Uma puérpera primípara de 18 anos, residente em uma...
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Uma puérpera primípara de 18 anos, residente em uma...

Uma puérpera primípara de 18 anos, residente em uma comunidade rural de difícil acesso e com ensino fundamental incompleto, deu à luz um recém-nascido (RN) pré-termo tardio (36 semanas de idade gestacional), com peso de 2.200g, por parto vaginal, em uma maternidade de alto risco. O RN permaneceu internado por 7 dias devido à dificuldade de ganho ponderal e icterícia, recebendo alta hospitalar em bom estado geral, exclusivamente em aleitamento materno. Durante a “alta qualificada” realizada pela equipe multiprofissional da maternidade, a mãe foi orientada a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência para o primeiro acompanhamento do bebê. No entanto, a puérpera expressou à equipe médica da maternidade sua apreensão quanto à dificuldade de acesso à UBS, citando a distância significativa e a ausência de transporte público regular na região em que reside, além da falta de rede de apoio familiar próxima para auxiliá-la. O pediatra da UBS de referência, ao ser informado do caso pela maternidade, precisa agir em conformidade com as diretrizes da PNAISC.


Considerando a situação descrita e os princípios e eixos estratégicos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), qual é a conduta mais adequada a ser adotada pelo pediatra da UBS, em conformidade com a Portaria MS/GM no 1.130/2015?


A

Orientar a mãe a buscar o Conselho Tutelar ou a assistência social para resolver o problema de transporte, pois a PNAISC não prevê ações diretas da UBS para solucionar barreiras sociais e logísticas de acesso, sendo essa uma responsabilidade da rede de proteção social.


B

Solicitar à maternidade que rediscuta o processo realizado de alta hospitalar e forneça transporte exclusivo para a puérpera e o RN até a UBS, uma vez que a vinculação precoce à atenção básica é de responsabilidade exclusiva do serviço hospitalar, que falhou em garantir o acesso inicial.


C

Registrar a ausência da puérpera no sistema de agendamento e aguardar que ela procure a UBS quando conseguir superar as barreiras de acesso, pois a prioridade do pediatra deve ser dada aos casos que chegam espontaneamente à unidade para acompanhamento.


D

Ativar a rede de atenção à saúde para garantir o acolhimento da dupla mãe-bebê, planejando uma busca ativa ou visita domiciliar precoce, considerando a vulnerabilidade social e a articulação entre atenção especializada e básica.


E

Priorizar a convocação da família para as próximas campanhas de vacinação, visto que a PNAISC foca primariamente na prevenção de doenças imunopreveníveis nos primeiros anos de vida, e essa seria a forma mais eficaz de contato com a criança vulnerável.