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Sobre a linha pectínea, assinale a correspondência adequada.
Divisão fisiológica entre canal anal e ânus.
Transição anatômica entre ânus e reto.
Divisão teórica entre ânus interno e externo.
Divisão embriológica entre endoderma e ectoderma.
Transição funcional entre esfíncter anal interno e externo.
Em um recém nascido com ânus imperfurado, quais outras anomalias precisam ser pesquisadas na suspeita de associação VACTERL?
Vertebral, renal e esofágica.
Vertebral, traqueoesofágica e adrenal.
Vertebral, arco aórtico e estômago.
Válvulas cardíacas, traqueobrônquicas e raízes nervosas.
Vaginal, radial e traqueal.
Em relação ao adenocarcinoma de reto localmente avançado MMR-d (deficiência de mismatch repair), é correto afirmar que
o antiPD-1 é um anticorpo monoclonal utilizado no tratamento de pacientes que apresentam superexpressão de MLH1, MSH1, MSH6 e PMS2.
o uso de quimioterapia padrão ainda é superior ao uso de anti PD-1.
todos os pacientes que realizaram o bloqueio de PD-1 apresentaram resposta clínica completa.
o uso do anti PD-1 resultou em respostas muito significativas, porém nem todos os pacientes apresentaram resposta clínica completa.
foi verificada a resistência intrínseca ao bloqueio PD-1.
Com relação à linfadenectomia no câncer de cólon e reto, assinale a alternativa correta.
A linfadenectomia lateral pélvica para câncer de reto baixo resulta em aumento de sobrevida global, sendo sua execução de extrema importância em pacientes com estadiamento T2N1 em diante.
A linfadenectomia em tumores de reto médio deve incluir os gânglios obturadores e hipogástricos.
A linfadenectomia D3 na colectomia direita envolve a área do tronco gastrocólico de Henle e da borda medial da veia mesentérica superior.
O objetivo da linfadenectomia lateral pélvica é reduzir a necessidade de quimioterapia no tratamento de cancer de reto.
Pela AJCC, para tratamento de câncer de cólon, o número mínimo de linfonodos presentes na peça ressecada de procedimento é 16, para ser o espécime representativo quanto ao estadiamento e ao prognóstico da doença.
Em relação ao carcinoma de canal anal (CEC), assinale a alternativa correta.
É mais comum na população feminina e a ressonância magnética é o exame de escolha para detectar o envolvimento dos esfíncteres e linfonodos inguinais.
Dosagem sérica do marcador tumoral CEA tem alto valor prognóstico.
A ressonância magnética é também utilizada para avaliação de metástases a distância, principalmente para identificação de lesões hepáticas.
No estadiamento TNM, a presença de linfonodos inguinais bilaterais, sem sinais de ruptura capsular, é classificada como N3.
A colonoscopia não deve ser realizada de rotina, pois existe alta probabilidade de disseminação intraluminal da neoplasia.
Quanto aos abscessos perianais, assinale a alternativa correta.
O espaço supraelevador se localiza logo abaixo do espaço isquioanal.
O abscesso em ferradura ocorre quando há propagação do processo infeccioso que acomete o espaço isquioanal e o espaço anal posterior profundo (delimitado pela musculatura elevadora e ligamento anococcígeo).
O espaço interesfincteriano se localiza entre os esfíncteres interno e externo e é limitado inferiormente pela parede do reto.
Os ductos das glândulas anais desembocam nas criptas anais ao nível da linha anocutânea de Hilton.
O espaço anal posterior profundo é limitado inferiormente pela linha denteada.
Em relação às ressecções endoscópicas de lesões malignas colorretais, assinale a alternativa correta.
Podem ser realizadas em casos de adenocarcinoma in situ e lesões T1N0M0, desde que não tenham padrão de cripta de Kudo Vn.
Lesões com estadiamento clínico T1N0M0 de 2 cm com padrão de cripta de Kudo Vn podem ser ressecadas por endoscopia.
Pacientes com estádio I (classificação TNM) sempre devem ser submetidos à ressecção por colonoscopia.
As ressecções endoscópicas não precisam seguir a recomendação de ressecção em bloco, que é realizada para lesões mais avançadas.
Invasão vascular ou angiolinfática não exclui a possibilidade de ressecção endoscópica.
Paciente com 54 anos, sexo feminino, referindo ter sido diagnosticada com quadro de retocele, busca tratamento.
Sobre a patologia, assinale a alternativa correta.
A correção cirúrgica é indicada para todas as retoceles acima de 4 cm.
A escolha cirúrgica deve se basear exclusivamente no tamanho da retocele.
A taxa de recidiva após tratamento cirúrgico da retocele é baixa.
A retocele está presente em ambos os sexos.
No caso de prolapsos multicompartimentais, a estratégia de procedimentos combinados não está indicada.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente os pólipos de colo mais frequentemente encontrados na retocolite ulcerativa.
Adenoma tubular.
Adenoma tubuloviloso.
Adenoma viloso.
Pseudopólipos.
Hamartoma.
Qual é a recomendação mais adequada sobre a remoção de lesões diminutas (≤ 5 mm) e pequenas (6 – 9 mm) durante a colonoscopia?
A polipectomia com alça fria é recomendada para lesões diminutas (≤ 5 mm) e pequenas (6 – 9 mm) devido à sua alta taxa de ressecção completa e perfil de segurança.
A utilização de pinças a quente para a remoção de lesões diminutas (≤ 5 mm) e pequenas (6 – 9 mm) é uma opção adequada por sua segurança e remoção completa.
As pinças frias comuns são o método preferido para remoção de lesões diminutas (≤ 5 mm) devido à sua alta segurança e boas taxas de ressecção completa.
As pinças de biópsia de grande capacidade ou jumbo devem ser usadas para lesões pequenas (6 – 9 mm).
As alças frias não devem ser utilizadas para lesões pequenas (6 – 9 mm) devido à sua menor eficiência em comparação com as alças diatérmicas.
Um homem de 45 anos procura atendimento médico devido a dor anal intensa associada à evacuação, que persiste por várias horas após defecar. Relata histórico de constipação crônica. Ao exame físico, observa-se fissura anal longitudinal em posição posterior, com hiperemia local e hipertonia do esfíncter anal interno. Ele nega febre ou drenagem purulenta. Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo inicial deste paciente?
Realizar cirurgia imediata com esfincterotomia lateral interna.
Prescrever laxativos osmóticos e anestésicos tópicos, além de orientar banhos de assento.
Iniciar antibióticos de amplo espectro para prevenir abscessos perianais.
Solicitar colonoscopia para excluir malignidade como causa da dor anal.
Realizar drenagem imediata de abscesso perianal.
O conhecimento sobre a doença diverticular do cólon modificou-se de forma significativa nas últimas décadas.
Sobre a diverticulite aguda, assinale a alternativa correta.
Os abscessos pélvicos entre 2,0 e 4,0 cm devem ser sempre puncionados de forma guiada por tomografia ou ultrassonografia.
A diverticulite aguda em pacientes abaixo de 40 anos apresenta mortalidade mais elevada e sempre requer tratamento cirúrgico.
No tratamento da diverticulite aguda Hinchey IV, são preconizadas a ressecção e a drenagem videolaparoscópica.
Mulheres com histerectomia prévia têm maior incidência de fístula colovesical na diverticulite aguda do que as outras mulheres.
Abscessos maiores que 5,0 cm devem ser preferencialmente drenados por videolaparoscopia.
A síndrome do intestino curto cursa com grande morbidade nos pacientes afetados, necessitando de manejo multidisciplinar especializado.
A sua principal causa é a(o)
atresia jejunal.
aganlionose colônica total.
enterocolite necrotizante.
gastrosquise.
volvo de intestino médio.
Paciente de 74 anos, sexo feminino, vem ao ambulatório para avaliação de quadro iminentemente proctológico. Ao exame físico, à manobra de valsalva, encontra-se o seguinte achado:

(Arquivo pessoal; imagem utilizada com autorização)
A respeito do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
A paciente deve ter pontuação baixa pela Escala de Cleveland Clinic Florida (Wexner), que avalia a continência anal.
Tratando-se de patologia cirúrgica, a abordagem é por via abdominal (retopexia e suas variantes).
A incidência de prolapso de órgãos pélvicos é de até 40% da população feminina, e até 30% destes casos apresentam prolapso retal.
Obrigatoriamente a paciente deve apresentar grau severo de constipação intestinal.
A paciente não apresenta indicação de fisioterapia pélvica.
Sobre a malignização na doença inflamatória intestinal, é correto afirmar:
a colonoscopia em busca de lesões pré-neoplásicas deve ser iniciada após 5 anos de evolução da doença.
após 10 anos da doença, o risco de câncer dos pacientes com colite esquerda eleva-se para o mesmo valor da pancolite.
a extensão do comprometimento do intestino grosso não se associa com a variação do risco para câncer.
pacientes com colangite esclerosante primária possuem incidência 10 vezes maior para doença inflamatória intestinal.
pacientes com RCUI possuem risco duas a três vezes maior de câncer, caso possuam antecedente familiar de adenocarcinoma esporádico de intestino grosso.
A principal complicação de diverticulite aguda não tratada é:
Isquemia intestinal.
Abscesso pericolônico.
Hemorragia digestiva alta.
Perfuração do esôfago.
Obstrução intestinal alta.
Em relação ao vírus do papiloma humano (HPV) envolvido na formação de condilomas anais, assinale a alternativa correta.
A vacinação contra HPV não tem eficácia na prevenção de lesões anogenitais.
O HPV é um vírus de RNA de fita simples, pertencente à família Retroviridae.
A infecção pelo HPV de baixo risco está invariavelmente associada a carcinoma anal.
Os subtipos 6 e 11 são os mais frequentemente associados a condilomas anais.
Os subtipos 16 e 18 são os principais responsáveis pelas verrugas anais.
Paciente do sexo masculino, 36 anos, apresenta drenagem purulenta intermitente por orifício externo localizado a aproximadamente 5 cm da margem anal, na linha média posterior. Ao exame digital, há induração ao longo do trajeto posterior do canal anal, mas sem orifício interno visível.
Com base na regra de Goodsall-Salmon, qual é o trajeto fistuloso mais provável neste paciente?
Trajeto lateral longo, típico de fístulas supraesfincterianas.
Trajeto oblíquo que cruza o esfíncter interno na linha média anterior.
Trajeto posterior em linha curva até a linha média posterior do canal anal.
Trajeto anterior em linha reta até o canal anal.
A regra de Goodsall-Salmon não se aplica em fístulas com mais de um orifício externo.
A principal complicação de um abscesso perianal não tratado adequadamente é:
infecção urinária.
incontinência fecal.
formação de fístula anal.
hemorroida trombosada.
prolapso retal.
O tabagismo, um fator de risco modificável, está relacionado à piora do curso clínico da doença de Crohn, aumentando o risco de recidiva e a necessidade de intervenções cirurgicas.
Certo
Errado