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Mulher de 27 anos apresenta fadiga progressiva, hiperpigmentação em cicatrizes antigas, hipotensão ortostática e episódios de hipoglicemia. Os exames revelam: Na⁺ 128 mEq/L, K⁺ 5,8 mEq/L, cortisol basal 2,1 μg/dL, ACTH 210 pg/mL. O teste de estímulo com ACTH (250 μg) mostrou cortisol de 2,5 μg/dL em 60 minutos. A dosagem de autoanticorpos contra 21-hidroxilase foi positiva. História pessoal de hipotireoidismo de Hashimoto. Considerando as recomendações atuais sobre insuficiência adrenal primária autoimune, assinale a alternativa correta.
Autoanticorpos contra 21-hidroxilase confirma autoimunidade e, em associação com hipotireoidismo, deve levantar a hipótese de síndrome poliglandular autoimune tipo II.
O tratamento deve incluir hidrocortisona em dose única matinal para mimetizar o ritmo circadiano do cortisol, sem necessidade de doses adicionais.
A reposição mineralocorticoide é raramente necessária na adrenalite autoimune, pois a produção de aldosterona tende a ser preservada.
O uso de DHEA está contraindicado em mulheres em idade fértil com adrenalite autoimune devido ao risco aumentado de hiperandrogenismo.
A pesquisa de autoanticorpos não tem relevância clínica, já que a confirmação diagnóstica depende obrigatoriamente de imagem de adrenais.