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Uma paciente do sexo feminino, 55 anos, sem histórico conhecido de abuso de álcool, é admitida no pronto-socorro com um quadro de dor epigástrica intensa e contínua, irradiando para o dorso, iniciada há 24 horas. Ao exame físico inicial, apresenta-se normotensa (pressão arterial 120/80 mmHg), com frequência cardíaca (FC) de 85 bpm e frequência respiratória (FR) de 16 rpm. Ela não preenche critérios para síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) na admissão. Resultados laboratoriais iniciais mostram:
• Lipase sérica: 1.550 U/L (cerca de 10 vezes o limite superior da normalidade – LSN).
• Nitrogênio ureico no sangue (BUN): 18 mg/dL (normal: 8-20 mg/dL).
• Hematócrito (HCT): 42% (referência: 40-50%).
• Teste de função hepática (TGO/TGP/Bilirrubinas): dentro dos limites normais.
• Ultrassonografia abdominal: vesícula biliar e ductos biliares sem alterações, não sendo observados cálculos ou lama biliar.
Considerando que a paciente preenche os critérios para o diagnóstico de pancreatite aguda (dor compatível + lipase > 3x LSN) e que a etiologia inicial não foi estabelecida (pancreatite aguda idiopática presumida), qual é a conduta inicial combinada (investigação etiológica e ressuscitação volêmica) mais apropriada para essa paciente?
Iniciar hidratação agressiva com solução salina normal (soro fisiológico a 0,9%) a uma taxa de 3 mL/kg/h e realizar colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) imediata, pois o USG pode ter falhado em identificar coledocolitíase.
Iniciar hidratação moderada com solução de ringer lactato (SRL) a 1,5 mL/kg/h, obter dosagem de triglicerídeos (TG) em jejum e, se a etiologia permanecer incerta, programar ultrassonografia endoscópica (USE) ou ressonância magnética (RM).
Suspender hidratação venosa, iniciar dieta oral com baixo teor de gordura imediatamente, e realizar tomografia computadorizada (TC) de rotina para avaliar a gravidade nas primeiras 48 h.
Administrar antibióticos profiláticos (carbapenêmicos) imediatamente devido à idade > 40 anos e iniciar hidratação agressiva com SRL a 10 mL/kg em bolus, sem necessidade de mais investigação etiológica no momento.
Focar no alívio da dor com opioides e realizar uma nova ultrassonografia abdominal uma semana após a admissão, adiando a investigação de outras causas, como tumor.