipo subpediculado de 5 mm em cólon descendente, todos submetidos à polipectomia. O anatomopatológico revelou: 1. Pólipos de cólon ascendente: adenoma tubular com displasia de baixo grau; 2. Pólipo de cólon descendente: adenoma tubuloviloso com displasia de baixo grau.


Nesse caso, qual é a recomendação para seguimento pós-polipectomia?


A

Nova colonoscopia em 5 anos.


B

Nova colonoscopia em 1 ano.


C

Nova colonoscopia em 6 meses.


D

Nova colonoscopia em 3 anos.


E

Nova colonoscopia imediatamente.

O tratamento inicial da fissura anal aguda inclui


A

analgesia oral simples.


B

cirurgia de avanço de retalho.


C

injeção de toxina botulínica.


D

esfincterotomia lateral.


E

pomadas tópicas com diltiazem ou nitroglicerina.

O tratamento de escolha para proctite ulcerativa leve é


A

sulfassalazina VO.


B

corticoide sistêmico.


C

mesalazina tópica (supositório).


D

imunossupressor.


E

antibiótico VO.

Em relação à anatomia do reto, assinale a alternativa correta.


A

O reto mede, aproximadamente, 25 cm, iniciando-se na junção retossigmoidea (nível de S1) e terminando na linha pectínea.


B

O reto é totalmente intraperitoneal e possui mesentério próprio, o que facilita sua mobilização cirúrgica.


C

A transição reto-sigmoide ocorre ao nível da terceira vértebra sacral (S3), e o reto termina na junção anorretal, marcada pelo músculo puborretal.


D

A irrigação do reto provém exclusivamente da artéria retal superior, ramo direto da artéria mesentérica inferior.


E

O plexo venoso reto inferior drena diretamente na veia porta, sendo a principal via de disseminação hematogênica do câncer retal para o fígado.

O tratamento de escolha para linfogranuloma venéreo é


A

ceftriaxona.


B

doxiciclina.


C

metronidazol.


D

azitromicina dose única.


E

ciprofloxacino.

   
Gerar simulado