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Paciente de 52 anos de idade, sexo masculino, internado há 12 dias para investigação de dor abdominal difusa e lombalgia persistente. Apresenta histórico de múltiplas internações anteriores com queixas semelhantes, sem achados clínicos ou laboratoriais conclusivos. Refere insônia, fadiga intensa, sensação de “corpo inchado” e episódios de choro frequente. Utiliza analgésicos em altas doses, com pouca resposta. A equipe assistencial relata dificuldade de vínculo, alta demanda emocional e resistência às propostas terapêuticas. Há suspeita de somatização, mas o diagnóstico permanece incerto devido a sua complexidade psicossomática. A conduta médica está fragmentada e há impasse sobre o plano terapêutico.
Diante desse quadro clínico, assinale a melhor conduta entre as alternativas a seguir para elucidar e melhorar o seu manejo.
Propor estratégias psicológicas de contenção comportamental para reduzir a sobrecarga emocional da equipe assistencial.
Determinar, por meio de uma junta médica, se o comportamento do paciente configura manipulação consciente para obtenção de benefícios secundários.
Requisitar uma interconsulta psiquiátrica para investigar a presença de transtornos mentais que possam estar modulando a experiência dolorosa e dificultando o vínculo terapêutico.
Encaminhar o caso à reumatologia para investigação de dor de origem autoimune.
Solicitar exames complementares mais sofisticados para excluir causas neurológicas raras que justifiquem a dor refratária.