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Nas patologias do intestino delgado, em relação ao uso da enteroscopia assistida por balão, é correto afirmar que o(a):
procedimento deve ser feito sempre com uso de CO2
anestesia geral é a opção de sedação preferencial
rota retrógrada é a via preferencial na dúvida
uso de fluroscopia deve ser de rotina
Um paciente de 42 anos foi atendido na UBS com queixa de diarreia, hematoquezia e dor abdominal baixa e tenesmo de início há 5 dias. Ao exame, sem outras manifestações clínicas.
Foi indicada colonoscopia, que evidenciou mucosa do reto inflamada apresentando-se com diminuição da trama vascular submucosa e edema. Restante do cólon sem alterações.
O tratamento indicado na fase aguda para o paciente é:
enema de mesalazina de 1g/dia + mesalazina por via oral na dose de 2,4 a 4,8g ao dia;
supositório de mesalazina 1g/dia + prednisona 40mg/dia;
enema de mesalazina de 1g/dia + mesalazina por via oral na dose de 2,4 a 4,8g ao dia + prednisona 40mg ao dia;
mesalazina por via oral na dose de 2,4 a 4,8g ao dia + prednisona 40mg ao dia;
supositório de mesalazina 1g/dia.
Durante avaliação de rotina, uma paciente de 51 anos relata que vem percebendo sangue vivo misturado às fezes em algumas evacuações nos últimos meses. Refere ainda cansaço progressivo, sem febre, dor anal ou alterações no apetite. Nega antecedentes pessoais ou familiares de doença intestinal. O exame físico é normal, exceto por conjuntivas discretamente hipocoradas. Exames laboratoriais mostram hemoglobina de 10 g/dL e ferritina de 4 ng/mL. A paciente relata uso regular de fibras e boa ingesta hídrica. Considerando o quadro clínico, qual é a melhor conduta a ser adotada inicialmente?
Iniciar ferro oral e agendar retorno ambulatorial em três meses.
Tratar empiricamente como hemorroida e orientar mudança de dieta.
Solicitar ultrassonografia transvaginal para descartar causas ginecológicas de anemia.
Encaminhar para colonoscopia para investigação de hemorragia digestiva baixa.
Solicitar tomografia abdominal contrastada como exame de primeira escolha.
Um homem de 72 anos procurou o pronto-socorro por ter apresentado há 2 semanas hematoquezia indolor; está corado e estável hemodinamicamente. O exame proctológico do paciente (inspeção estática, dinâmica, toque retal e anuscopia) não demonstrou patologias. Foram indicados internação e preparo de cólon para colonoscopia, realizada a contento, que revelou múltiplos divertículos no cólon sigmoide sem sinais de sangramento ativo.
Qual foi a causa mais provável do sangramento do paciente?
Doença diverticular dos cólons.
Doença hemorroidária interna.
Neoplasia colorretal.
Angiodisplasia do cólon.
Colite isquêmica.
Os corticosteroides são indicados para indução de remissão em crises moderadas a graves, mas não são recomendados para manutenção a longo prazo devido aos efeitos colaterais significativos.
Certo
Errado
Mulher de 32 anos, assintomática e com exame clínico normal, teve como resultado de seu exame periódico preventivo a presença de HPV 16. De acordo com as novas diretrizes do Ministério da Saúde, publicadas em agosto de 2025, a conduta correta para o caso é
realizar colpocitologia oncótica.
repetir o exame em 4 meses, acrescido de colpocitologia oncótica.
realizar colposcopia e, se necessário, biópsia.
realizar imuno-histoquímica.
tratamento com imiquimode.
Paciente do sexo masculino, 62 anos, com história de constipação crônica progressiva, distensão abdominal recorrente e episódios de fecaloma, nega sangramentos ou perda ponderal significativa. Tem como antecedente megaesôfago, tratado com miotomia. Ao exame físico, apresenta abdome globoso e timpanismo difuso. Radiografia simples de abdome mostra dilatação importante do cólon, especialmente no segmento descendente e sigmoide. A colonoscopia não ultrapassa a flexura esplênica devido à distensão e acentuada redundância colônica.
Com base nesse quadro, assinale a alternativa correta sobre megacólon chagásico.
A fisiopatologia envolve a desfuncionalização do plexos nervosos com comprometimento da peristalse colônica.
O exame histológico mostra aumento da densidade neuronal intramural e hipertrofia das fibras musculares lisas.
O tratamento clínico com procinéticos é curativo na maioria dos casos com fecaloma recorrente.
A proctocolectomia total com bolsa ileal é a cirurgia de escolha na maioria dos casos.
O comprometimento funcional decorre de hipermotilidade associada à hiperestimulação simpática do plexo mioentérico.
Assinale a alternativa correta sobre a polipose adenomatosa familiar (PAF).
A mutação do gene APC, localizada no cromossomo 5q21, segue padrão de herança autossômico recessivo.
A mutação do gene MSH2 é a mais comum na PAF clássica, associada à presença de pólipos hamartomatosos.
A mutação germinativa do gene APC segue padrão dominante.
A presença de múltiplos pólipos hamartomatosos é suficiente para diagnóstico de PAF, independentemente de teste genético.
É causada por mutações somáticas do gene TP53 e está associada ao câncer de cólon em idosos.
Assinale a alternativa correta sobre a síndrome do intestino irritável (SII).
A causa da SII é desconhecida, a fisiopatologia não é completamente compreendida, e o tratamento é sintomático, com dieta e medicamentos sintomáticos.
A hiperalgesia visceral é um dos sintomas mais característicos da SII, e os pacientes acometidos sempre têm como primeira manifestação uma diarreia aguda.
É recomendada dieta rica em gordura e em oligossacarídeos fermentáveis.
Em vários casos há uma evolução desfavorável para ulcerações que devem ser retiradas cirurgicamente.
As populações mais acometidas pela SII são as de não-brancos e jovens de menos de 20 anos de idade.
Paciente do sexo feminino, 58 anos, assintomática, foi submetida a colonoscopia de rastreamento, que identificou lesão de 2 cm, localizada a 8 cm da margem anal. A biópsia revelou adenocarcinoma bem diferenciado. A ressonância magnética de pelve demonstrou lesão restrita à submucosa, sem invasão da muscular própria, sem envolvimento linfonodal e sem sinais de invasão da fáscia mesorretal. Exames laboratoriais e tomografia de tórax e abdome sem alterações.
É correto afirmar que
a polipectomia convencional é suficiente, desde que associada à margem lateral de segurança de 5 mm.
a cirurgia endoscópica transanal (TEO) e TAMIS podem ser consideradas para o caso.
a excisão local com cirurgia minimamente invasiva transanal (TAMIS) é preferível em casos de reto baixo, próximo à linha pectínea, e, portanto, não se aplica ao caso em questão.
a dissecção endoscópica da submucosa (ESD) é preferível à TAMIS nesse caso, pois permite ressecção em bloco e linfadenectomia.
deve ser realizada a retossigmoidectomia com excisão total do mesorreto após terapia neoadjuvante.
Homem de 26 anos, portador de doença de Crohn há 5 anos, apresenta dor abdominal recorrente, distensão pós-prandial e perda ponderal progressiva nos últimos meses. Já foi internado duas vezes por suboclusão e está em uso de imunobiológico, com resposta parcial. A enterotomografia evidencia estenose fibrosa de cerca de 6 cm em íleo terminal, sem sinais de fístula ou abscesso, com válvula ileocecal preservada. Não há outras áreas acometidas no trato digestivo.
Diante desse cenário, a melhor abordagem cirúrgica inicial é:
enteroplastia de estenose ileal por técnica de Heineke-Mikulicz.
colectomia direita oncológica, com linfadenectomia mesocólica.
derivação íleo-transversa com preservação do segmento estenosado.
ressecção ileal ampla com margens alargadas, incluindo válvula ileocecal.
ileostomia em alça como medida descompressiva temporária.
Um homem de 45 anos procura atendimento ambulatorial por sangramento anal recorrente há cerca de três meses. Relata sangue vermelho vivo no papel higiênico e, ocasionalmente, no vaso sanitário, geralmente após evacuações com esforço. Nega dor, perda de peso ou alteração do hábito intestinal. Ao exame físico, apresenta-se bem, com sinais vitais normais. O toque retal é indolor e sem massas palpáveis, mas à inspeção anal observa-se prolapso de estruturas avermelhadas que reduzem espontaneamente. Com base nesse quadro, qual é o diagnóstico mais provável?
Fissura anal crônica.
Hemorroida interna grau II.
Hemorroida externa trombosada.
Pólipos retais.
Prolapso retal completo.
A principal causa de abscesso anorretal é
infecção por HPV.
fissura anal.
hemorroida trombosada
doença de Crohn.
criptoglandulite.
Paciente de 28 anos, sexo feminino, com doença celíaca recém diagnosticada, refere que vinha apresentando diarreia, 8 episódios por dia, por 3 meses. Durante o período evoluiu com astenia, mas nega sangramentos. Exames laboratoriais evidenciam Hb 9,0g/dl Ht 27% VCM 114fl 6000 leucócitos 160 mil plaquetas, Ferro 80mcg/dL, capacidade total de ligação do ferro 240, Índice de saturação da transferrina 33% Ferritina 110ng/mL Vitamina B12 109ng/L Ácido fólico 6ng/mL. Qual a conduta correta para manejo desta paciente neste momento?
Iniciar suplementação de ácido fólico.
Iniciar suplementação de vitamina B12.
Solicitar dosagem de homocisteína com retorno em 1 semana para definição etiológica da anemia e início de terapia.
Solicitar dosagem de homocisteína e ácido metilmalônico com retorno em 1 semana para definição etiológica da anemia e início de terapia.
Iniciar suplementação de ácido fólico e vitamina B12.
Assinale a assertiva correta sobre a avaliação do câncer colorretal.
Dentre os pacientes com câncer de cólon com menos de 50 anos, cerca de 60% apresentam uma mutação germinativa associada ao câncer de cólon.
Com o advento da indicação sistemática de colonoscopia no rastreamento colorretal, a maioria dos tumores é diagnosticada em indivíduos assintomáticos.
É recomendada uma avaliação endoscópica completa da mucosa colorretal antes da cirurgia para detectar cânceres sincrônicos, que estão presentes em cerca de 25% dos pacientes com câncer de cólon esporádico.
A dosagem do antígeno carcinoembriônico (CEA) deve ser realizada no pré-operatório, uma vez que representa fator preditivo independente de sobrevida global em pacientes com câncer de cólon em estágio I a III.
Paciente masculino, de 73 anos, previamente hígido, procurou a UBS por apresentar quadro de início súbito de mal-estar, calafrios, febre de até 38,5oC, mialgia, disúria e dor perineal. Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a assertiva correta.
Toque retal pode revelar uma próstata aumentada, com consistência firme.
Massagem prostática vigorosa deve ser realizada para coleta de material para exame.
PSA aumentado é fundamental para o diagnóstico.
Solicitação de ultrassonografia da próstata deve fazer parte da avaliação inicial.
Homem, 55 anos, assintomático e sem antecedentes familiares, procura médico para rastreamento de câncer colorretal. Considerando as principais diretrizes brasileiras e internacionais, qual é a recomendação atual para início do rastreio na população geral?
A colonoscopia está indicada apenas se surgirem sintomas intestinais, não havendo recomendação de rastreamento para indivíduos assintomáticos.
O rastreamento deve ser iniciado apenas aos 60 anos, pois antes dessa idade não há benefício comprovado em pacientes sem fatores de risco.
O teste de sangue oculto nas fezes pode ser utilizado como método de rastreamento e deve ser iniciado aos 50 anos na população geral.
A colonoscopia é o único método validado e deve ser realizada a cada 5 anos em todos os indivíduos de risco médio.
O rastreamento deve ser iniciado aos 45 anos em indivíduos de risco médio, podendo ser feito com colonoscopia ou testes não invasivos.
O intestino delgado, formado pelo duodeno, jejuno e íleo, é o principal local de finalização da digestão e absorção dos nutrientes. Sua estrutura é altamente especializada para maximizar a absorção: a superfície interna apresenta pregas circulares, vilosidades intestinais e microvilosidades, que ampliam significativamente a área de contato com o quimo, favorecendo a eficiência dos processos digestivos e absortivos. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.O duodeno é um tubo em forma de C, com cerca de 25 cm, situado entre o estômago e o jejuno. Quase todo retroperitoneal, ele recebe bile e suco pancreático pela ampola hepatopancreática, que drena na papila maior do duodeno.
II.O jejuno, que se estende do duodeno ao íleo, difere histologicamente do resto do intestino delgado pela presença de glândulas compostas túbulo-alveolares, que secretam muco e são muito numerosas.
III.O íleo compõe os 2 metros finais do intestino delgado. A porção terminal do íleo se abre no lado medial do ceco através do óstio ileal. Nódulos linfáticos, chamados placas mesentéricas (de Peyer), são abundantes nas paredes do íleo.
Está correto o que se afirma em:
I e II apenas.
I, II e III.
II apenas.
I e III apenas.
II e III apenas.
Paciente do sexo masculino, 67 anos, no pós-operatório de colectomia total com ileostomia terminal, evolui com débito estomal de aproximadamente 1 litro por dia. Apresenta sinais de desidratação e distúrbios eletrolíticos. Foi iniciada loperamida via oral como parte do manejo clínico.
Com relação ao mecanismo de ação da loperamida, é correto afirmar que
atua como antagonista dos receptores serotoninérgicos 5-HT3, inibindo secreção entérica.
reduz a secreção colônica por bloqueio dos canais de cloro na mucosa intestinal.
age como inibidor da enzima acetilcolinesterase, aumentando o tônus do esfíncter anal.
bloqueia os canais de cálcio da musculatura lisa intestinal, promovendo relaxamento e absorção.
estimula os receptores opioides μ periféricos, diminuindo o peristaltismo intestinal.
Paciente do sexo feminino, 58 anos, com histórico de partos vaginais múltiplos, apresenta episódios de escape fecal para roupas íntimas e urgência evacuatória nos últimos meses. A manometria anorretal mostra pressão basal diminuída do esfíncter interno e tempo de retenção retal reduzido. A ultrassonografia endoanal não evidencia lesões anatômicas relevantes. Foi proposto tratamento conservador com reabilitação por biofeedback.
Com relação à terapia com biofeedback para incontinência anal, é correto afirmar que
o uso a técnica é contraindicado em pacientes com incontinência por urgência fecal.
a técnica visa melhorar a coordenação entre percepção retal, controle voluntário e resposta esfincteriana.
a técnica utiliza estímulo elétrico direto para causar contrações automáticas do esfíncter anal externo.
o principal objetivo da técnica é o fortalecimento da musculatura glútea e do assoalho pélvico.
a técnica é indicada apenas para pacientes com ruptura anatômica documentada do esfíncter.