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Menino de 3 meses, nascido de parto vaginal a termo sem intercorrências, em aleitamento materno exclusivo, foi internado por quadro clínico de choque circulatório e acidose metabólica. A mãe informou que, há 15 dias, a alimentação complementar fora iniciada (50 ml da fórmula láctea de partida em alguns períodos do dia) e que, há 1 dia, após uma mamadeira de 180 ml da fórmula láctea, o filho apresentara vômitos, fezes semilíquidas explosivas, esforço respiratório e cianose de extremidades. O hemograma indicou 13.500 leucócitos/mm³, com 20% de segmentados e 10% de eosinófilos; a proteína C reativa era de 3,5 mg/l. Recebeu tratamento para sepse. Considerando a possibilidade de síndrome da enterocolite induzida por proteína alimentar (FPIES), a conduta diagnóstica mais adequada é realizar
dosagem sérica de IgE específica para caseína, betalactoglobulina e alfalactoalbumina.
teste de exclusão de proteína do leite de vaca e, em momento posterior, provocação oral assistida.
endoscopia de esôfago-estômago-duodeno com biópsias.
teste de contato alérgico (patch test) para proteína do leite de vaca.