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Homem de 58 anos com diabetes mellitus tipo 2, em tratamento com metformina e empagliflozina, procura o serviço de emergência com queixa de náuseas, dor abdominal difusa e taquipneia nas últimas 24 horas. Sinais vitais: estáveis. Exames arteriais: glicemia: 185 mg/dL; pH: 7,25; bicarbonato: 15 mEq/L; beta-hidroxibutirato: 4,5 mmol/L (normal: < 0,6); hiato aniônico: 12 mEq/L (normal: 8 a 16).
Com base nos dados apresentados e nas mais recentes diretrizes internacionais para o manejo das emergências hiperglicêmicas, é correto afirmar:
o diagnóstico de cetoacidose diabética (CAD) é afastado, pois o ânion-gap encontra-se dentro da normalidade, sendo este um critério essencial para o diagnóstico.
o diagnóstico é de CAD euglicêmica, confirmado pela presença de cetonemia significativa e acidose metabólica, em paciente com diabetes conhecido, independentemente do ânion-gap normal.
o diagnóstico de CAD é improvável pela ausência de hiperglicemia significativa (glicemia < 200 mg/dL), um critério mandatório para essa condição.
o quadro clínico é mais sugestivo de cetoacidose alcoólica, visto que o uso de inibidores de SGLT2 raramente causam cetonemia expressiva sem elevação concomitante do ânion-gap.
o diagnóstico primário é de acidose metabólica hiperclorêmica secundária ao uso de inibidor de SGLT2, e a prioridade imediata é a administração de bicarbonato para correção do pH.