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Uma paciente de 38 anos, obesa, IMC de 32, comparece à...

Uma paciente de 38 anos, obesa, IMC de 32, comparece à clínica com queixas típicas de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), incluindo azia e regurgitação há 6 meses. A paciente nunca realizou endoscopia e não apresenta sintomas de alarme (como disfagia, perda de peso ou sangramento gastrointestinal). A médica realiza uma avaliação inicial e conclui que os sintomas são consistentes com DRGE não complicada. Considerando as diretrizes da American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE) para o manejo e o diagnóstico inicial da DRGE, e excluindo qualquer intervenção cirúrgica ou endoscópica, qual é a melhor conduta inicial recomendada para essa paciente?


A

Recomenda-se realizar imediatamente a endoscopia digestiva alta (EDA) para descartar esôfago de Barrett (EB), uma vez que a paciente apresenta múltiplos fatores de risco (idade < 50 anos, sexo feminino, obesidade).


B

Recomenda-se iniciar um tratamento empírico com bloqueadores H2 por um período de 8 semanas, pois a EDA deve ser reservada apenas para pacientes com DRGE refratária.


C

Recomenda-se iniciar modificações de estilo de vida (como perda de peso e evitar refeições até 3 horas antes de dormir) e, em seguida, iniciar o tratamento médico com inibidores de bomba de prótons (IBPs) na menor dose e pelo menor tempo possível.


D

Sugere-se a avaliação para terapia de energia de radiofrequência (Stretta), como alternativa ao uso crônico de medicamentos, já que a paciente apresenta obesidade.


E

A EDA é obrigatória, pois o diagnóstico clínico de DRGE é insuficiente, sendo necessário confirmar objetivamente a esofagite erosiva pelo sistema de classificação de Los Angeles.