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Paciente masculino, de 63 anos, ex-tabagista, com diabetes melito tipo 2, foi submetido a gastrectomia por adenocarcinoma gástrico. No 8o dia pós-operatório, apresentou quadro de dor pleurítica à esquerda, acompanhada de tosse produtiva, dispneia e febre moderada. Radiografia de tórax evidenciou velamento do terço inferior do hemitórax esquerdo compatível com derrame pleural. Toracocentese diagnóstica mostrou um derrame exsudativo com predomínio neutrofílico, pH de 6,95, glicemia do líquido pleural de 28 mg/dl e cocos gram-positivos à bacterioscopia. Levando-se em conta o diagnóstico de empiema pleural, assinale a assertiva correta.
Derrame pleural multiloculado e septado à tomografia computadorizada de tórax é fator de risco para o insucesso da drenagem pleural isolada; nesse caso, deve-se considerar abordagem cirúrgica.
A via toracotômica convencional é a via de acesso preferida para realização de desbridamentos e deloculações pleurais porque a via toracoscópica (VATS) está associada a altos índices de recidiva.
A utilização de agentes fibrinolíticos intrapleurais tem se mostrado superior aos procedimentos cirúrgicos para tratamento de derrames pleurais loculados.
A utilização de drenos finos (< 15 Fr) é contraindicada para o tratamento de derrames pleurais complicados devido à viscosidade do líquido infeccioso; devem ser utilizados, para esse fim, drenos calibrosos (> 28 Fr).


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