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Mulher de 34 anos procura o pronto atendimento relatando febre, feridas de difícil cicatrização e episódios recorrentes de fraqueza. Afirma ser portadora de HIV e apresenta dois exames recentes com carga viral indetectável e contagem de CD4+ normal. Relata internações repetidas por infecções não confirmadas e múltiplos tratamentos prévios. Ao exame físico, nota-se presença de lesões em diferentes estágios de cicatrização, em locais de fácil acesso manual. Durante visita domiciliar, observam-se medicamentos e substâncias químicas não prescritas.
Considerando o quadro descrito e os princípios éticos e farmacológicos envolvidos, qual conduta é mais adequada?
Prescrever antibioticoterapia e corticoide sistêmico, pois o quadro pode representar infecção oportunista com manifestações atípicas do HIV.
Reforçar a adesão ao tratamento antirretroviral, sem abordar as lesões cutâneas para evitar conflito com a paciente.
Suspeitar de transtorno factício, registrar detalhadamente a evolução, evitar intervenções medicamentosas desnecessárias e acionar equipe multiprofissional e psicológica.
Solicitar internação psiquiátrica involuntária imediata, considerando que o comportamento autoprovocado elimina a capacidade de decisão da paciente.
Encerrar o vínculo assistencial, visto que o relato inconsistente e o uso irregular de medicamentos comprometem a relação médico-paciente.