Questões de Concurso sobre Endocrinologia

 
 
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Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico - Área: Pneumologista Infantil - 2026

Lactente de 6 meses de idade apresenta taquipneia crônica, hipoxemia leve e ganho de peso preservado. Tomografia computadorizada de alta resolução evidencia opacidades em vidro fosco nos lobos inferiores e discreta hiperinsuflação, sem bronquiectasias.


Assinale a alternativa correta sobre hiperplasia de células neuroendócrinas da infância (NEHI).


A

A fisiopatologia envolve inflamação intersticial neutrofílica e infiltração linfocítica, justificando o uso de corticosteroides sistêmicos.


B

NEHI é uma forma de deficiência primária de surfactante, com indicação de transplante pulmonar ao longo dos anos.


C

O diagnóstico definitivo depende de culturas broncoalveolares positivas para vírus respiratórios, já que a doença é secundária a infecções recorrentes.


D

Alterações de TC incluem consolidações lobares e bronquiectasias, sendo antibióticos prolongados parte do manejo inicial.


E

NEHI apresenta proliferação difusa de células neuroendócrinas bronquiolares, curso benigno, sem resposta a glicocorticoides.

Assinale a opção correta, no que se refere a doenças endócrinas.


A

A síndrome de Cushing não está relacionada ao adenoma corticotrófico hipofisário.


B

As mulheres com tireotoxicose apresentam hipermenorreia com frequência, enquanto os homens apresentam exacerbação da libido e, muitas vezes, comportamento sexual compulsivo.


C

A terapia clínica com fármacos antitireoidianos e betabloqueadores, tratamento ideal de acompanhamento a longo prazo de adenoma tóxico, pode normalizar a função da tireoide.


D

A apresentação mais comum e com manifestação clínica da tireoidite crônica é a tireoidite de Riedel.


E

Os portadores de síndrome de Cushing apresentam risco de trombose venosa profunda, com embolia pulmonar subsequente, devido a um estado de hipercoagulabilidade associado.

Assinale a alternativa correta com relação ao tratamento de diabetes tipo 2, segundo as atuais recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes.


A

Os inibidores de DPP-IV necessitam de ajuste na dose, de acordo com a taxa de filtração glomerular; exceto a sitagliptina e a linagliptina, que não necessitam de ajuste.


B

A dose da metformina deve ser reduzida em 50% (não ultrapassando 1 g ao dia) quando a TFG estiver entre 30-45 mL/min/1,73 m2. Os níveis de vitamina B12 deverão ser avaliados anualmente após 4 anos do início da metformina.


C

Em adultos com muito alto risco cardiovascular, com sobrepeso e HbA1c ≥ 0,5% acima do alvo, recomendase, inicialmente, um inibidor de SGLT2 em monoterapia para redução de eventos cardiovasculares, redução do peso e da glicemia.


D

A semaglutida é contraindicada em portadores de taxa de filtração glomerular (TFG) inferior a 20 mL/min/1,73 m².


E

A tirzepatida é contraindicada na presença de história pessoal ou familiar de neoplasia endócrina múltipla tipo 1.

Homem, 46 anos, assintomático, constatou níveis elevados de cálcio em um check-up e foi encaminhado ao endocrinologista. Não apresenta nefrolitíase nem fraturas. Dentre os exames: cálcio 10,6 mg/dL (primeira amostra), 10,7 mg/dL (segunda amostra); VR 8,5 a 10,2 mg/dL; albumina normal; PTH 200 pg/mL (VR 10 e 65 pg/mL); 25 (OH) vitamina D 15 ng/mL; creatinina 0,8 mg/dL (VR 0,6 a 1,1 mg/dL); densitometria normal.


Assinale a alternativa correta com relação a esse caso.


A

Há indicação de paratiroidectomia com a maior urgência possível.


B

Deve-se prescrever hidroclorotiazida para aumentar hipercalciúria.


C

Pode-se adotar conduta expectante com monitorização da calcemia.


D

A reposição de vitamina D está contraindicada.


E

Deve-se instituir restrição de leite e derivados.

Uma das metas indicadas para portadores de risco cardiovascular extremo, segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, é:


A

Não HDL–colesterol < 100 mg/dL.


B

Apob < 45 mg/dL.


C

LDL–colesterol < 45 mg/dL.


D

LDL < 50mg/dL.


E

Porcentagem de redução de LDL–colesterol > 30%.

Mulher, 28 anos, refere palpitações, irritabilidade, fraqueza e tremores há 1 mês. Está amamentando há 3 meses após uma gestação sem intercorrências. Ao exame físico, encontra-se agitada e taquicárdica, com tiroide levemente aumentada de volume. Dentre os exames, apresenta T4 L: 3,3 ng/dL (0,8 a 1,8 ng/dL); TSH: < 0,01 m UI/L (VR 0,4 a 4,5 mUI/L) e TRAb negativo.


Qual deve ser a conduta nesse caso?


A

Prescrição de metimazol.


B

Prescrição de propranolol e solicitação de cintilografia de tiroide com iodo radioativo.


C

Prescrição de propranolol.


D

Prescrição de propiltiouracil.


E

Dose terapêutica de iodo radioativo.

A dosagem de Hemoglobina glicada (HbA1c) é de extrema importância no acompanhamento da Diabetes. Um paciente diabético chega ao laboratório para a realização da HbA1c.


Seu resultado é de 8,2%. Isso nos indica:


A

Glicemia bem controlada.


B

Controle glicêmico inadequado, com média de glicemia elevada.


C

Média de glicemia, com certeza, dentro da faixa de normalidade.


D

Controle glicêmico aceitável para qualquer faixa etária.


E

Não há necessidade de avaliar o tratamento medicamentoso.

O diabetes mellitus é uma doença na qual o organismo não produz uma quantidade suficiente de insulina ou não responde normalmente à insulina, fazendo com que o nível glicemia (glicose no sangue) fique excepcionalmente elevado. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:


A

A glicose na corrente sanguínea estimula o pâncreas a produzir insulina. A insulina ajuda a transportar a glicose de dentro das células para sangue. Assim que entra na corrente sanguínea, a glicose é convertida em energia, que é imediatamente utilizada, ou ela é armazenada na forma de gordura ou do amido glicogênio até que seja necessária.


B

As concentrações de glicose no sangue normalmente variam durante o dia. Eles aumentam depois de cada refeição e retornam aos níveis anteriores à refeição aproximadamente duas horas depois. Uma vez que os níveis de glicose no sangue retornam aos valores pré-refeição, a produção de insulina diminui. A variação dos níveis de glicose no sangue geralmente fica dentro de um pequeno intervalo de 70 a 110 miligramas por decilitro (mg/dl) ou 3,9 a 6,1 milimoles por litro (mmol/l) de sangue em pessoas saudáveis.


C

No diabetes tipo 1 (antigamente denominado diabetes dependente de insulina ou diabetes de início juvenil), o sistema imunológico do organismo ataca as células do pâncreas que produzem insulina e mais de 90% delas são destruídas permanentemente.


D

No diabetes tipo 2 (antigamente denominado diabetes não dependente de insulina ou diabetes de início adulto), o pâncreas costuma continuar a produzir insulina, às vezes até mesmo uma quantidade maior que a normal, especialmente no início da doença. No entanto, o organismo cria resistência aos efeitos da insulina e, assim, a insulina existente não é suficiente para atender às necessidades do organismo. Conforme o diabetes tipo 2 avança, ocorre uma diminuição da capacidade de produção de insulina pelo pâncreas.


E

Pessoas com ascendência africana, asiática-americana, indígena americana, nativa do Alasca, espanhola ou latino-americana correm um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2. O diabetes tipo 2 tende a ser um mal de família.

Seleciona o exame importante para o rastreio de dano microvascular no diabetes tipo 2:


A

Ultrassom de abdome.


B

Eletroencefalograma.


C

Radiografia lombar.


D

Dosagem de microalbuminúria.


E

Estratificação acídica O'Sullivan.

No seguimento pós-cirúrgico de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica tipo bypass gástrico em Y de Roux, a deficiência nutricional que requer suplementação vitalícia devido à exclusão do duodeno e jejuno proximal (sítio primário de absorção) é a deficiência de:


A

Glicose monossacarídica simples.


B

Ácidos graxos de cadeia curta.


C

Ferro, cálcio e vitamina B12.


D

Sódio e potássio hidroeletrolíticos.


E

Vitamina C hidrossolúvel e fosfolípides.

No hipotireoidismo primário, a elevação do TSH precede a redução dos hormônios tireoidianos periféricos. O hipotireoidismo subclínico caracteriza-se por TSH elevado associado a níveis de T4 livre:


A

Reduzidos abaixo do limite inferior da normalidade.


B

Elevados acima do limite superior da normalidade.


C

Indetectáveis por supressão completa da tireoide.


D

Normais dentro da faixa de referência.


E

Flutuantes com variação superior a 50% diariamente.

Em uma família com diagnóstico de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A, a intervenção cirúrgica profilática para prevenir o carcinoma medular de tireoide é recomendada com base nos resultados do teste genético. O gene cuja mutação germinativa justifica essa conduta e o momento usual indicado para a tireoidectomia total são, respectivamente:


A

Gene MEN1 e na adolescência.


B

Gene VHL e na idade adulta.


C

Gene RET e na primeira infância.


D

Gene SDHB e após os 50 anos.


E

Gene CDKN1B e na puberdade.

Mulher de 63 anos, com história de nefrolitíase recorrente e dor óssea difusa, refere fraqueza muscular e constipação há meses. Exames laboratoriais mostram: cálcio total: 11,6 mg/dL; fósforo: 2,2 mg/dL; PTH: elevado; 25-hidroxivitamina D: normal; fosfatase alcalina: elevada; creatinina: 1,4 mg/dL. Radiografia evidencia reabsorção subperiosteal em falanges e áreas compatíveis com osteíte fibrosa cística. Sobre os distúrbios do metabolismo do cálcio, da paratireoide e da vitamina D, assinale a alternativa correta.


A

No hiperparatireoidismo primário, o excesso de PTH aumenta a reabsorção óssea, reduz a reabsorção tubular de fósforo e aumenta a reabsorção renal de cálcio, podendo levar à nefrolitíase e osteíte fibrosa cística.


B

A presença de vitamina D normal praticamente exclui hiperparatireoidismo primário como causa de hipercalcemia.


C

A fosfatase alcalina elevada indica primariamente doença hepática e não possui relação com remodelação óssea.


D

No hiperparatireoidismo primário, a hipercalcemia ocorre principalmente por aumento da absorção intestinal de cálcio, independente do PTH.


E

A hipofosfatemia observada nesses pacientes decorre de redução da filtração glomerular causada diretamente pelo PTH.

Homem de 69 anos, com doença renal crônica estágio 4, hiperparatireoidismo secundário e uso crônico de diurético tiazídico, procura a emergência por dor súbita, intensa, com edema e calor em joelho direito há 36 horas, associada a febre de 38,3 ºC. Refere episódios prévios autolimitados em outras articulações. Punção articular revela: líquido turvo; 65.000 leucócitos/mm³ (88% neutrófilos); cristais romboides, fracamente birrefringentes positivos; Gram direto: negativo. Qual é a conduta mais adequada nesse momento?


A

Tratar como gota aguda com colchicina ajustada para DRC.


B

Tratar como pseudogota com anti-inflamatórios e observação.


C

Repetir punção articular em 24 horas para confirmação.


D

Aguardar cultura do líquido sinovial antes de definir conduta.


E

Iniciar antibiótico empírico intravenoso e drenagem articular.

Mulher de 54 anos, menopausa há 3 anos, queixa-se de ondas de calor intensas (≥10 episódios/dia), sudorese noturna e prejuízo importante da qualidade de vida. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial bem controlada, IMC 27 kg/m², sem diabetes, sem história pessoal ou familiar de câncer de mama ou tromboembolismo venoso. Útero íntegro. Mamografia e ultrassonografia transvaginal recentes sem alterações. Após discussão compartilhada, opta-se por iniciar terapia hormonal do climatério (TH). Assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada para essa paciente.


A

Prescrever estrogênio sistêmico associado obrigatoriamente a um progestagênio, preferencialmente utilizando esquemas contínuos após pelo menos 12 meses de menopausa.


B

Prescrever estrogênio isolado por via transdérmica, pois o risco de hiperplasia endometrial é desprezível após a menopausa.


C

Priorizar terapia não hormonal, pois a presença de hipertensão arterial é contraindicação absoluta ao uso de TH.


D

Indicar estrogênio por via oral em dose padrão, pois apresenta menor risco cardiovascular em comparação à via transdérmica.


E

Contraindicar TH, pois mulheres acima de 50 anos apresentam risco cardiovascular global que supera os benefícios sintomáticos.

Um homem de 62 anos, portador de diabetes melito tipo 2 há 12 anos, apresenta controle glicêmico insatisfatório apesar do uso de metformina em dose plena. Possui antecedente de infarto agudo do miocárdio há 3 anos e doença renal crônica estágio 3 (TFG estimada: 45 mL/min/1,73 m²). Considerando as evidências atuais sobre os novos antidiabéticos, qual classe farmacológica apresenta redução comprovada de mortalidade cardiovascular e progressão da doença renal, independentemente do efeito hipoglicemiante?


A

Sulfonilureias, por estimularem secreção pancreática de insulina.


B

Inibidores da DPP-4, por aumentarem níveis endógenos de incretinas.


C

Agonistas do receptor de GLP-1 e inibidores do SGLT2, por mecanismos metabólicos e hemodinâmicos.


D

Insulina basal de longa duração, por melhorar o controle glicêmico intensivo.


E

Tiazolidinedionas, por reduzirem resistência insulínica periférica.

Em relação aos principais tipos histológicos de câncer de tireoide, assinale a alternativa correta.


A

O carcinoma papilífero da tireoide é derivado das células parafoliculares (células C) e frequentemente secreta calcitonina.


B

O carcinoma folicular da tireoide caracteriza-se, histologicamente, pela presença de papilas e corpos psamomatosos.


C

O carcinoma medular da tireoide origina-se das células foliculares e está frequentemente associado a mutações do gene BRAF.


D

O carcinoma papilífero da tireoide é o tipo mais frequente e se origina das células foliculares da tireoide.


E

O carcinoma anaplásico da tireoide é geralmente bem diferenciado e apresenta excelente prognóstico.

A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo em países com ingestão suficiente de iodo. O diagnóstico é essencialmente clínico. Com relação a essa patologia, analisar os itens.


I. A combinação de anticorpos antirreceptor de TSH elevados, TSH suprimido e níveis elevados de hormônios tireoidianos circulantes é o padrão para o diagnóstico.

II. O hipertireoidismo não tratado, particularmente nos idosos, pode resultar em arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca de alto débito e perda mineral óssea.

III. A doença de Graves não é uma doença tireoidiana autoimune associada a hipertireoidismo.


Está CORRETO o que se afirma:


A

Apenas nos itens I e II.


B

Apenas nos itens I e III.


C

Apenas nos itens II e III.


D

Em todos os itens.

Um paciente de 39 anos apresenta amígdalas hipertróficas de coloração laranja-amarelada, hepatoesplenomegalia e neuropatia periférica. O perfil lipídico revela níveis indetectáveis de Lipoproteína de Alta Densidade (HDL) e níveis muito baixos de Apolipoproteína A-I (ApoA-I). Qual é o diagnóstico?


A

Hipercolesterolemia Familiar (FH) homozigótica.


B

Deficiência da enzima Lecitina-Colesterol Aciltransferase (LCAT).


C

Doença de Tangier.


D

Deficiência familiar de Lipase Lipoproteica (LPL).

 
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