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Lactente de 6 meses de idade apresenta taquipneia crônica, hipoxemia leve e ganho de peso preservado. Tomografia computadorizada de alta resolução evidencia opacidades em vidro fosco nos lobos inferiores e discreta hiperinsuflação, sem bronquiectasias.
Assinale a alternativa correta sobre hiperplasia de células neuroendócrinas da infância (NEHI).
A fisiopatologia envolve inflamação intersticial neutrofílica e infiltração linfocítica, justificando o uso de corticosteroides sistêmicos.
NEHI é uma forma de deficiência primária de surfactante, com indicação de transplante pulmonar ao longo dos anos.
O diagnóstico definitivo depende de culturas broncoalveolares positivas para vírus respiratórios, já que a doença é secundária a infecções recorrentes.
Alterações de TC incluem consolidações lobares e bronquiectasias, sendo antibióticos prolongados parte do manejo inicial.
NEHI apresenta proliferação difusa de células neuroendócrinas bronquiolares, curso benigno, sem resposta a glicocorticoides.
Assinale a opção correta, no que se refere a doenças endócrinas.
A síndrome de Cushing não está relacionada ao adenoma corticotrófico hipofisário.
As mulheres com tireotoxicose apresentam hipermenorreia com frequência, enquanto os homens apresentam exacerbação da libido e, muitas vezes, comportamento sexual compulsivo.
A terapia clínica com fármacos antitireoidianos e betabloqueadores, tratamento ideal de acompanhamento a longo prazo de adenoma tóxico, pode normalizar a função da tireoide.
A apresentação mais comum e com manifestação clínica da tireoidite crônica é a tireoidite de Riedel.
Os portadores de síndrome de Cushing apresentam risco de trombose venosa profunda, com embolia pulmonar subsequente, devido a um estado de hipercoagulabilidade associado.
Assinale a alternativa correta com relação ao tratamento de diabetes tipo 2, segundo as atuais recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Os inibidores de DPP-IV necessitam de ajuste na dose, de acordo com a taxa de filtração glomerular; exceto a sitagliptina e a linagliptina, que não necessitam de ajuste.
A dose da metformina deve ser reduzida em 50% (não ultrapassando 1 g ao dia) quando a TFG estiver entre 30-45 mL/min/1,73 m2. Os níveis de vitamina B12 deverão ser avaliados anualmente após 4 anos do início da metformina.
Em adultos com muito alto risco cardiovascular, com sobrepeso e HbA1c ≥ 0,5% acima do alvo, recomendase, inicialmente, um inibidor de SGLT2 em monoterapia para redução de eventos cardiovasculares, redução do peso e da glicemia.
A semaglutida é contraindicada em portadores de taxa de filtração glomerular (TFG) inferior a 20 mL/min/1,73 m².
A tirzepatida é contraindicada na presença de história pessoal ou familiar de neoplasia endócrina múltipla tipo 1.
Homem, 46 anos, assintomático, constatou níveis elevados de cálcio em um check-up e foi encaminhado ao endocrinologista. Não apresenta nefrolitíase nem fraturas. Dentre os exames: cálcio 10,6 mg/dL (primeira amostra), 10,7 mg/dL (segunda amostra); VR 8,5 a 10,2 mg/dL; albumina normal; PTH 200 pg/mL (VR 10 e 65 pg/mL); 25 (OH) vitamina D 15 ng/mL; creatinina 0,8 mg/dL (VR 0,6 a 1,1 mg/dL); densitometria normal.
Assinale a alternativa correta com relação a esse caso.
Há indicação de paratiroidectomia com a maior urgência possível.
Deve-se prescrever hidroclorotiazida para aumentar hipercalciúria.
Pode-se adotar conduta expectante com monitorização da calcemia.
A reposição de vitamina D está contraindicada.
Deve-se instituir restrição de leite e derivados.
Uma das metas indicadas para portadores de risco cardiovascular extremo, segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, é:
Não HDL–colesterol < 100 mg/dL.
Apob < 45 mg/dL.
LDL–colesterol < 45 mg/dL.
LDL < 50mg/dL.
Porcentagem de redução de LDL–colesterol > 30%.


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Mulher, 28 anos, refere palpitações, irritabilidade, fraqueza e tremores há 1 mês. Está amamentando há 3 meses após uma gestação sem intercorrências. Ao exame físico, encontra-se agitada e taquicárdica, com tiroide levemente aumentada de volume. Dentre os exames, apresenta T4 L: 3,3 ng/dL (0,8 a 1,8 ng/dL); TSH: < 0,01 m UI/L (VR 0,4 a 4,5 mUI/L) e TRAb negativo.
Qual deve ser a conduta nesse caso?
Prescrição de metimazol.
Prescrição de propranolol e solicitação de cintilografia de tiroide com iodo radioativo.
Prescrição de propranolol.
Prescrição de propiltiouracil.
Dose terapêutica de iodo radioativo.
A dosagem de Hemoglobina glicada (HbA1c) é de extrema importância no acompanhamento da Diabetes. Um paciente diabético chega ao laboratório para a realização da HbA1c.
Seu resultado é de 8,2%. Isso nos indica:
Glicemia bem controlada.
Controle glicêmico inadequado, com média de glicemia elevada.
Média de glicemia, com certeza, dentro da faixa de normalidade.
Controle glicêmico aceitável para qualquer faixa etária.
Não há necessidade de avaliar o tratamento medicamentoso.
Dentre os citados abaixo, quais os principais hormônios produzidos pela glândula tireoide?
PTH e TSH
T4 e T3
TSH e T3
Calcitonina e T3
TSH e T4L
O diabetes mellitus é uma doença na qual o organismo não produz uma quantidade suficiente de insulina ou não responde normalmente à insulina, fazendo com que o nível glicemia (glicose no sangue) fique excepcionalmente elevado. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:
A glicose na corrente sanguínea estimula o pâncreas a produzir insulina. A insulina ajuda a transportar a glicose de dentro das células para sangue. Assim que entra na corrente sanguínea, a glicose é convertida em energia, que é imediatamente utilizada, ou ela é armazenada na forma de gordura ou do amido glicogênio até que seja necessária.
As concentrações de glicose no sangue normalmente variam durante o dia. Eles aumentam depois de cada refeição e retornam aos níveis anteriores à refeição aproximadamente duas horas depois. Uma vez que os níveis de glicose no sangue retornam aos valores pré-refeição, a produção de insulina diminui. A variação dos níveis de glicose no sangue geralmente fica dentro de um pequeno intervalo de 70 a 110 miligramas por decilitro (mg/dl) ou 3,9 a 6,1 milimoles por litro (mmol/l) de sangue em pessoas saudáveis.
No diabetes tipo 1 (antigamente denominado diabetes dependente de insulina ou diabetes de início juvenil), o sistema imunológico do organismo ataca as células do pâncreas que produzem insulina e mais de 90% delas são destruídas permanentemente.
No diabetes tipo 2 (antigamente denominado diabetes não dependente de insulina ou diabetes de início adulto), o pâncreas costuma continuar a produzir insulina, às vezes até mesmo uma quantidade maior que a normal, especialmente no início da doença. No entanto, o organismo cria resistência aos efeitos da insulina e, assim, a insulina existente não é suficiente para atender às necessidades do organismo. Conforme o diabetes tipo 2 avança, ocorre uma diminuição da capacidade de produção de insulina pelo pâncreas.
Pessoas com ascendência africana, asiática-americana, indígena americana, nativa do Alasca, espanhola ou latino-americana correm um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2. O diabetes tipo 2 tende a ser um mal de família.
Seleciona o exame importante para o rastreio de dano microvascular no diabetes tipo 2:
Ultrassom de abdome.
Eletroencefalograma.
Radiografia lombar.
Dosagem de microalbuminúria.
Estratificação acídica O'Sullivan.


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No seguimento pós-cirúrgico de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica tipo bypass gástrico em Y de Roux, a deficiência nutricional que requer suplementação vitalícia devido à exclusão do duodeno e jejuno proximal (sítio primário de absorção) é a deficiência de:
Glicose monossacarídica simples.
Ácidos graxos de cadeia curta.
Ferro, cálcio e vitamina B12.
Sódio e potássio hidroeletrolíticos.
Vitamina C hidrossolúvel e fosfolípides.
No hipotireoidismo primário, a elevação do TSH precede a redução dos hormônios tireoidianos periféricos. O hipotireoidismo subclínico caracteriza-se por TSH elevado associado a níveis de T4 livre:
Reduzidos abaixo do limite inferior da normalidade.
Elevados acima do limite superior da normalidade.
Indetectáveis por supressão completa da tireoide.
Normais dentro da faixa de referência.
Flutuantes com variação superior a 50% diariamente.
Em uma família com diagnóstico de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A, a intervenção cirúrgica profilática para prevenir o carcinoma medular de tireoide é recomendada com base nos resultados do teste genético. O gene cuja mutação germinativa justifica essa conduta e o momento usual indicado para a tireoidectomia total são, respectivamente:
Gene MEN1 e na adolescência.
Gene VHL e na idade adulta.
Gene RET e na primeira infância.
Gene SDHB e após os 50 anos.
Gene CDKN1B e na puberdade.
Mulher de 63 anos, com história de nefrolitíase recorrente e dor óssea difusa, refere fraqueza muscular e constipação há meses. Exames laboratoriais mostram: cálcio total: 11,6 mg/dL; fósforo: 2,2 mg/dL; PTH: elevado; 25-hidroxivitamina D: normal; fosfatase alcalina: elevada; creatinina: 1,4 mg/dL. Radiografia evidencia reabsorção subperiosteal em falanges e áreas compatíveis com osteíte fibrosa cística. Sobre os distúrbios do metabolismo do cálcio, da paratireoide e da vitamina D, assinale a alternativa correta.
No hiperparatireoidismo primário, o excesso de PTH aumenta a reabsorção óssea, reduz a reabsorção tubular de fósforo e aumenta a reabsorção renal de cálcio, podendo levar à nefrolitíase e osteíte fibrosa cística.
A presença de vitamina D normal praticamente exclui hiperparatireoidismo primário como causa de hipercalcemia.
A fosfatase alcalina elevada indica primariamente doença hepática e não possui relação com remodelação óssea.
No hiperparatireoidismo primário, a hipercalcemia ocorre principalmente por aumento da absorção intestinal de cálcio, independente do PTH.
A hipofosfatemia observada nesses pacientes decorre de redução da filtração glomerular causada diretamente pelo PTH.
Homem de 69 anos, com doença renal crônica estágio 4, hiperparatireoidismo secundário e uso crônico de diurético tiazídico, procura a emergência por dor súbita, intensa, com edema e calor em joelho direito há 36 horas, associada a febre de 38,3 ºC. Refere episódios prévios autolimitados em outras articulações. Punção articular revela: líquido turvo; 65.000 leucócitos/mm³ (88% neutrófilos); cristais romboides, fracamente birrefringentes positivos; Gram direto: negativo. Qual é a conduta mais adequada nesse momento?
Tratar como gota aguda com colchicina ajustada para DRC.
Tratar como pseudogota com anti-inflamatórios e observação.
Repetir punção articular em 24 horas para confirmação.
Aguardar cultura do líquido sinovial antes de definir conduta.
Iniciar antibiótico empírico intravenoso e drenagem articular.


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Mulher de 54 anos, menopausa há 3 anos, queixa-se de ondas de calor intensas (≥10 episódios/dia), sudorese noturna e prejuízo importante da qualidade de vida. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial bem controlada, IMC 27 kg/m², sem diabetes, sem história pessoal ou familiar de câncer de mama ou tromboembolismo venoso. Útero íntegro. Mamografia e ultrassonografia transvaginal recentes sem alterações. Após discussão compartilhada, opta-se por iniciar terapia hormonal do climatério (TH). Assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada para essa paciente.
Prescrever estrogênio sistêmico associado obrigatoriamente a um progestagênio, preferencialmente utilizando esquemas contínuos após pelo menos 12 meses de menopausa.
Prescrever estrogênio isolado por via transdérmica, pois o risco de hiperplasia endometrial é desprezível após a menopausa.
Priorizar terapia não hormonal, pois a presença de hipertensão arterial é contraindicação absoluta ao uso de TH.
Indicar estrogênio por via oral em dose padrão, pois apresenta menor risco cardiovascular em comparação à via transdérmica.
Contraindicar TH, pois mulheres acima de 50 anos apresentam risco cardiovascular global que supera os benefícios sintomáticos.
Um homem de 62 anos, portador de diabetes melito tipo 2 há 12 anos, apresenta controle glicêmico insatisfatório apesar do uso de metformina em dose plena. Possui antecedente de infarto agudo do miocárdio há 3 anos e doença renal crônica estágio 3 (TFG estimada: 45 mL/min/1,73 m²). Considerando as evidências atuais sobre os novos antidiabéticos, qual classe farmacológica apresenta redução comprovada de mortalidade cardiovascular e progressão da doença renal, independentemente do efeito hipoglicemiante?
Sulfonilureias, por estimularem secreção pancreática de insulina.
Inibidores da DPP-4, por aumentarem níveis endógenos de incretinas.
Agonistas do receptor de GLP-1 e inibidores do SGLT2, por mecanismos metabólicos e hemodinâmicos.
Insulina basal de longa duração, por melhorar o controle glicêmico intensivo.
Tiazolidinedionas, por reduzirem resistência insulínica periférica.
Em relação aos principais tipos histológicos de câncer de tireoide, assinale a alternativa correta.
O carcinoma papilífero da tireoide é derivado das células parafoliculares (células C) e frequentemente secreta calcitonina.
O carcinoma folicular da tireoide caracteriza-se, histologicamente, pela presença de papilas e corpos psamomatosos.
O carcinoma medular da tireoide origina-se das células foliculares e está frequentemente associado a mutações do gene BRAF.
O carcinoma papilífero da tireoide é o tipo mais frequente e se origina das células foliculares da tireoide.
O carcinoma anaplásico da tireoide é geralmente bem diferenciado e apresenta excelente prognóstico.
A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo em países com ingestão suficiente de iodo. O diagnóstico é essencialmente clínico. Com relação a essa patologia, analisar os itens.
I. A combinação de anticorpos antirreceptor de TSH elevados, TSH suprimido e níveis elevados de hormônios tireoidianos circulantes é o padrão para o diagnóstico.
II. O hipertireoidismo não tratado, particularmente nos idosos, pode resultar em arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca de alto débito e perda mineral óssea.
III. A doença de Graves não é uma doença tireoidiana autoimune associada a hipertireoidismo.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
Em todos os itens.
Um paciente de 39 anos apresenta amígdalas hipertróficas de coloração laranja-amarelada, hepatoesplenomegalia e neuropatia periférica. O perfil lipídico revela níveis indetectáveis de Lipoproteína de Alta Densidade (HDL) e níveis muito baixos de Apolipoproteína A-I (ApoA-I). Qual é o diagnóstico?
Hipercolesterolemia Familiar (FH) homozigótica.
Deficiência da enzima Lecitina-Colesterol Aciltransferase (LCAT).
Doença de Tangier.
Deficiência familiar de Lipase Lipoproteica (LPL).


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