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Lúcia, 74 anos, viúva, aposentada, vive sozinha e apresenta hipertensão controlada com losartana, além de insuficiência renal leve (TFG estimada em 55 mL/min). Há catorze meses, queixa-se de dor difusa, fadiga intensa e insônia. Apresenta diagnóstico de fibromialgia realizado por reumatologista há oito meses. Refere que o uso regular de paracetamol não trouxe benefício relevante. Relata tristeza, isolamento social e redução importante das atividades que antes realizava, como encontros no grupo da igreja. Na consulta da APS, pede “um remédio mais forte” e diz que não acredita em “exercícios que nunca funcionaram”.
Qual deve ser a conduta prioritária nesse caso?
Introduzir antidepressivo tricíclico em baixa dose para manejo da dor e do sono, mantendo analgésico simples conforme necessidade.
Iniciar anticonvulsivante, como gabapentina ou pregabalina, para tratamento da dor neuropática difusa, associado a seguimento clínico próximo.
Fortalecer o plano terapêutico multiprofissional com exercícios supervisionados, psicoterapia e educação em saúde, podendo associar fármaco adjuvante.
Escalar a dose de paracetamol até o limite terapêutico seguro, monitorando função hepática e reforçando adesão ao uso regular.