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Durante uma ação educativa na UBS, a equipe multiprofissional debateu as vantagens da vacinação como uma estratégia de promoção da saúde na Atenção Primária à Saúde (APS).
Qual das ações melhor representa o papel de um profissional no cuidado primário ao abordar a hesitação vacinal?
Tomar a decisão de vacinar diretamente, independentemente do consentimento informado dos responsáveis no caso de crianças.
Adotar uma abordagem punitiva para usuários que se recusam a se vacinar.
Reforçar que a vacinação é obrigatória para todos os cidadãos, independentemente de crenças individuais.
Esclarecer dúvidas sobre vacinas com base em informações científicas, promovendo confiança e adesão às campanhas de imunização.
Orientar os usuários sobre os riscos de doenças, apenas, enquanto minimiza os possíveis efeitos adversos das vacinas.
Dona Rosa, 82 anos, apresenta queda da pressão arterial ao assumir posição ortostática durante a avaliação clínica na Atenção Primária à Saúde.
Considerando o quadro e as condutas recomendadas para idosos, assinale a alternativa que apresenta a abordagem mais apropriada.
Presença de síncope neurocardiogênica; encaminhar imediatamente ao nível terciário.
Suspeita de AVC isquêmico transitório; priorizar neuroimagem.
Hipotensão postural; ajustar medicações em uso e orientar medidas para evitar quedas bruscas.
Hipotensão postural; hidratação e retorno.
Pré-síncope; orientar apenas hidratação oral e novo controle em consulta de rotina.
Durante atendimento em uma Unidade Básica de Saúde, a médica da ESF atende M.R., 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, com baixa adesão ao tratamento e múltiplas faltas às consultas. Em visita domiciliar, a profissional identifica agravamento do quadro, com sinais de infecção em ferida no pé, indicando necessidade de encaminhamento imediato para atenção especializada.O paciente, lúcido e orientado, recusa formalmente o encaminhamento, afirmando não desejar internação. A médica registra a recusa no prontuário, mas, preocupada com possível responsabilização futura, decide não comunicar a situação à equipe multiprofissional nem à coordenação da UBS, tampouco discute alternativas terapêuticas com o paciente, limitando-se a respeitar sua decisão.
À luz do Código de Ética Médica (CFM nº 2.336/2023), dos princípios éticos e deontológicos da prática médica e das responsabilidades civil, ética e penal do médico, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
A conduta foi inadequada, visto que a médica deveria ter acionado compulsoriamente autoridade policial ou judicial, pois a recusa caracteriza abandono terapêutico passível de sanção penal imediata.
A conduta foi inadequada, pois, embora a autonomia do paciente deva ser respeitada, o médico tem dever ético de esclarecer riscos, discutir alternativas terapêuticas, compartilhar o caso com a equipe e registrar adequadamente.
A conduta foi inadequada, visto que a médica deveria desconsiderar a decisão do paciente e providenciar o encaminhamento compulsório, uma vez que a beneficência se sobrepõe à autonomia em qualquer situação clínica.
A conduta foi correta, pois o princípio da autonomia do paciente é absoluto, isentando o médico de qualquer responsabilidade ética, civil ou penal após a recusa formal registrada em prontuário.
Um homem de 61 anos procura uma Unidade Básica de Saúde relatando mal-estar há cerca de 90 minutos, com dor epigástrica em pressão, irradiando para dorso, associada a sudorese fria e náuseas. É hipertenso, diabético tipo 2 e tabagista. Nega dor torácica típica no momento da consulta. Ao exame: PA 150/95 mmHg, FC 96 bpm, SatO₂ 96% em ar ambiente, ausculta cardíaca sem sopros, pulmões sem estertores. A UBS dispõe de eletrocardiograma (ECG), mas não realiza dosagem de troponina. O ECG mostra: infradesnivelamento de segmento ST de 1 mm em DII, DIII e aVF, com inversão de onda T em V4–V6.
Qual a conduta diagnóstica mais adequada nesse cenário?
Aguardar evolução clínica e repetir o ECG em 24 horas, uma vez que a UBS não dispõe de marcadores de necrose miocárdica.
Classificar o quadro como baixo risco para evento cardiovascular agudo e encaminhar para avaliação ambulatorial com cardiologia eletiva.
Descartar IAM, pois a ausência de dor torácica típica e de supra de ST afasta síndrome coronariana aguda, devendo o paciente ser tratado como dispepsia.
Reconhecer quadro compatível com Síndrome Coronariana Aguda sem supradesnivelamento do ST, iniciar manejo inicial na APS e encaminhar o paciente para unidade de urgência/emergência.
A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Costa, residente em uma comunidade urbana com alto índice de doenças crônicas, baixa adesão a tratamentos e barreiras socioeconômicas.
Durante as visitas domiciliares, a equipe identifica:
Considerando as diretrizes atuais de tratamento da HAS, MCCP e APS, qual a conduta mais adequada neste caso?
O tratamento da HAS deve focar na prescrição medicamentosa do pai, visto que mudanças de hábitos de vida tem pouco impacto no controle pressórico.
O manejo da HAS deve incluir tratamento medicamentoso para o pai e mudança de estilo de vida para a família, com abordagem individualizada decisão compartilhada.
O tratamento medicamentoso da HAS para este paciente só deve ser iniciado após 3 meses de mudança de estilo de vida, pois se trata de um paciente classificado como HAS estágio 1.
A equipe deve fornecer informações sobre dieta e exercícios, para o pai e para a mãe, priorizando a mudança de comportamento da família, visto que a literacia em saúde desta família é alta e facilitará a adesão ao tratatamento.


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Uma Unidade Básica de Saúde atende um território com elevada vulnerabilidade social, alta prevalência de doenças crônicas e frequentes demandas espontâneas. A equipe é composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, agentes comunitários de saúde, dentista, assistente social e psicólogo do NASF/eMulti. Diante de dificuldades no acompanhamento de usuários com múltiplas necessidades (clínicas, sociais e familiares), a coordenação da unidade propõe fortalecer o trabalho em equipe na APS, alinhado aos princípios do SUS, da clínica ampliada e da atenção centrada na pessoa.
Considerando o trabalho em equipe na Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa mais adequada.
Organizar o cuidado a partir da atuação integrada da equipe multiprofissional, com comunicação verticalizada e corresponsabilização pelo usuário e pela família.
Construção compartilhada do plano de cuidado, reconhecimento das competências de cada profissional e corresponsabilização pelo acompanhamento dos usuários.
Encaminhar usuários com demandas sociais para outros setores, valorizando a clínica ampliada e cuidado centrado na pessoa e reduzir a sobrecarga da APS.
Manter divisão de tarefas, com decisões clínicas centralizadas no médico e decisões administrativas e gerenciais com o enfermeiro, para otimizar o tempo de atendimento, a satisfação do paciente e a organização da equipe.
Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha uma família de quatro membros: mãe, pai e dois filhos adolescentes. Recentemente, a mãe foi diagnosticada com diabetes tipo 2, o pai apresenta hipertensão arterial controlada e o filho mais velho foi identificado com sintomas leves de ansiedade escolar. Durante a visita domiciliar, a equipe observa dificuldades de comunicação entre os membros da família, resistência a mudanças de hábitos e sobrecarga de responsabilidades da mãe. Considerando os princípios da abordagem familiar na APS, assinale a alternativa correta.
O acompanhamento deve focar exclusivamente na mãe diabética, pois é o paciente de maior risco clínico, e os demais membros da família devem ser avaliados apenas se apresentarem sintomas específicos.
A equipe deve aplicar protocolos padronizados para cada doença individualmente, sem considerar interações familiares ou contexto social, priorizando eficiência técnica sobre abordagem relacional.
A abordagem familiar envolve análise conjunta de saúde física, mental e social de todos os membros, identificação de fatores de risco e proteção, promoção de vínculos e estratégias de autocuidado compartilhadas.
A abordagem familiar na APS deve ser restrita a entrevistas individuais, pois visitas domiciliares e discussões familiares podem gerar conflitos desnecessários e extrapolar responsabilidades da equipe.
Durante a implementação de um novo programa de Atenção Primária à Saúde em um município, a equipe da UBS deseja garantir que a população participe ativamente das decisões, de acordo com os princípios do SUS e a legislação vigente. O gestor municipal propõe que todas as decisões sobre prioridades de saúde sejam tomadas exclusivamente pela equipe técnica da secretaria de saúde, sem convocar representantes da comunidade ou usuários. Alguns membros do Conselho Municipal de Saúde contestam a medida, alegando que a ausência de participação popular viola o controle social previsto na legislação. Considerando os princípios e instrumentos da participação popular no SUS, assinale a alternativa correta.
A participação popular é um direito e dever constitucional, garantindo que usuários, trabalhadores e gestores atuem conjuntamente em conselhos de saúde e conferências, deliberando sobre políticas e prioridades de saúde e fiscalizando sua execução.
A participação popular é facultativa; o gestor municipal pode definir prioridades de saúde sem consultar conselhos ou usuários, desde que justifique tecnicamente as decisões.
O controle social no SUS se limita à apresentação de sugestões e reclamações individuais pelos usuários, não sendo necessária a participação deliberativa em conselhos ou conferências.
A criação de comitês internos formados apenas por gestores é suficiente para garantir participação popular, pois a comunidade pode ser consultada apenas informalmente quando necessário.
Paciente de 70 anos com história de tabagismo apresenta claudicação intermitente em membro inferior direito. Ao exame físico, identifica-se ausência de pelos, unhas espessadas e úlcera no calcâneo direito com contornos regulares, fundo limpo e muito dolorosa. Sobre o caso, é CORRETO afirmar que:
As características da úlcera (localização calcâneo, contornos regulares, muito dolorosa) indicam úlcera arterial de Martorell.
As características da úlcera (contornos regulares, fundo limpo, muito dolorosa) indicam origem venosa por hipertensão crônica.
A localização no calcâneo com dor intensa é típica de úlcera neuropática, devendo investigar diabetes mellitus.
Úlcera em calcâneo com alterações ungueais indica úlcera mista arteriovenosa, requerendo tratamento combinado.
Mulher, 45 anos, realizou TC de tórax por pneumonia, com achado incidental de nódulo pulmonar sólido de 5 mm, margens regulares, no pulmão esquerdo. Nega tabagismo e outros fatores de risco para câncer de pulmão. Assintomática após resolução do quadro infeccioso. Assinale a alternativa correta sobre a conduta adequada.
TC de tórax entre 6 e 12 meses e, se estável, repetir a cada 2 anos até 5 anos.
TC de tórax de controle em 12 meses.
Não é necessário seguimento.
TC de tórax entre 3 e 6 meses e entre 18 e 24 meses.
TC de tórax entre 6 e 12 meses e considerar novo exame entre 18 e 24 meses.


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Em adultos residentes no sul do Brasil, especialmente durante o inverno, a menor incidência de radiação solar reduz a síntese cutânea de vitamina D. Do ponto de vista fisiopatológico, a manutenção desse estado de hipovitaminose D leva principalmente ao(à):
Hipocalcemia persistente com supressão da secreção de paratormônio.
Redução da reabsorção óssea, com aumento da densidade mineral óssea.
Aumento da fosfatemia por maior ativação renal da vitamina.
Hipercalcemia decorrente da mobilização excessiva de cálcio ósseo.
Diminuição da absorção intestinal de cálcio, levando a hiperparatireoidismo secundário e aumento da reabsorção óssea.
Um paciente hipertenso e diabético de longa data procura a UBS para avaliação periódica. Ele apresenta (Unidade Básica de Saúde) exames estáveis e não há sinais de complicações. O médico decide reavaliar cuidadosamente a necessidade de cada medicação, evitar exames desnecessários e explicar os riscos de procedimentos invasivos que não trariam benefício adicional.
Qual princípio da Medicina de Família e Comunidade está sendo aplicado?
Iatrogenia.
Longitudinalidade.
Integralidade.
Eficiência.
Prevenção quaternária.
Criança de 9 anos é trazida à UBS pelos pais com tosse frequente há 6 semanas, sem febre, sem (Unidade Básica de Saúde) expectoração purulenta e sem alterações no ganho de peso. Refere episódios de chiado ocasional à noite, especialmente em dias de atividades físicas na escola. Antecedentes pessoais: histórico de rinite alérgica leve, sem hospitalizações recentes. Antecedentes familiares: mãe asmática. O exame físico revela pulmões sem sibilos à ausculta, boa saturação e sinais vitais normais. Os pais relatam exposição à poeira doméstica e poucos momentos de atividade física ao ar livre. O objetivo do atendimento é identificar causas, reduzir riscos e evitar intervenções desnecessárias.
Diante deste quadro, como conduzir a consulta?
Solicitar radiografia torácica e exames laboratoriais complementares, priorizando investigação diagnóstica inicial, antes de prescrever medicações.
Realizar avaliação detalhada do histórico respiratório e ambiental, orientar os pais sobre medidas preventivas, registrar frequência e características da tosse e planejar acompanhamento longitudinal com atenção à evolução dos sintomas antes de prescrever medicamentos controlados.
Prescrever medicação antitussígena ou broncodilatadora conforme sintomas, considerando melhora temporária enquanto observa evolução clínica, com retorno em uma semana.
Orientar apenas modificações ambientais, como ventilação da casa, sem necessidade de detalhar tosse ou acompanhamento sistemático.
Encaminhar diretamente à pneumologia infantil devido à gravidade e ao tempo de sintomas, sem perder tempo com tentativa de manejo inicial na APS.
Uma criança de 8 anos é trazida à consulta por apresentar prurido intenso, especialmente no período noturno, há cerca de 10 dias. A mãe refere que surgiram lesões papulares eritematosas em regiões interdigitais, punhos e abdome. Ao exame, observam-se linhas finas, sinuosas, sugestivas de túneis escabióticos. Dois irmãos apresentam quadro semelhante iniciado recentemente. A família vive em condições habitacionais estáveis, sem viagens recentes. Não há história de imunossupressão, uso de corticoides sistêmicos ou sinais sugestivos de infecção secundária bacteriana.
Considerando os achados clínicos e as recomendações mais recentes para o manejo de escabiose na Atenção Primária, analise as alternativas abaixo e assinale a conduta CORRETA.
Prescrever corticoide tópico de média potência por 7–10 dias, adiando o tratamento escabicida até confirmação laboratorial.
Tratar a criança com ivermectina oral dose única e observar os contatos; repetir a dose apenas se surgirem sintomas nos demais.
Diagnosticar escabiose e tratar com permetrina 5% para todos os contatos, repetindo em 7 dias.
Tratar somente a criança com permetrina 1% aplicada por 24 horas, sem necessidade de repetir o tratamento ou tratar contatos assintomáticos.
Solicitar raspado de pele para diagnóstico obrigatório antes de iniciar tratamento, já que o quadro clínico isolado não permite conclusão diagnóstica confiável.
Conforme o disposto na Portaria MS nº 2.436/2017, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica, é correto afirmar que o estabelecimento de mecanismos de autoavaliação, controle, regulação e acompanhamento sistemático dos resultados alcançados pelas ações da Atenção Básica, como parte do processo de planejamento e programação, é responsabilidade:
Apenas da União.
Apenas da União e, suplementarmente, dos Estados.
Apenas dos Estados e Municípios.
Exclusiva dos Municípios.
Comum a todas as esferas de governo.


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No contexto das intervenções psicossociais para a Atenção Primária à Saúde, quatro pilares podem embasar e sustentar a ação terapêutica do vínculo: acolhimento, escuta, suporte e esclarecimento. O acolhimento adequado propicia sustentação física e emocional entre o profissional de saúde e a pessoa, prática que foi denominada com o termo holding por:
Anna Freud.
Christophe Dejours.
Donald Winnicott.
Melanie Klein.
Sigmund Freud.
Sobre a APS no Brasil, a Estratégia Saúde da Família (ESF) e os princípios da Medicina Centrada na Pessoa, assinale a alternativa correta.
A APS caracteriza-se por ações de baixa complexidade tecnológica, sendo sua principal função o encaminhamento dos usuários para níveis secundário e terciário.
A longitudinalidade do cuidado refere-se exclusivamente ao seguimento de doenças crônicas previamente diagnosticadas, não incluindo ações de promoção da saúde.
A Medicina Centrada na Pessoa prioriza a autonomia do profissional de saúde sobre as preferências do paciente, visando maior eficiência clínica.
O diagnóstico de saúde da comunidade baseia-se apenas em indicadores epidemiológicos quantitativos, dispensando a análise do território e do contexto social.
A ESF organiza o cuidado a partir de território definido, adscrição de clientela, vínculo, responsabilização e trabalho multiprofissional, sendo elemento estruturante da APS no SUS.
Dona Severina, 82 anos, portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e insuficiência cardíaca congestiva, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família. Em visita domiciliar, relata:
“Não quero ser entubada, doutor(a). Quero ficar em casa e partir com dignidade, se chegar a minha hora. Mas quero que tentem me aliviar, não quero morrer com dor.”
Dias depois, durante intercorrência respiratória aguda, o filho mais velho, muito emocionado, suplica:
“Por favor, leve minha mãe pro hospital e façam tudo o que for possível, mesmo que precise de aparelhos.”
A paciente encontra-se consciente, orientada, dispneica, mas comunicando suas preferências de forma consistente.
Nessa situação, com base nos fundamentos éticos e legais das diretivas antecipadas de vontade no Brasil, a conduta médica mais adequada é:
Atender ao pedido do familiar, já que o filho é o responsável legal e está fazendo valer o melhor interesse da paciente.
Internar a paciente para suporte intensivo mínimo, enquanto aguarda documento formalizado das diretivas antecipadas por escrito.
Encaminhar ao hospital para esclarecimento junto ao comitê de bioética, mantendo ventilação mecânica até definição formal da DAV.
Respeitar a manifestação verbal atual da paciente, priorizando cuidados proporcionais, conforto e alívio da dispneia, registrando as preferências em prontuário.
Um homem de 62 anos procura a Unidade Básica de Saúde com quadro de tosse produtiva, febre há 3 dias, dispneia leve aos esforços e mal-estar geral. Possui antecedente de hipertensão arterial controlada e ex-tabagismo. Ao exame físico:
• Temperatura: 38,3 °C
• FR: 22 irpm FC: 96 bpm
• PA: 130/80 mmHg
• Saturação de O₂: 93% em ar ambiente
• Ausculta pulmonar: estertores crepitantes em base direita
Está lúcido, orientado, sem sinais de confusão mental, aceita dieta oral e possui rede familiar estruturada, com fácil acesso à UBS.
Considerando o manejo do caso acima na Atenção Primária à Saúde, qual a conduta mais adequada?
Iniciar tratamento antibiótico ambulatorial, orientar sinais de alarme e programar reavaliação em 48 horas.
Encaminhar imediatamente para internação hospitalar, pois o paciente apresenta sinais de gravidade.
Solicitar hemograma e raio x de tórax, adiando o início do antibiótico após confirmação radiológica.
Solicitar BAAR de escarro e raio x de tórax, fazer investigação nos contactantes e iniciar poliquimioterapia, com retorno mensal na APS.
Uma mulher de 28 anos procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de cansaço constante, insônia, palpitações, inquietação e dificuldade de concentração há 6 semanas. Refere preocupação excessiva com a família e trabalho, episódios frequentes de tensão muscular e sensação de que algo ruim irá acontecer. Nega pensamentos de morte ou culpa persistente. O médico da APS aplica o PHQ-9 e obtém um escore de 7 (sugerindo sintomas leves de depressão).
Considerando a prática na Atenção Primária à Saúde, qual o a conduta mais adequada para o manejo inicial desta paciente?
Desconsiderar a ansiedade e tratar exclusivamente com psicoterapia voltada à depressão, já que o PHQ-9 sugeriu sintomas leves.
Reconhecer que os sintomas predominantes indicam transtorno de ansiedade generalizada, iniciar estratégias psicossociais e considerar farmacoterapia leve.
Iniciar imediatamente antidepressivo de alta potência, considerando que todo paciente com fadiga, insônia e dificuldade de concentração apresenta depressão.
Encaminhar imediatamente para psiquiatria, visto que o paciente apresenta quadro clínico compatível com hipomania, devendo ser diagnosticado e tratado fora da APS.


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