

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
O adenocarcinoma gástrico é o câncer mais frequente do estômago. A maioria se localiza no terço distal, porém, nos últimos anos, tem-se notado um aumento dos cânceres proximais. O linfoma gástrico do tipo MALT (mucosa associate lymphoma tissue) também tem sido mais comumente descrito. Nesse contexto, no que diz respeito ao tratamento cirúrgico, assinale a alternativa correta:
A primeira porção duodenal deve ser incluída na ressecção quando a lesão gástrica está próxima ao piloro. Nos pacientes com doença inicial, é preferível a reconstrução em Billtoth. Em pacientes com mau prognóstico, deve-se utilizar o Y de Roux.
Nos cânceres da cárdia ou em que haja invasão esofagiana maior, deve-se evitar a gastrectomia proximal e utilizar a esofagectomia transmediastinal. A reconstrução pode ser realizada com o remanescente gástrico. Anastomose gastroesofagiana deve ser cervical, como última hipótese. Caso o estômago não seja longo o suficiente, mesmo após sua mobilização, utiliza-se o seguimento de cólon que tenha vascularização e mobilidade melhor para alcançar a região cervical.
A ressecção endoscópica de lesões superficiais deve ser feita tendo-se em vista uma margem cirúrgica adequada (maior que 6 cm) e limites negativos ao exame de congelação. Nos cânceres distais, uma ressecção a 3/5 é suficiente.
Havendo invasão da cabeça do pâncreas, em situações excepcionais, a gastroduodenopancreatectomia pode ser necessária para assegurarmos margens livres. Como na maioria desses pacientes existe comprometimento linfonodal, é necessário só realizar essa ressecção alargada em pacientes nos quais existe a possibilidade de se assegurar uma linfadenectomia do tipo RO e com equipe cirúrgica com experiência em ressecção pancreática.
A anastomose esôfago-jejunal com grampeador circular deve sempre ser testada por meio de instilação de soro por cateter nasoentérico. Em caso de dúvida, o reforço da anastomose deve ser feito com alguns pontos separados para assegurar sua integridade. É preferível a jejunostomia alimentar de rotina ao tubo do tipo Oobbhoff para a alimentação pós-operatória.