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Gestante de 39 semanas de idade gestacional iniciou contrações uterinas dolorosas e foi levada para a sala de parto. As dores, nessa situação, são provocadas tanto pela contração uterina quanto pelo início da dilatação do colo uterino.
Nesse momento do trabalho de parto, a dor é transmitida predominantemente por fibras
A alfa.
A beta.
A delta.
B.
C.
Uma gestante com 20 anos de idade, em uma consulta na unidade básica de saúde, relata apresentar, desde 7 dias antes do diagnóstico de gravidez, quadro clínico diário constituído por tosse seca e dispneia. Ela nega a existência de doenças prévias e o exame físico não mostra dados relevantes. A espirometria revela capacidade vital forçada (CVF) e fluxos expiratórios normais, com ganho volumétrico significativo após emprego da prova farmacodinâmica.
A partir dessa situação hipotética, assinale a opção que corresponde à medida terapêutica mais adequada para o tratamento inicial da paciente em questão.
corticoide inalatório associado a beta-2 agonista de longa duração
beta-2 agonista de curta duração, se presentes sintomas
corticoide sistêmico, apenas, por 10 dias
corticoide inalatório associado a anticolinérgico de longa duração
beta-2 agonista de longa duração, apenas
Malformações na evolução intrauterina frequentemente são causadas por anomalias genéticas, podendo ser causa de morte perinatal, necessitando diagnóstico correto. A anomalia genética que se manifesta por: microcefalia com occipíto saliente, fenda palpebral curta, nariz curto, micrognatia, campodactilia, alteração de pregas palmares, dorsiflexão do hálux, cardiopatia (CIV) e lesão renal (hidronefrose), é, mais provavelmente, a síndrome de
Turner (monossomia do X).
Down (trissomia do 21).
Patau (trissomia do 13).
Cri-du-Chat (deleção braço curto cromossomo 5).
Edwards (trissomia do 18).
A hiperêmese gravídica (HG) é uma forma grave de náuseas e vômitos incoercíveis na gravidez, tipicamente iniciando entre 4-6 semanas de gestação e persistindo até 16-20 semanas.
Assinale a alternativaque indica corretamente os critérios diagnósticos confirmatórios da HG, segundo o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde e a FEBRASGO (2020).
Náuseas/vômitos graves na gravidez com perda de peso ≥5%, desidratação clínica (taquicardia, hipotensão, boca seca), cetonúria positiva e exclusão de outras causas gastrointestinais/ endócrinas.
Presença isolada de náuseas matinais leves sem vômitos, com ganho de peso normal e ausência de cetonúria, confirmada por ultrassonografia gestacional rotineira sem exames laboratoriais.
Exclusivamente por elevação de hCG >100.000 UI/L no 1º trimestre, dispensando avaliação clínica ou hidratação se sintomas responderem a produtos à base de gengibre em 48h.
Através de endoscopia digestiva alta mostrando gastrite erosiva, como critério principal, independentemente de perda de peso ou desidratação na gestante.
Pela resposta clínica completa à acupuntura ou homeopatia, avaliada por escore subjetivo, sem obrigatoriedade de hidratação IV ou antieméticos iniciais.
Em relação à avaliação do bem-estar fetal, analise as assertivas abaixo:
I. A cardiotocografia anteparto tem alta taxa de falso-positivo.
II. Os parâmetros do Perfil Biofísico Fetal (PBF) devem ser interpretados no contexto dos fatores maternos e fetais associados. Nesse sentido, hipoglicemia materna ou o uso de corticoide antenatal levam à diminuição dos movimentos fetais, podendo afetar o PBF.
III. O doppler da artéria cerebral média pode ser preditor de desfechos adversos nos fetos com restrição de crescimento tardio, mesmo com o doppler de artéria umbilical normal.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.


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Quanto a infecções urinárias na gestação, é correto afirmar que
o rastreamento ativo de bacteriúria não necessita ser feito em pacientes assintomáticas em gestações de baixo risco.
a prevalência de bacteriúria se eleva na gestação, porém a chance de resolução espontânea é a mesma da mulher não gestante.
a chance global de pielonefrite na gestação é de 1% a 4%.
a chance de pielonefrite na mulher gestante com bacteriúria é 60% a 70%.
a gestante com pielonefrite só necessita iniciar antibioticoterapia intravenosa internada se houver sinais de piora clínica.
Gestante de 26 anos, G1P0, inicia pré-natal no primeiro trimestre de gestação, após atraso menstrual. Possui diagnóstico prévio de HIV, em uso regular de terapia antirretroviral (TARV) há 2 anos, com boa adesão. Faz uso atual de tenofovir + lamivudina + dolutegravir. Exames iniciais do pré-natal mostram carga viral indetectável (<50 cópias/mL) e CD4 adequado. Com base nas recomendações atuais, qual é a melhor conduta em relação à TARV?
Suspender o dolutegravir e substituir por raltegravir devido ao risco de malformações no primeiro trimestre.
Manter o esquema antirretroviral vigente, uma vez que a carga viral encontra-se indetectável.
Trocar o esquema para zidovudina + lamivudina + lopinavir/ritonavir, por ser o esquema padrão na gestação.
Suspender temporariamente a TARV até o segundo trimestre, reduzindo o risco teratogênico.
Manter apenas tenofovir e lamivudina, retirando o inibidor de integrase durante o primeiro trimestre.
É uma alteração fisiológica esperada em gestantes:
diminuição do sódio corporal total
aumento de ureia e creatinina pela queda do fluxo sanguíneo renal
hidronefrose à esquerda
presença de glicosúria
A fisiopatologia da pré-eclâmpsia (PE) envolve uma placentação deficiente com invasão trofoblástica inadequada das artérias espiraladas, levando à hipóxia placentária. Esta hipóxia induz a liberação de fatores antiangiogênicos na circulação materna, causando a disfunção endotelial sistêmica. Quais são os principais fatores antiangiogênicos e pró-angiogênicos cuja dosagem sérica é utilizada como biomarcador para predizer ou diagnosticar a PE?
Aumento do Fator de Tirosina Quinase 1 solúvel (sFlt-1), que é antiangiogênico, e diminuição do Fator de Crescimento Placentário (PlGF), que é pró-angiogênico; a relação sFlt-1/PlGF aumentada é fortemente preditiva de PE.
Diminuição do sFlt-1 e aumento do PlGF, indicando uma tentativa de compensação vascular que falha em prevenir a hipertensão.
Aumento do Hormônio Lactogênio Placentário (hPL) e diminuição da fração livre do beta-HCG (gonadotrofina coriônica humana).
Aumento da Proteína C Reativa (PCR) e diminuição da alfa-fetoproteína (AFP), refletindo a inflamação sistêmica e a falha placentária.
Paciente no segundo dia de pós-parto, prestes a receber alta da maternidade, queixa-se de dor e aumento do volume das mamas associados à temperatura de 37,9 ºC. Ao examiná-la, você identificou mamas com área endurecida nos quadrantes externos bilateralmente, sem a presença de sinais flogísticos. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para esse caso.
Antibioticoterapia.
Suspender a lactação.
Drenagem com agulha grossa.
Esvaziamento e sustentação das mamas.
Antibioticoterapia e drenagem em centro cirúrgico.


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G2C1, 39 semanas de gestação, história de pré-eclâmpsia na gestação anterior, chega ao pronto-socorro com pressão arterial de 160x110 mmHg, dinâmica uterina presente e colo fino dilatado 5 cm ao toque vaginal. Traz exames laboratoriais realizados ambulatorialmente no dia anterior evidenciando: hemoglobina 11 g/dL, desidrogenase láctica 700 UI/L, transaminase oxalacética 80 UI/L, plaquetas 140.000 /mm3. Foi realizada cardiotocografia na admissão com o seguinte traçado:


Sobre o caso clínico descrito, assinale a alternativa correta.
A droga de escolha como anti-hipertensivo na admissão da paciente para reduzir os níveis tensionais na urgência é a metildopa.
Trata-se de um caso de pré-eclâmpsia leve, com indicação de sulfatação e otimização do parto normal com ocitocina.
Trata-se de um caso de pré-eclâmpsia grave. A cardiotocografia apresenta traçado de desaceleração tardia indicando sofrimento fetal.
Trata-se de um caso de pré-eclâmpsia grave e cardiotocografia com traçado de DIP tipo I indicando compressão funicular.
A droga de escolha como anti-hipertensivo na admissão da paciente para reduzir os níveis tensionais é a hidralazina 30 mg.
Parturiente, G2P1, idade gestacional de 40 semanas e 3 dias, sem comorbidades, está há 3 horas no período expulsivo, sem analgesia de parto. Exame obstétrico: 4 contrações efetivas em 10 minutos; BCF = 148 bpm; feto cefálico, variedade de posição occipito direita transversa, altura da apresentação -1 de DeLee. Assinale a alternativa correta sobre a conduta nesse caso.
Está indicado o uso de fórcipe de Simpson, com rotação da apresentação em 90 graus.
Devido à rotação maior do que 45 graus, está indicado o fórcipe de Kielland.
Antes de instrumentalizar o parto, será necessário iniciar ocitocina intravenosa.
O vácuo-extrator é uma possibilidade, dependendo da experiência do operador.
Existe indicação de resolução do parto por meio da cesariana.
Mulher de 32 anos, gestante de 24 semanas, apresenta glicemia de jejum de 108 mg/dL. Histórico familiar de diabetes. O próximo passo é:
Ignorar o achado.
Iniciar insulina imediatamente.
Encaminhar ao parto prematuro.
Prescrever metformina.
Solicitar teste oral de tolerância à glicose.
Uma gestante de 24 semanas, primigesta, comparece à consulta de pré-natal queixando-se de episódios de tontura e sensação de desmaio quando se deita de costas para descansar. Além disso, relata que notou um aumento da frequência cardíaca e que suas gengivas sangram levemente durante a escovação. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 110/70 mmHg (sentada), frequência cardíaca de 92 bpm e presença de edema em membros inferiores (1+/4+), sem outras alterações. O médico explica que tais achados fazem parte das adaptações fisiológicas do organismo materno.
Considerando as modificações hemodinâmicas e sistêmicas da gestação, qual é a explicação correta para os fenômenos observados nesta paciente?
A tontura ao deitar-se em decúbito dorsal deve-se à compressão da aorta abdominal pelo útero gravídico, o que gera uma hipertensão reacional compensatória e redução do fluxo cerebral.
O sangramento gengival ocorre devido ao aumento da resistência vascular periférica e à redução do volume plasmático, tornando as mucosas mais frágeis e desidratadas.
A sensação de desmaio em decúbito dorsal (síndrome da hipotensão supina) ocorre pela compressão da veia cava inferior pelo útero, reduzindo o retorno venoso e, consequentemente, o débito cardíaco.
O aumento da frequência cardíaca é uma resposta patológica precoce à anemia fisiológica da gravidez, que ocorre devido à redução absoluta da massa de glóbulos vermelhos no segundo trimestre.
Dentre os cenários abaixo, qual representa uma maior predição para o diagnóstico de gravidez ectópica?
Dor pélvica e sangramento vaginal.
β-hCG de 2.000 mUI/mL, ausência de gestação intrauterina e presença de anel intratubário em topografia anexial esquerda à ultrassonografia transvaginal.
Sangramento vaginal, β-hCG de 1.200 mUI/mL e ausência de gestação intrauterina à ultrassonografia transvaginal.
Atraso menstrual, sangramento vaginal e dor pélvica.
Sangramento vaginal, β-hCG de 1.800 mUI/mL e ausência de gestação intrauterina à ultrassonografia transvaginal.


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O “Vasa Prévia” é uma condição de alto risco obstétrico definida como:
Inserção do cordão na margem da placenta.
Presença de vasos fetais desprotegidos cruzando o orifício interno do colo.
Descolamento parcial da placenta.
Veia umbilical varicosa no abdome fetal.
Artéria umbilical única.
O abortamento é a expulsão de feto pesando menos de 500 g ou com menos de 20 semanas de gestação podendo ser espontâneo ou provocado. Reserva-se o termo aborto para o conteúdo ovular a ser eliminado. Em relação aos tipos clínicos de abortamento, analise as sentenças a seguir:
I- No abortamento precoce uma das medidas é a abstenção sexual por 1 a 2 semanas após a expulsão completa do ovo no abortamento precoce, a fim de evitar infecção.
II- No abortamento tardio o ovo está muito desenvolvido, e a cavidade uterina, volumosa. Por serem suas paredes finas e moles, o esvaziamento instrumental torna-se perigoso.
III- O abortamento habitual ou recorrente é definido como a perda de duas ou mais gestações.
IV- O diagnóstico definitivo de abortamento retido deve ser sempre confirmado por duas ultrassonografias espaçadas de 5 dias.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
I e III.
II, III e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
Todas estão corretas.
O trauma perineal ou genital no parto vaginal é definido como a lesão tecidual decorrente de episiotomia ou lacerações naturais, abrangendo danos à pele, mucosas e músculos do períneo. Esse trauma é classificado em graus (1º a 4º) conforme a profundidade da lesão. Acerca do tema, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE o trauma perineal de segundo grau.
Lesão do períneo envolvendo o complexo do esfíncter anal (esfíncter anal interno e externo).
Laceração de mais de 50% da espessura do esfíncter anal.
Lesão apenas da pele e mucosas.
Laceração do esfíncter anal interno.
Lesão dos músculos perineais sem atingir o esfíncter anal.
acontece quando a implantação e o desenvolvimento do blastocisto ocorrem fora da sede normal, ou seja, da grande cavidade corporal do útero. A localização mais frequente é a tubária. No entanto, a gestação ectópica pode ocorrer também na porção intersticial da tuba, na cérvice, na cicatriz da cesárea, no ovário e na cavidade abdominal (Filho, 2024). Com base na gravidez tubária, analise as sentenças a seguir:
I- O abortamento tubário depende, em parte, do local de implantação; é comum na gravidez tubária ampular, enquanto a ruptura é comum na gravidez ístmica.
II- Quando a ruptura ocorre na posição da tuba uterina não coberta pelo peritônio, o Saco Gestacional (SG) pode se desenvolver entre os folhetos do ligamento largo, constituindo gravidez intraligamentar.
III- A implantação dentro do segmento tubário que penetra a parede uterina resulta em gravidez intersticial.
IV- A gravidez intersticial representa o maior percentual das gestações tubárias.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
I e III.
II, III e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
Todas estão corretas.
Intervenções e medidas de rotina no primeiro período do parto devem ser realizadas de forma atenciosa visando garantir a segurança na assistência prestada no parto normal, de forma atender as diretrizes estabelecidas (Brasil, 2017). Diante do exposto, analise as sentenças a seguir:
I- O enema não deve ser realizado de forma rotineira durante o trabalho de parto.
II- A tricotomia pubiana e perineal deve ser realizada de forma rotineira durante o trabalho de parto.
III- A amniotomia precoce, associada ou não à ocitocina, não deve ser realizada de rotina em mulheres em trabalho de parto que estejam progredindo bem.
IV- As mulheres devem ser encorajadas a se movimentarem e adotarem as posições que lhes sejam mais confortáveis no trabalho de parto.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
I e III.
II, III e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
Todas estão corretas.


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