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A Doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida que acomete predominantemente crianças com menos de 5 anos de idade. A complicação mais temida é o envolvimento das artérias coronárias, que pode levar a aneurismas, trombose e infarto do miocárdio. Diante da importância do diagnóstico e tratamento precoces para a prevenção de sequelas, assinale a alternativa que descreve corretamente um aspecto crítico do manejo desta condição.
A terapia com corticosteroides é a primeira linha de tratamento para todos os casos de DK, substituindo a imunoglobulina devido ao seu maior potencial anti-inflamatório e menor custo.
A presença de descamação periungueal nas fases iniciais da doença (primeiros 5 dias) é um dos critérios diagnósticos mais específicos e precoces, devendo ser ativamente pesquisada para iniciar o tratamento imediatamente.
A administração de imunoglobulina intravenosa (IGIV) em dose única de 2 g/kg, associada ao ácido acetilsalicílico (AAS) em doses anti-inflamatórias (80-100 mg/kg/dia), dentro dos primeiros 10 dias do início da febre, é a terapia padrão para reduzir a incidência de aneurismas coronarianos.
O diagnóstico da DK é eminentemente laboratorial, baseado na presença de leucocitose com neutrofilia, elevação da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação, sendo os critérios clínicos secundários na confirmação diagnóstica.
O ecocardiograma deve ser realizado apenas em pacientes que permanecem febris após a infusão de IGIV, pois a ausência de resposta terapêutica é o principal preditor de envolvimento coronariano, não se justificando o exame em casos responsivos.