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O diabetes gestacional (DG) é uma forma de hiperglicemia detectada pela primeira vez durante a gravidez, geralmente assintomática, mas associada a riscos maternos-fetais/neonatais.
De acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 2025 e os protocolos do Ministério da Saúde (MS) no Manual Técnico de Gestação de Alto Risco, como é feita a confirmação diagnóstica do DG?
Pela glicemia de jejum isolada ≥126 mg/dL em qualquer momento da gestação, sem necessidade de TTOG se houver sintomas como poliúria ou polidipsia, dispensando rastreio universal.
Exclusivamente por HbA1c ≥5,7% no 2º trimestre, combinada com ultrassonografia fetal para macrossomia, sem testes de sobrecarga glicêmica se idade <30 anos.
Através de glicosúria positiva em exame de urina rotineiro, confirmada por auto-monitoramento glicêmico capilar diário, priorizando em gestantes de baixo risco sem TTOG.
Pelo teste de tolerância oral à glicose (TTOG) com 75 g de glicose anidra entre 24-28 semanas, confirmando DG se glicemia de jejum ≥92 mg/dL, ou 1h ≥180 mg/dL, ou 2h ≥153 mg/ dL (qualquer valor alterado), após glicemia de jejum normal (<92 mg/dL) na 1ª consulta pré- -natal para exclusão de DM manifesto.
Pela resposta clínica à dieta hipocalórica por 2 semanas, avaliada por perda de peso fetal, sem obrigatoriedade de exames laboratoriais glicêmicos iniciais.