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Mulher, 36 anos, parda, mora em município do semiárido nordestino com baixo IDH. Mãe solo de três filhos, trabalha como diarista e recebe Bolsa Família. Relata insegurança alimentar frequente, especialmente no fim do mês, quando recorre a alimentos ultraprocessados por serem mais baratos. O acesso a frutas e verduras é limitado. Refere obesidade desde a adolescência (IMC: 34), pressão arterial limítrofe e fadiga constante. Diz que já tentou “dietas restritivas da internet” sem sucesso e manifesta desejo de emagrecer “para melhorar a saúde e cuidar dos filhos”.
Qual deve ser a prioridade da equipe de APS diante desse caso?
Incentivar mudanças graduais no padrão alimentar e buscar articulação com programas sociais locais, mesmo que o impacto clínico inicial seja limitado.
Considerar tratamento farmacológico como apoio ao emagrecimento, diante do histórico de falhas prévias e da motivação expressa pela paciente.
Estimular a participação em grupos comunitários de atividade física e saúde, aproveitando recursos disponíveis no território como ponto de partida.
Solicitar avaliação em nível secundário para ampliar opções terapêuticas e compartilhar o manejo do caso.