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Enfermeiro da Estratégia Saúde da Família (ESF) está acompanhando, em uma comunidade de alta vulnerabilidade social, uma gestante adolescente que manifesta recorrentemente ao profissional seu desejo de não envolver a família na gestação, temendo represálias e violência doméstica. Durante as visitas, a adolescente apresenta sinais de sofrimento psicológico e entrega ao profissional um diário com relatos de experiências sensíveis. O enfermeiro deve tomar uma decisão ética e bioética sobre o sigilo das informações obtidas. Em relação à conduta mais eticamente adequada, o profissional deve
encaminhar o caso para os órgãos de proteção social, especialmente pela gravidade dos relatos, pois a atenção primária deve compartilhar casos potenciais de conflito familiar com a rede de proteção.
revelar integralmente as informações à equipe multiprofissional e aos gestores, priorizando a integralidade do cuidado e o cumprimento das metas do serviço, uma vez que a situação transcende o escopo da ESF.
proceder à quebra do sigilo, comunicando à família, devido ao princípio da autonomia compartilhada que fundamenta a atuação da atenção primária à saúde em cenário de alta vulnerabilidade social.
manter o conteúdo confidencial e compartilhar informações apenas quando indispensáveis à proteção do adolescente e, mesmo assim, buscando o seu consentimento, em respeito à autonomia, sigilo profissional e bioética da proteção.
subordinar a decisão individual à maioria da equipe, acatando a deliberação coletiva, uma vez que o princípio da justiça distributiva se sobrepõe ao sigilo em cenários de vulnerabilidade social.