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O transtorno de ansiedade generalizada diferencia-se do transtorno de pânico pela:
Presença constante de preocupação excessiva sem ataques paroxísticos delimitados.
Ocorrência de crises súbitas de ansiedade intensa com sintomas autonômicos.
Ausência completa de sintomas somáticos durante períodos de ansiedade.
Resposta terapêutica inadequada aos inibidores seletivos de recaptação de serotonina.
Evolução para comprometimento cognitivo progressivo em longo prazo.
Na perícia psiquiátrica forense, a avaliação da capacidade de imputabilidade considera:
A capacidade de entender o caráter ilícito do ato e autodeterminar-se.
Apenas o diagnóstico psiquiátrico formal do periciando no momento atual.
Exclusivamente a periculosidade social apresentada pelo indivíduo avaliado.
Somente a presença de transtorno mental grave no histórico prévio.
O prognóstico de resposta ao tratamento psiquiátrico disponível.
A amnésia dissociativa caracteriza-se por:
Perda de memória para eventos estressantes sem causa orgânica identificável.
Deterioração cognitiva progressiva com esquecimento de memória remota.
Confabulações detalhadas para preencher lacunas de memória comprometida.
Déficit exclusivo de memória processual sem alteração de memória declarativa.
Ausência completa de recordações autobiográficas desde a infância precoce.
Ao contemplarem nuvens ou manchas na parede, sobretudo crianças, muitas vezes criam intencionalmente imagens extrojetadas a partir dos elementos sensorias imprecisos, reconhecendo figuras humanas, animais ou objetos. Como se denomina este fenômeno?
Eidetismo.
Letológica.
Pareidolia.
Sinestesia.
De acordo com a CID-10, qual é o diagnóstico de um indivíduo que apresenta, desde o final da adolescência, comportamento excêntrico e aparência estranha, com pobre relacionamento interpessoal e tendência ao retraimento social, parecendo frio e distante; que mantém crenças estranhas e inconsistentes com normas subculturais; e que com frequência manifesta suspeitas e interpretações paranoides, sem episódios psicóticos típicos e bem definidos?
Transtorno esquizotípico.
Transtorno esquizofreniforme.
Transtorno de personalidade esquizoide.
Transtorno de personalidade paranoide.
Um idoso polimedicado apresenta um quadro de agitação psicomotora. O médico avaliou as possibilidades etiológicas da condição e decidiu prescrever uma medicação para contenção. Qual escolha é a melhor indicada?
Diazepam.
Haloperidol.
Prometazina.
Clorpromazina.
Com base no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde para Transtorno Esquizoafetivo, aprovado pela Portaria Conjunta nº 7, de 14 de maio de 2021, é correto afirmar:
Existem fortes evidências da eficácia de ISRS nos subtipos esquizodepressivos.
O consenso é de que ordem de preferência na escolha do antipsicótico recai sobre os de segunda geração.
Em grupos especiais (crianças, adolescentes e idosos), combinações de antipsicóticos são mais eficazes do que a monoterapia.
Não existe base científica para o uso do lítio, havendo apenas alguma evidência como terapia adjunta no tipo esquizomaníaco.
É um ansiolítico 1,5-benzodiazepínico (BZD) com perfil relativamente menos sedativo do que muitos BZDs clássicos em doses equivalentes, usado com frequência como adjuvante no tratamento de crises epilépticas associadas à síndrome de Lennox-Gastaut. Qual é o benzodiazepínico?
Clobazam.
Diazepam.
Clonazepam.
Bromazepam.
Assinale a alternativa correta.
Acatisia tem sido associada com suicídio e violência.
Clozapina tem maior risco de induzir acatisia que aripiprazol.
Reação paradoxal a benzodiazepínicos ocorre em 5% da população geral.
A principal isoenzima envolvida no metabolismo da bupropiona á a CYP2C9.
Um indivíduo etilista há mais de 20 anos, 49 anos, é admitido no pronto-socorro com agitação psicomotora, desorientação, tremores grosseiros, sudorese profusa, taquicardia e pseudopercepções visuais com pequenos animais. Os sintomas iniciaram cerca de 72 horas após interrupção abrupta do consumo de álcool. Qual é o psicofármaco de primeira linha nesse quadro?
Haloperidol.
Diazepam.
Quetiapina.
Valproato.
Paciente de 58 anos realiza um exame do estado mental: ela não pontua na subtração seriada de 7 de 100; tem dificuldade em desenhar um relógio e não pontua na posição correta dos números e ponteiros; apresenta alguma dificuldade em seguir comandos de três etapas; nenhum outro déficit é identificado. A família relata que ela está menos motivada para sair com familiares e amigos e se recusa a ir à igreja, um hábito que tinha há muitos anos. Às vezes, ela faz comentários ofensivos sobre outras pessoas e frequentemente não se importa de não ter escovado os cabelos ou os dentes.
O tipo de demência mais provável nessa paciente é
com corpos de Lewy.
frontotemporal.
vascular.
Alzheimer.
subcortical.
Um médico perito deve elaborar um laudo sobre a capacidade laborativa de um paciente destro que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em hemisfério direito. O paciente apresenta sequelas cognitivas moderadas, especialmente na percepção espacial. Não consegue mais exercer sua profissão anterior, devido a hemiparesia esquerda.
De acordo com a legislação previdenciária, esse paciente apresenta:
doença professional;
capacidade laborativa plena;
capacidade laborativa residual;
incapacidade laborativa definitiva;
incapacidade laborativa temporária.
Homem de 61 anos relata um histórico de urgência em movimentar os membros inferiores em situações de repouso, com piora noturna e alívio ao caminhar. Para essa condição, foi introduzido um medicamento há cerca de 3 meses. Desde então, sua família observou o surgimento de um comportamento novo e problemático: o gasto excessivo e compulsivo em apostas esportivas on-line, levando a significativos prejuízos financeiros.
A associação medicamentosa que mais provavelmente explica a exacerbação do comportamento impulsivo é com:
sertralina;
pramipexol;
bupropiona;
topiramato;
valproato de sódio.
Um homem, atualmente com 35 anos, é levado à consulta por familiares. Eles relatam a presença de pensamentos persecutórios desde os 18 anos, acompanhados da queixa de ouvir vozes que o xingavam. Há cerca de três semanas, o paciente começou a apresentar discurso desorganizado, ideias de que "os vizinhos estão me observando através da televisão" e um significativo embotamento afetivo. Não há relato de uso de substâncias psicoativas. Há um ano, ele apresentou um episódio depressivo grave, com duração de três meses, que respondeu bem à terapia antidepressiva.
Considerando os critérios do DSM-5-TR, o diagnóstico nosológico mais provável para esse caso é:
transtorno depressivo maior com características psicóticas;
transtorno esquizoafetivo, tipo depressivo;
transtorno esquizofreniforme;
transtorno psicótico breve;
esquizofrenia.
Paciente de 28 anos tem histórico de múltiplas internações por quadros recorrentes de dor abdominal, vômitos e fraqueza muscular. Em todas as internações foram realizadas investigações clínica e laboratorial. As investigações não revelaram causa orgânica. A paciente demonstra um conhecimento médico acima do esperado para uma leiga e parece indiferente aos procedimentos invasivos.
A hipótese diagnóstica psiquiátrica mais compatível com esse quadro é:
simulação;
transtorno factício;
transtorno de conversão;
transtorno de sintomas somáticos;
transtorno dissociativo de identidade.
O monitoramento de pacientes em uso de medicamentos de longo prazo é essencial para a segurança. Um paciente em uso de lítio há 5 anos para transtorno afetivo bipolar comparece para consulta de rotina relatando poliúria, polidipsia e tremor fino nas mãos.
Diante desse quadro, deve ser realizado teste laboratorial visando a:
avaliar função renal;
verificar lipidograma;
detectar leucocitose;
verificar redução do sódio sérico;
avaliar elevação discreta da glicemia de jejum.
O manejo da dependência de opioides envolve estratégias farmacológicas específicas para a desintoxicação e manutenção da abstinência.
Dentre os medicamentos listados, aquele utilizado especificamente como agonista opioide de longa ação para o tratamento da dependência de opioides é o(a):
metadona;
imipramina;
metilfenidato;
carbamazepina;
carbonato de lítio.
Um paciente inicia tratamento com um antidepressivo tricíclico. Após alguns dias, ele relata boca seca intensa, constipação e tontura ao levantar.
Esses efeitos adversos são classicamente atribuídos ao bloqueio do receptor:
adrenérgico alfa-1;
histaminérgico (H1);
dopaminérgico (D2);
serotoninérgico (5-HT2A);
colinérgico muscarínico (M1).
Mulher de 36 anos, com diagnóstico de transtorno de personalidade borderline, relata intensa ideação suicida após uma discussão com seu marido. No PHQ-9, alcançou 27 pontos.
A atitude eticamente correta do médico diante dessa situação é:
encaminhar para psicoterapia imediatamente, antes de tratamento farmacológico;
prescrever um inibidor de recaptação de serotonina e marcar o retorno em duas semanas;
respeitar o sigilo absoluto da psicoterapia, não tomando nenhuma atitude que quebre a confiança do paciente;
exigir que a paciente assine um termo de responsabilidade isentando o médico de qualquer responsabilidade por seus atos;
quebrar o sigilo e comunicar, a um familiar ou autoridade competente, o risco real de suicídio e a necessidade de proteger a paciente de um dano grave mantendo-a sob vigilância.
Acerca da Doença de Alzheimer (DA), assinale a alternativa correta.
Não há associação entre o sedentarismo e o risco de desenvolvimento da DA.
Exames de imagem estrutural são indispensáveis para o diagnóstico da DA.
A memantina é indicada na DA leve e é amplamente utilizada de forma off-label na DA moderada a grave.
A síndrome de Down constitui um fator de risco significativo para o desenvolvimento da DA.
Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) aumentam os sintomas de agitação na DA, sendo, portanto, medicações contraindicadas nessa doença.