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O hipotireoidismo subclínico, caracterizado por elevação isolada de TSH com T4 livre normal, tem sido foco de intenso debate, sobretudo em idosos e gestantes. A American Thyroid Association (2022) recomenda abordagem individualizada, ponderando risco cardiovascular, presença de anticorpos antitireoidianos e vulnerabilidades específicas. Estudos populacionais (Biondi & Cappola, Lancet Diabetes Endocrinol, 2022) destacam que a sobretratamento pode induzir fibrilação atrial em idosos, ao passo que a subtratamento em gestantes impacta neurodesenvolvimento fetal. Considerando tais evidências, qual proposição melhor expressa os critérios terapêuticos atuais?
A reposição é recomendada em gestantes, mesmo em casos leves, em razão do risco para desenvolvimento fetal e complicações obstétricas.
O manejo se fundamenta unicamente em valores séricos de TSH, sem necessidade de integrar contexto clínico ou fatores individuais de risco.
Em idosos assintomáticos com TSH levemente elevado, deve-se optar preferencialmente por terapia imediata para evitar iatrogenia metabólica.
A conduta deve desconsiderar autoanticorpos tireoidianos, pois estes não interferem na progressão para hipotireoidismo clínico manifesto.
Pacientes com TSH >10 mUI/L devem receber levotiroxina, independentemente de sintomas, dado o risco cardiovascular e de progressão para hipotireoidismo clínico.