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Uma criança de doze anos de idade, com quadro de febre e desconforto respiratório, refere história de asma prévia sem seguimento. Foram iniciadas cânula nasal de alto fluxo (CNAF) e, posteriormente, ventilação não invasiva (VNI), sem sucesso. A equipe decidiu por intubação orotraqueal e ventilação mecânica. Os parâmetros ventilatórios iniciais revelaram: pressão de insuflação (PI): 15 cm H2O; PEEP: 5 cm H2O; FiO2: 40%; frequência respiratória (FR): 16 irpm; tempo inspiratório (TI): 0,9 s; complacência pulmonar estática: 19 mL/cm H2O e resistência das vias aéreas: 25 cm H2O/L/s.
Considerando a fisiopatologia da crise asmática grave e os parâmetros da mecânica pulmonar fornecidos, assinale a opção que apresenta a alteração fisiopatológica principal que justifica a falha da ventilação não invasiva e a necessidade de intubação orotraqueal no paciente da situação precedente.
diminuição da capacidade de difusão alveolocapilar, que compromete as trocas gasosas de oxigênio
redução significativa da complacência pulmonar, o que indica um pulmão “rígido” com dificuldade de expansão
aumento acentuado da resistência das vias aéreas, o que leva à hiperinsuflação dinâmica e à incapacidade de gerar fluxo expiratório adequado
desequilíbrio ventilação-perfusão (V/Q) grave, devido à consolidação pulmonar secundária à pneumonia
aumento da complacência da caixa e da resistência pulmonar, resultando em diminuição da pressão intratorácica positiva