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A constipação intestinal é uma queixa comum em idosos, podendo comprometer significativamente a qualidade de vida. Ela é frequentemente multifatorial, envolvendo alterações fisiológicas do envelhecimento, comorbidades crônicas, uso de múltiplos medicamentos (como opioides, anticolinérgicos e diuréticos) e fatores nutricionais ou comportamentais. A avaliação adequada exige história detalhada, exame físico e, quando indicado, exames complementares para descartar causas secundárias.
Considerando o contexto geriátrico, assinale a alternativa CORRETA sobre constipação intestinal:
A constipação intestinal em idosos é quase sempre funcional e raramente exige investigação para causas secundárias.
O tratamento inicial deve priorizar sempre o uso de laxantes osmóticos de alta potência, independentemente de medidas comportamentais ou dietéticas.
A redução da motilidade colônica relacionada à idade, a diminuição da ingestão de fibras e líquidos, e a polimedicação são fatores que contribuem para a constipação funcional no idoso.
Complicações graves como impactação fecal, fecaloma e perfuração intestinal são extremamente raras em idosos com constipação crônica e não requerem atenção específica.